sábado, 22 de novembro de 2008

caso

Quebrou-se.
Mas o que é ainda está aqui.
Despedaçado, separado sem colagem possível.
Os pedaços são cada um de outra importância,
multiplicada em atenções e eficácia em fazer pensar.
Quero ter mãos gigantes para juntar-los ao meu coração,
enfiar-los dentro de volta, em mim.
Considero montanha e morro a mesma coisa.
Daqui das terras mineiras,
o olhar de escalada,
de subida custosa,
dá o mesmo prazer quando é por algo que leva pra longe ou pra perto.
Lavo a cabeça é no tanque, com sabão de coco,
enxáguo enfiando a cabeça toda dentro d’água,
e aproveito e te chamo pra mergulhar comigo na cachoeira,
pra lavar a alma,
pra escapar de onde me quer você.
Volto a abrir a janela grande e de vidro,
vento me mostra o frio que abraço como se fosse seu corpo.
Esquento o tempo todo meu corpo pra que te aqueça,
caso queira,
caso precise,
caso me esqueça.

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