sábado, 1 de novembro de 2008

esquecera

Esquecer me parece uma prece de quem prefere não sentir ao ver a outra parte de quem nos vê como uma chama.
Um pedaço da alma minha,
sei não qual, une-se ao que a toca e aquela muda de cor, se transforma em algo alongado, esticado, impossível de se manter normal em forma reconhecível.
Acho que é como a alma fica dentro de mim que me incomoda o corpo.
Os poros do meu braço não sudoram normalmente,
sinto o vento sair com força por eles,
parece asa pedindo para crescer e se aventurar por onde não tem chão por perto,
onde só tem o cheiro do ar, nuvem branca e arco-íris cor de rosa.
Não dá pra ver o verde lá em baixo,
mas gosto de saber que ele está ali.
Completamente e repleto de esperança por uma segunda ou quarta chance,
eu pulo o terço pois eu sei que a terça parte é sua pra descansar e guardar o dia que é santo.
Sei salteado quais são os dias.
De trás pra frente eu lembro e de frente pra trás eu sonho.
Então eu não esqueço, não apago, apenas escrevo sem parar.
Esquecer é a fórmula que eu fiz pra lembrar sempre de tentar não esquecer.

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