sábado, 1 de novembro de 2008

tentativa

Onde eu busco o remédio para o passo certo,
Onde dou ao destino a chance de não me achar,
Onde a censura passará sem me marcar,
Onde está o amor que me cercará de concreto?

Isto tudo me tranca onde quer que eu esteja,
Já voei por causa disto mas agora estou parado,
Sentindo-me por dentro como quebrado,
Meus olhos estão fechados e o coração lateja.

A vida não contará o que não vivi,
A quem minha alma se apegou,
Nada colherá a lágrima que verti,
Estou olhando a porta que se fechou.

Não havia quem entendesse as palavras,
Quem quisesse apenas senti-las,
Para guardar um alimento que cresceu por muitos anos,
Esperando quem colhesse os ramos.

Caiu a semente na areia,
A ave que a come, voa,
E eu olho, asas abertas dela,
Escreve o nome que não é meu.

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