sábado, 28 de março de 2009

Tudo o que mais nos uniu separou/Tudo que tudo exigiu renegou/Da mesma forma que quis recusou/O que torna essa luta impossível e passiva/O mesmo alento que nos conduziu debandou/Tudo que tudo assumiu desandou/Tudo que se construiu desabou /O que faz invencível a ação negativa/É provável que o tempo faça a ilusão recuar/Pois tudo é instável e irregular/E de repente o furor volta/O interior todo se revolta/E faz nossa força se agigantar/Mas só se a vida fluir sem se opor/Mas só se o tempo seguir sem se impor/Mas só se for seja lá como for/O importante é que a nossa emoção sobreviva/E a felicidade amordace essa dor secular/Pois tudo no fundo é tão singular/É resistir ao inexorável/O coração fica insuperável/E pode em vida imortalizar/Paulo César Pinheiro e Eduardo Gudin - 1974

Um comentário:

Fernanda Fernandes Fontes disse...

Essas notas de eletrocárdio...tocam sinfonias tão cotidianas...