sábado, 22 de novembro de 2008

escorro

A terra que piso é santa, compactada,
com a chuva dos dias de entrada do verão,
ela foi se soltando, grão a grão,
e escorrendo.
Primeiro à minha volta, eu vi,
depois por debaixo de mim.
As flores dobraram os caules.
Escorregadio o piso, caí,
tentei manter-me de pé,
segurei em plantas novas,
recém nascidas, pequenas,
mas ainda assim tentei me agarrar a elas.
De joelhos estou olhando para onde estava,
espero o sol secar a terra.
Subida de volta,
ou continuo escorrendo?

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