domingo, 30 de novembro de 2008

presente

Não é somente o basta que não completa o que me resta.
É o interesse egresso do que fui neste tempo.

Me enchem as cheias e as meia luas, precursoras de luz ausente.
Metade de escuridão do outro lado que me vejo posto.

É a certeza do certo sobre o errado.
Tampando o possível, o imaginário, o abstrato e temporal tempo eterno.

Enquanto dure, enquanto em mim, em quanto ficaria as custas de ficar também aí.

São estas falas que me fazem pertencente a ti e ao tosco esboço de relacionar isto com um sentimento de um par.
Lá também estão juntas as almas de quem não é meu nem seu;
o campo do sonho, do futuro limpo.

Tênue pensamento, profético ato de ver o nosso, com o de outro que também sonha.
Resta o que me resta, para me bastar, para trocar de memória, de parar o olhar pra frente.

O ausente está presente claramente, lindamente, eficazmente verídico.
O real me assola, me enche de completo desastre, inevitável preenchimento.

O soslaio me convence.

Um comentário:

Nayara .NY disse...

A realidade é mórbida...
Corrupta...
Tanto queria sentir o irreal
Mas está tão distante
que me basta a sede de possuir
o que não alcanço
Perseguir o destino ausente
que se faz a cada dia mais presente!

Que o ausente esteja mais próximo!