quarta-feira, 17 de junho de 2009

*não quero o tempo, todo

Eu nunca saberei,
as paredes brancas,
seriam limpas por estarem cheias de dedos pequenos?
Eu não abrirei a porta,
sabendo que é chegada a hora que tudo estará em torno.
Suspender os braços para esperar,
a chegada dos braços,
em abraços que se tornam poros trocados.
Nunca isto,
não.
Lidas as lidas,
com fortuitas lidas,
de minhas lida de descrever,
a sua vontade que vem de mim.
Não, eu não me caibo,
não sou casto,
não estarei compartilhando a palma da minha mão com ninguém.
Perfume de noites claras,
espiam o sofrer por não ter.
Eu tenho o tempo,
não queria tê-lo por tantos anos me fazendo companhia,
tão certo,
tão bem contado.

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