domingo, 19 de julho de 2009

envolto

Às vezes, sangue.
Muitas vezes, água.
E, estes,
esvaem,
deságuam
e desandam sem parar.
E tomam os caminhos abertos,
que em curvas parecem que não vão.
Mas nunca ficam parados,
transbordariam no seu incessante.
E nas bordas,
sangue e aguaceiro,
convertem palavras em amor.
Em amor de rio cheio,
vida, verbo de ser.
Ver desde a margem é paixão fulminante.
É chamada para mergulhar.
E levando consigo, para sempre,
o que já não é meu,
congela o sorriso na felicidade.

3 comentários:

Talita Prates disse...

:)
Bjo.

Cristal - a louca. disse...

Ás vezes água, às vezes sangue...


Beijos

Érica disse...

Acho que a água já é sangue.
Adorei o poema.
Beijos