domingo, 29 de junho de 2008

Tiranossauro

Tens me mantido afastado do que? Do bem ou do mal? Tens sentido algo parecido com uma verdade absoluta? Tem sentido ser surda ao grito que te chama? Para um pouco além de suas razões deve haver uma razão, mais justa. Será que devo esperar, palavra que chama-se tempo de dúvida? Com ela vem a dor, e eu já sinto-a. Conseguirei pensar em você sem ter um pingo de dúvida? Seu nome para mim agora é misterio. Nele eu estou envolvido todos os dias desde então. Tens prazer em me fazer esperar, ou me deixar a espera? Sua parcela talvez nem seja sua. Tens alguma convicção que não quer revelar? Algo há, eu sei, mas nada encaixa. Nada me responde. Tens este jeito para tratar o assunto? Me dê uma letra de música, de poesia. Me mande uma melodia que possa guardar. Que seja diferente da que me traz uma quase tristeza. Tens me inspirado , é verdade, mas o respirar começa a falhar. E a dúvida, esta palavra que quer dizer tempo, me interrompe, dá-me medo. O encanto não é nunca maior que a realidade que se repete todo dia. Tens se silenciado para que eu não veja que está aí? Tem algo aí escondido e você somente observa? Ou já saiste com tudo o que tens e eu grito para ninguém? Tens prazer? Não acredito, prefiro imaginar que me olhas de relance, de vez em quando. Do jeito que quem namora, meio saindo e ficando. Tens um jeito que me prende ao seu redor. Tem um tempo para ouvir-me aqui do lado de fora? Queres por um instante desvendar seu mistério? Queres mergulhar no meu?



Já sei! Você acha que eu tiro tudo do tal de saite. Ou do tal de sítio, em português, pra ficar melhor para publicar um dia. Eu tiro é de um lugar que se chama vida. A minha eu não sei se é. Mas tiro mesmo é dos outros que o melhor lugar pra pesquisar, pra se deitar até debaixo, e esperar cair de tão maduro. Depois é so colocar pra fora. Não em forma de escremento, que é uma porqueira que se encontra em qualquer lugar, mas sim de vento que espalha sem se notar. Saio com ele descontrolado em todo sítio sem pensar.

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