sexta-feira, 27 de junho de 2008

Quarto

Fala a verdade pra galera, eu e você no caso. Achas indecente que andemos juntos, lado a lado, pelo parque de mãos dadas? Hoje em dia é incomum isto, eu sei, mas sei que os tempos mudam. Não quero que me fale tudo que pensas mas podias me dizer se o quero é impossível ou similar. Rogar aos céus, eu sei muitissímo bem, não pega bem. Por que nosso caso é de pecado, mas o que fazer se meu coração não estava no altar quando eu te vi? Se falares comigo o que deves, talvez eu me comporte melhor e até me torne seu amigo menor. Hum... Não sei não, acho que acabaria te amando, pois eu nunca vi um coração tão cíclico como este que lhe fala. É! Cíclico! De tempos em tempos, como um relógio, ele dispara um alarme em mim. E torno eu a me apaixonar. Coração de prata, eu boda, ele bóda. Não sei se a nobre gatissíma poderia me explicar esta doença, ou talvez tratá-la com algum remédio federal, mas seria ótimo tê-la, pelo menos como minha enfermeira diarista. Não te daria um emprego, te daria trabalho... Mas se você quiser pode me despedir agora, sem me dizer afinal se quer andar comigo de modo jovial. Daquele jeitinho que andam os que querem se conhecer. Com risinhos, namorinhos, beijinhos e arrepios bem pequeninos sem muito mal...

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