terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

ataranto

Sei lá de notícia,
sei lá da solidão dela,
sei lá se quero saber,
do saber.
Me irrita,
quando ela evita,
de ter esta perdida ilusão
de querer come-la com pimenta ardida.
Que ela não estude em meus livros,
que não escute o que eu digo,
eu não ligo,
mas ser estrela fora do meu céu?
Oh Céus!
Criamos,
não juntos,
dois filhos que,
hoje,
vivem no mesmo teto.
O meu é claro!
Um,
chamo de Andor,
outro de Condor.
Andor é devagar em seu andar
e sempre deixa cair o que com ele carrega.
Já o Condor é muito avoado!
Vivendo assim,
somos quase uma família.
Ela lá com seus maridos
e sua flor,
que sua mãe lhe deu.
Rosa.
Sua mãe.
E eu cá.
Caído.
Deprimido.
Sem ter o que escrever.

3 comentários:

Éder Milani disse...

Marquito,

tudo que escreves toca na alma, por ser belo e sincero.

Continue sempre para nosso deleite.

Abraços irmão!

Milson Veloso disse...

Sei que da solidão sou um grande especialista. Das coisas do amor, apenas um aprendiz. Da poesia, um eterno apreciador de suas palavras...

Fernanda Fernandes Fontes disse...

Olá.

Definitivamente eu não quero saber.
Mas quero escrever, escrever e escrever...sobre as notícias, sobre a minha solidão e sobre algum saber...

Simplesmente adorei este poema!

Abraços