sexta-feira, 3 de abril de 2009

ais para seu ai

teus ais quando cais sobre mim.
ai.
quero rasgar coco com dentes quando vejo-te despida.
tua carne não é comestível não?
ai quando teus pés dão a volta em volta de mim.
tua garganta dita no martelo e na bigorna do meu ouvido,
bobagens, bobagens, bobagens.
ai.
os poros jorrando, cabelos deitando e virando cortina de ti.
viras, viras, viras o espelho para que acreditemos quando lembrarmos.

2 comentários:

Fernanda Fernandes Fontes disse...

Quanta sensualidade, não?! Gravada no espelho de alguma alma...

Bjs

MARCOS disse...

reconhece a imagem do ai?