sábado, 28 de junho de 2008

todas são

confesso em pé mesmo, encostado na parede, junto ao pó, na junção.
confesso a mim, primeiro, a você, agora.
já havia acontecido, já havia sofrido, já havia esquecido.
respiro com dificuldade, suspiro sem parar, descompasso a batida.
esperei, me deitei, pensei e vi o dia chegando e me levando de novo e de novo.
porque, não me fala, não me toca, não espera, não quer que te leve.
leve seria se me ouvisse, se me olhasse e me ajudasse, a esquecer, a não te querer.
pensas; olhas menos e sentes mais.
confesso não me lembrei como era estar junto à parede, sozinho, perdido, amoroso.
me liberta agora que estou ajoelhado, querendo ser calado.

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