sábado, 25 de outubro de 2008

descanso

estas marcas ficarão na areia e eu não olharei para trás.
elas que se apaguem com o tempo, que se cubram a si mesmas com areia fina que está a sua volta.
minhas coxas estão cansadas e queimadas pelo sol e meus braços ficam agora estendidos ao longo do corpo.
olho ao longe e vejo que a distância não acaba e o som é apenas acompanhante e paisagem passageira.
sinto que chegar não me fará estar e mudar de direção e retornar é impossível.
meus calcanhares não aguentam o giro veloz que precisaria.
caminho porque preciso andar para alguma direção.
qualquer uma me satisfará.
enquanto caminho, faço.
passei de onde iria descansar pois o descanso e água nova estavam não ao alcance. vi, estiquei-me o mais que pude mas não alcancei.
não era meu.
nem a flor.

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