quarta-feira, 2 de abril de 2014

depressão

"Sou triste, quase um bicho triste 
E brilhas mesmo assim 
Eu canto, grito, corro, rio 
e nunca chego a ti" 
Caetano 


Depressão na pista.
Símbolo que me incomodava, palavra que me acha. Depressão em mim, não é tristeza. Ela, eu expulso, assim como todo pensamento.
Tristeza vem e até gosto do sabor.
Alguma melancolia com a chuva caindo devagar, nas gotas barulho eterno. Todas elas se parecem, todas me fazem lembrar.
Depressão não depende de mim, de você, de ninguém. Ela vem se acomoda o dia, acomoda a noite, me acomoda.
É tão forte que a força que existe é somente dela.
E deito, durmo, muito.
A depressão me enche de esperança todos os dias;
de acordar ou dormir sem ela, com algo que me diga que tudo será diferente.
A depressão em mim me despedaça e cola tudo em cacos pequenos, em partes que nunca estão juntas, não se colam não se merecem não se importam uns com outros. 
Não há ânimo, nem desânimo.
Não depende de nada e depende de tudo. E tudo não vale a pena para o deprimido como eu.
É tudo doído, doido. Corroído por dentro.
Me calo para tudo e todos. Quem me salvará de mim mesmo? 
SertralinaIbuprofeno, são pílulas mágicas. Tomo por acreditar em magia. 
Um me diz;
"Sai desta!".
Outros me dizem;
"mas, você?", "não dá para notar".
Mas é ela que manda, que me tira a fome toda, que não me deixa levantar, que me faz desacreditar em mim, na vida. No que penso.


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