quarta-feira, 22 de julho de 2009

Crisálida

Aonde ir sem encontrar papéis virtuosamente solitários?
Gostosos de se tocar como seda,
seda que me avermelhe as mãos.
Como se a vergonha fosse somente minha ao tocar fora dela.

E mesmo ainda sob ela, eu sinta, ela. E que ela me sinta.

Aos trinta, quarenta;
ao descanso irei,
terei todo tempo para olhar e ver o olhar coberto pelo verde.
Espantosa maneira de me olhar.

E eu serei quedado ao me sentir vertical, onde as pernas tremem e não caio.

Pronto para morrer nas alegrias corporais expressas,
conduzidas por palavras também,
audíveis apenas também após sessenta dias.
Pelos mortos cansados de esperar.

Crisálida muda o mar e se envolta ao nele se voltear..

3 comentários:

Érica disse...

"E mesmo ainda sob ela, eu sinta, ela. E que ela me sinta."
E que assim seja.
rsrs..
Beijos

Gil Costa. disse...

"Pronto para morrer nas alegrias corporais expressas."
...
Beijo meu.

Leo Lemos... disse...

Belísssimo assim.