quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

lógico pô

Esta convicção, que é certa,
não te acerta o fígado vez por outra?
Ou este seu jeito de apertar o olhar quando quer ao longe ver,
nunca lhe causou excesso de amores?
Esta sua desmedida beleza que está entornando nas bicas,
faz a alegria da multidão.
Pelo menos da que está olhando para o mesmo lugar que o meu olhar.
Prometo, sem obrigação de cumprir,
que me apaixonarei pela segunda que encontrar,
apenas para assim dizer que assim eu esqueço de você.
E este seu corpo suave,
imagino que seja leve,
e talvez ele leve um pouco de solidão,
um tanto de amor sem tocar.
Bendito Quem te criou!
Bendita as aureolas e mamas que tu manos e lábios tocaram.
Que leite e que madre que abrigou a mais bela imperatriz do meu coração.
Sim!
Tu és mui rica também.
Pois pões seus castelos nas nuvens mais altas
e suas terras vão de horizonte a horizonte.
E eu estou na fronteira mais longínqua.
Na distância mais distante do seu coração
e ainda assim sou de um reino inimaginável que é seu,
sendo meu.
Reina.
Reina em mim mesmo sem saber,
sem notar.
Afinal são muitos súditos.
E, embora, que nunca partiste,
pois nunca viestes,
eu, sem cessar de caminhar,
eu ando, ando e ando por todas estas terras a perguntar:
a convicção dela,
tem fim?

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