terça-feira, 4 de agosto de 2009

fortaleza

Não foi o corpo (apenas chamariz vestindo já o negro),
que primeiro minha visada observou na fortaleza.

Foram os olhos (miras de mirante futuro),
que me levaram ao mergulho do qual ainda não saí.
Fitei-os longamente e engoliram-me braços (entregues desarmados).

E o coração (como sendo a antiga sede da alma),
não se quis sozinho e acompanhando o pensar quedou-se (e aí está),
esperando um toque dos dedos seus.

Em seguida, vi o riso (que ainda hoje criança permanece),
dizendo-me:
- quero ser, quero ser.

E quando dentro (como se dentro carregasse o outro também),
vi seu corpo,
completo,
belo,
significante (coberto de descobrires).

7 comentários:

Érica disse...

Lindo e confuso.
Mas lindo sem dúvida.
Beijos

i ILÓGICO disse...

ué?
como assim confuso?kkkkkkkkkkkkk
não seria lógico se não fosse...

Érica disse...

Pois é.
Não seria né?
Acho que entendi melhor agora: a primeira observação não é do corpo, mas de uma ilusão que te encanta, que atrai para o interior, a descoberta. Não é a beleza, é a graça, a poesia. E quando já estás tomado por sentimentos, mergulhado em comiseração, passa a ver o todo, complemento, findo.
kkkkk...
Pode rir depois disso, e não precisa mudar nada porque eu não entendi, você escreve, a pessoa ler se quiser.
Beijos e até a próxima.
:)

i ILÓGICO disse...

ériquita... tua observação foi prática. acho que ficou até melhor...
mais lindo...
outra pessoa vai ler e entender do jeito dela, da forma que permitir ser tocada dependendo do momento. venha e sinta-se logicamente livre pra me dizer o que sente....

bjos

Fernanda Fernandes Fontes disse...

não foi o corpo e nem os olhos...foi a direção do olhar, fortaleza que transcende meu querer e adentra significâncias (de descobrires incobertos)...

Estou aqui.

Bjs

Cleyton Cabral disse...

Some não, pai!

i ILÓGICO disse...

fontes: lindo teu comentário. poeta de sentidos mais que descobertos você? vê-se.

filhote: tô meio off. mas to indo lá. abraços do pai. viva eu!!!