quinta-feira, 4 de setembro de 2008

é

É uma lembrança que vem do cheiro do vento, de perfume no cabelo.
É aperto de pensar se vem de novo o novo, o bom gosto de saliva, de boca na boca.
É saudade de pensar saudade, inocência de perguntar quando vem, quando ver.
Lembrar suave de suave tocar no braço, nos dedos e voltar.
Na pergunta profunda sem palavra alguma feita no olhar nos olhos.
É a saudade da saudade da distância que ainda não existe e falta quando o outro há.
É ver e simples gostar de precisar ter de quando e de vez.
É pular o minuto seguinte se o telefone não toca e a rede não chama.
É você. Sou eu.
Só eu. Só você.

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