domingo, 28 de setembro de 2008

crédito seu

Quando permaneço longo tempo próximo ao intocável, percebo melhor o contorno de tudo que vai, ou o que está imóvel.
Fotografo o movimento e dou-lhe a forma de um rosto.
Ou quando quero filmar vejo o balanço, pra lá e pra cá, como se fosse cabelo dançando.
Aquelas cores verdes, marrons, cinzas ou rosas, me emocionam até eu ver outra e mais outra e depois outra.
Vou sem pés e o corpo em seguida mergulha em rasante sobre tudo que passo a amar.
Existe silêncio na voz mais gritante, existe melodia nas folhas que caem.
Há uma doçura no vento e caminhar contra ele é me levar ao destino que me quer.
Espero, sem perder a esperança, pois ela me vem sempre que me lembro, sempre que sonho, sempre que imagino, sempre que desenho seu contorno, de seu rosto, em tudo que acredito agora.

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