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2009 e 2010

novo? amo! feliz dia 1º!

ir...

ir. imaginar. ser. seu. sentir. voltar. ser. todo. completamente. sedento.

*tanta

sabe o que eu queria? queria, não passar frio, queria é sentir o frio. sem coberta, sem casaco, sem edredon. queria sentir fome, sem ter onde comer. queria sentir tanta sede que a garganta secasse. que eu não soubesse quando voltaria a ter água. eu queria sentir!

lábio(s)

lábios abertos e sobre eles os meus. rosa, e sobre isto digo; sobra água em minha boca, choras e sorvo a sua. lança-se para fora e acolho entre os meus, rogo, e sobre isto diz-me; sobra água em mim, eu choro, sorva-me.

traduz.

o que digo te move em minha direção? o que calo me faz ficar quieto ao teu lado? o que vemos nos olhos do outro nos tira o ar? o que sentimos no corpo do outro se repete quando sós? o que escrevo não traduz!

se

se tudo se tudo fosse...se... se...tudo fosse se se tudo...fosse...se se tudo fosse...se se tudo...fosse se se tudo fosse se se fosse

preguiça

tenho preguiça da discusão partida da alma convencida que uns valem, outros não. há pena em mim. ah! pena que sempre. por isto a preguiça. tenho a preguiça dos esforços em pensar pouco, em pensar demasiado devagar, em pensar muito. tenho preguiça de ter preguiça de manhã, e saber que poucos vão se esforçar, que ninguém vai reparar se esta merda feder. tenho a preguiça como alvo, pois nunca notam que a seta tem que "dar", que garagem não é para parar, que quem vai na frente pode ir devagar. tenho preguiça da tv, de criticar tv, de criticar jornalismo, de cobrir pela internet, o mundo todo em minutos. tenho peguiça pois tudo parece igual. tenho preguiça de casamento, de aniversário, de comemoração. tenho preguiça de perguntar de quem é a festa. todos vão ficar no outro dia com preguiça de trabalhar. isto dá uma preguiça. preguiça de votar, de acompanhar, de resmungar, de sair nas ruas e gritar. tenho preguiça. tenho preguiça de me envolver, tenho preguiça de querer, tenho pregu...
o que é a solidão, se não apenas abandonar-se em si mesmo?

trecho

Às vezes apagar a luz do quarto que se sai pode ser o sintoma mais forte de que algo ali aconteceu de verdade, e, é quando nos instantes antes da sombra da escuridão tomar conta, você nota que nada se moveu por sua conta. Tudo, tudo naquele lugar foi colocado por outros e por outros motivos que não os seus e que nada ali lhe pertence. Apenas a angustia de logo apertar o interruptor e sair dali. lugar de solidão. Onde você fica? Dentro ou fora onde também não há luz nem vida? Sair é a decisão seguinte ou anterior e nada pode ser pior que decidir. Decidir é viver! Percebe afinal que outras coisas não são a vida, apesar das delícias de nada perceber... (trecho de, quem sabe um dia, um livro)é foda sentir!

desenrole

tenho uma saudade tão intensa.... não é "grande de enorme", é extensa.... toma a forma de espiral e me enrola todo... e enquanto faz isto vai me alisando a pele, coroando o dia, lavando a aura, completando o sal, empolgando o amanhã. suplicando beijo, pedindo colo, lembrando cheiro, olhando vazio, dando arrepio, copiando as falas, relendo alegria, surrupiando as horas, pra que chegue logo o momento de você me desenrolar...

je reviens

Je reviens Je reviens, encore Tu n'as même pas vu Que j'étais partie alors Je suis revenu Comme on rentrerait au port Fatiguée De passer Par dessus bord Je reviens Je reviens et j'ignore Ce qui nous ramène Ce qui nous ramène au bord On a déjà vu La mer rendre certains corps Qu'on avait dit portés disparus

bocas

boca fria, boca fica, boca quente, boca sente. corpo sua, corpo suo, corpo seu, corpo sua. movo dentro... movo senta! movo sinto... movo dentro!

fronte

defronte do que você tem, defronte do que você vê, coloco-me dentro de onde está. debruço-me nas coisas que você observa, olho para o que você quer ter. deito-me esperando a volta, sua volta, de suas ganhas lutas, suas justas. sorrio sabendo que à sua espera, estou eu. durmo tranqüilo meu amor, seus sonhos sãos, meus são.

longo horizonte

olhar pra qualquer lugar é horizonte extenso.... e qualquer lugar é prisão. um livro bom? é o horizonte um dia longo? é o horizonte qualquer coisa se torna, ponta à ponta, você você me alonga as coisas.

trator

para mexer terra, trator, tratamento no meu coração, é seu amor. quando sulco minha terra em busca de vida, vejo você; arando minha mente, plantando semente, botando o sol pra quarar, jorrando água de lágrima, olhando crescer a calma. fazendo da minha vida, amor.

ai

são rosas. são lábios. um meu, outro meu. bebo mel.

você? eu!

eu me deito em você, eu me transbordo em você, eu me raspo em você, eu me desdobro por você, eu me calo e me falo pra você, eu me enrolo em você. eu me amo em você, eu muitas vezes saio de você eu me encontro com você e em você, eu acho que acho em você, eu me molho todo pra você, eu me paro para você, eu me acordo e concordo em amar você, eu me vejo ao me deixar quieto ao ver você, de fora, de dentro de mim, por mim, por você ou por nós, eu me sou em você...

de joelhos

meus lábios entre os seus, não tem como dizer. então bebo, sorvo, degusto, vicio e adoro. de joelhos. entre os seus.

presença

eu, na verdade, não sofro com a ausência.... eu sofro é com a presença e portanto com a certeza de que você irá embora. mas, meu amor, quando te vejo, tudo isto vai-se embora, tem que ir, para que eu tenha tudo, em tudo com você. sou e quero ser totalmente seu para que nada mais importe ou nos distraia. para podermos ter tanto um para o outro que nada mais nos reste a nao ser, ser do outro...totalmente

sou homem seu

sou homem de suspirar, de admirar os porques sou homem de ver beleza em toda beleza sou homem de olhar vários minutos pra você sou homem de desejos os quais seguro sou homem de ver você do outro lado sou homem e, na verdade, sou seu homem sou homem seu.

uns

hoje seria o dia que os muros seriam levantados. a divisão, a partilha, um lado aqui e outro aí. as escolhas de rotas, tempos, bagagens, roupas e lençóis. ternamente os olhos ateram-se ao fato de consumirem-se. mansamente as mãos se deram ao carinho. dormente as pernas de tanta espera, cruzaram-se. e tudo era, em volta, e à volta; uns olhares, umas palavras, uns risos.

eu não sei.

eu não sei se posso supor. mas suponho. eu não sei se vê. mas eu vi... eu não sei se. mas se sei... eu não sei onde. mas sei que... eu não sei aí. mas sei que aqui... eu não sei de nós. mas sei que eu... eu não sei do amor. mas sei que amar... eu sei que tudo aqui é cada vez mais daí.

ENQUETE

Imagem
você está na praia tempestade chegando (isto não é ruim...) você: a) mergulha no mar b) corre pela praia c) entra o continente adentro d) eu...

sou sua mulher

Não me faça um favor. Não me crie em sua mente. Não me tenha. Apenas me observe fazer. Ou ser. Veja quantas há em mim. Não sou sua. Sou minha e todas. Não sei quem sou, sou alguma, sou a louca, a menina, a moça. Sou uma mulher. Gênero. Única. Pessoal. Sou a bela. Queira-me em lembrança, em distância, em suas melhores e maiores vontades. Meu corpo pode estar em suas duas mãos, abrindo-se e recebendo. Minha pele te sente, minha boca tem a saliva que beberá da sua. Queira-me pela noite inteira. Toda. Sua. E de manhã me deixe em meus olhares. Em minhas considerações e sonhos. Sou uma mulher florescente.

ligo?

- não! eu não ligo! - como não? - eu fico ligado o dia inteiro... - mas então...? - é... eu sei... - vai ligar? - mais? - não pode? - devo? - quanto? - como? - quanto você liga? - muito. eu te disse "vivo ligado". - é...

minha escolha?

minha, escolha. escolha minha escolha. escolha, minha, escolha. escolha minha.

vão

Há um vão entre mim e tudo que quero de amar. Suas palavras fazem o traço para o passar. Meus medos vão e tocam o outro lado. Terra sua. Você é de um pedaço aqui, dentro de mim. Sou seu deitado em ti. Homem agora enfim em si. Sua causa, eu vou. Uma única palavra (vão) me trouxe a ponte de onde te vi.

nome

Encherei minha boca com teu nome e uma frase de três palavras. Fecharei meus olhos com tua imagem enviada, pois somente ela quero enxergar. Guardo, eu guardo aqui suas três palavras, as quais quero trocar com as minhas. E seu nome? Como direi um nome tão lindo, tão transparente?

você

Estranho não ser você. E nem é. Já que sem você, não há.

como?

é. discuto sim! como posso concordar que com a certeza venham juntas as incertezas? como, depois do tempo corrido o tempo pareça tão lento? como, depois de desejar, deseje que não sinta tanto? como pode, a entrega total, parecer abuso de confiança? como posso ser inútil ao me descobrir útil? como pode ser real, se desde o início parecia sonho? como sonhar se a realidade bate a porta? como não amar? como não não querer? como não ir? como não ser o meu todo ser? como não ser por você?

de ondas e futuro

Ontem querida, quando estivemos à beira mar, esperava dizer-lhe apenas que Vinicius estivera deitado na areia, isto há muito tempo, e que ele ainda se lembrava do que sentira. Mas quando abri o livro para ler para você o que ele rememorava, quando olhei para seus olhos e todo restante de seu corpo, eu me senti como se já estivesse relembrando algo que ainda não havia vivido. Aquelas ondas que ontem nos trouxeram tanto de tudo, aquelas das quais falávamos de serem diferentes, mas parte de um todo, sabe bem quais não e? Pois elas e você estavam comigo quando fui levado à frente , em uma viagem do tempo. E estive lá de onde olhei e vi que estava vivendo, ao lado de uma mulher, um momento que poderia já ser lindo em si mesmo (afinal amo você), mas, minha querida, eu percebi que aquilo que sentia não seria só meu. Eu iria compartilhar ali naquele instante (e eu ali no futuro saboreava o passado) uma das maiores emoções que um homem pode querer viver. A emoção de amar alguém na memória eter...

receita

Carne maturada Tempero Fome Pegue a carne, olhe para ela, de preferência com dois olhos grandes, se forem verdes, não espere amadurar. Desembrulhe e coloque sobre ela seu próprio tempero. Esfregue-se nela pelo tempo que for necessário para que desprenda seu líquido natural. Coloque-a no processador e ligue na velocidade máxima. Reduza e vá intercalando: rápido, médio, muito rápido, slow. Retire, mas não a deixe sozinha. Cubra. Deixe descansar quarenta minutos. Enquanto isto aqueça o forno em potência alta. Veja se a carne descansou em menos tempo, pode acontecer nas mais maturadas e principalmente com procedência espanhola ou judaica. Ajeite na travessa os pedaços da forma que lhe agrade. Abaixe o forno até o mínimo, a carne deverá demorar mais pra cozinhar, mas ficará (garanto) uma delícia. Em fornos mais novos aconselho a ir dando uma olhada pra ver se a carne está com aparência bem “viva”. Deixe cozinhando na sua cozinha por dois, três ou quatro dias. É isto mesmo. Demora. ...

msn

aiiiii meu joelho... carai de novo caí!

beneficiária de mim

sem vergonha de ser poeta, poetisa, exprimista, esgrimista, sei lá o que é você. sentir o começo, um suspiro profundo, a dor do mundo, do menino perdido, da saudade descrita. o despiste, do maldito tempo, do bendito agora a razão solapante, a versão da aldeia, a veracidade metropolitana. Soltar o corpo nu, sexo na liteira, maremotos trazendo bobagens, loucuras, santas mulheres imaginadas. Perfeitas medusas, tranças nas pernas, gulosas peruas, olhares seus. Meus! Meus! Meus!

seu

existe, entre o que sentimos um pelo outro, sentimentos que são ainda de um e do outro. se conheces o seu, se eu conheço o meu, eles existem, mas não vivem. peço que me reveles o seu, para que o seu exista em mim, para que ele viva. para que você viva em mim, para que o meu sentimento seja o seu sentir, para que a minha vida seja viva.

morto

nada é real para quem morre. e para quem fica, aquilo que do morto fica, o material, torna-se surreal.

rosas

senti cheiro de rosas hoje e primeira vez em muitos anos, não evitei a memória que este odor me retorna. cheiro de morto. cheiro de posse da minha própria vida. solidão de tristeza sem consolo. sol em dia de enterro. despedida sem esperança de volta. caminhada forçada. abandono. cheiro de definitivo.

aos saltos

- pau ao alto! disse ela. (antes de pular em cima de mim em um salto)

perdidos

- perdi o sono. dá pra olhar se está aí? - debaixo das minhas cobertas? - é... - hummm! não sei... - é que eu também quero me perder... - opá! - demorei? - cala boca e procura, mas se você achar te mato. - aham... dá licença. - você é tão educaduuuuuuu... 01:55 am

ciúme de dedos

não! não são eles culpados. não os coloque entre duas colunas apesar de serem, elas, belas. tudo é culpa minha, então me coloque no lugar destes dedos.

De outros 1

Escrevo desde os 16 anos e ainda não aprendi. Talvez pela falta de estudo, pela inconstância (paro anos e volto, longos períodos escrevendo compulsivamente x longos períodos de silêncio total). Estou iniciando minhas escritas aqui neste blog, hoje, onde obtive a promessa de poder escrever o que quisesse e com periodicidade indeterminada . Meu nome sempre foi Paulo, desde que me perguntaram a primeira vez. Lembro do meu pavor de dizer meu nome e o nome que me veio à cabeça foi este. Senti-o sonoro e seguro. Nome forte para utilizar na guerra que pretendia lutar. Sobre isto falarei mais tarde em outro post . Aguarde-me. Hoje quero dizer-lhe de mim. Como aconteceu de me encontrarem vagando, de como me alimentaram e como me tornei o homem que hoje você conhecerá. Um pouco. Vamos aos poucos para que a surpresa seja construída. Nasci em uma família grande, o quarto filho, o caçula bem educado, bem vestido, bem tratado e amado. Mimo foi a primeira palavra que percebi ser para uso negativ...

sssssssss

ssssssssss acompanham os sorrisos, acompanham a saudade, são todos suspiros, estão em pares, por isto são plural.

feliz em te ver feliz

Saber se o outro está feliz, não interessa a mim primariamente. Interessa ao outro se saber feliz, sendo ele próprio feliz consigo. Eu sou apenas o feliz observador de uma pessoa que tenta ser feliz na companhia de si própria.

quanto mais

Quanto mais próximo do impossível , mais invade-me o desejo de ser tudo. Assim tenho inteiro, o sentido das coisas que me fazem ser completo, a esperança de viver totalmente daquilo que me sempre moveu. É esta paixão , esta coisa absoluta, absurdamente viva, que quando permitida, vorazmente nos engole. E em troca de ser alimentada, suspende no ar os que vivem poucos anos. Mas tanto vivem, que os anos não existem. Quero-a, desejo-a, amo-a, e ser tanto assim, por tão pouco tempo e há tão curto tempo, que minhas vontades, minhas vidas, junto-as e entrego, me dou para conhecer as suas. Acompanho-a, minha, por estar em tão grande vontade de viver e de ser este ser que cria, pensa, vive e observa.

fortaleza

Não foi o corpo (apenas chamariz vestindo já o negro), que primeiro minha visada observou na fortaleza. Foram os olhos (miras de mirante futuro), que me levaram ao mergulho do qual ainda não saí. Fitei-os longamente e engoliram-me braços (entregues desarmados). E o coração (como sendo a antiga sede da alma), não se quis sozinho e acompanhando o pensar quedou-se (e aí está), esperando um toque dos dedos seus. Em seguida, vi o riso (que ainda hoje criança permanece), dizendo-me: - quero ser, quero ser. E quando dentro (como se dentro carregasse o outro também), vi seu corpo, completo, belo, significante (coberto de descobrires).

penha

Guardar o resto dos verbos para que seja entregar, em mãos. Às tuas, sou teu. Em olhar-te nos teus grandes, encimados por duas negras curvas, chamam-me. Entregue-me ao riso, os teus, que fazem os meus. Derramo-me à sua frente, agacho-me, beijo-te os lábios. Tu sabes a sede, aonde será minha coberta, o cruzar das pernas, a coluna que não suporta o corpo, mas a ti. sim! Mente, mente... ah! a mente... Diga-me se a verdade desce a penha, à segurar pelos dedos a vontade do voluntário para o amar. Sustenta-me na palma de tua palavra, a não dita. Sigo-te por entre ti, volteio ao seu redor, encontro-me por buscar-me com tão grande entrega. Sou preso em ser liberto para te admirar. Guardo ainda o verbo encontrar.

observada

nonsense surreal surpreendente sensacional genial geniosa? e ainda desfila pelada na minha sala!

*quiz. é um quiz!

oculta a culta menina vernacular. aprendendo amor amor? desilude compreende. questionamento em todo momento. poetisa musa. moça esboçada sorriso. universal religação baixo louva doze sons em outro. instrumento de inspiração em fases postais.

li!

é.... que.... bem... err... olha.... sabe... eu.... você não... mas... bem... aqui... então... olha... hum... oi?

Crisálida

Aonde ir sem encontrar papéis virtuosamente solitários? Gostosos de se tocar como seda, seda que me avermelhe as mãos. Como se a vergonha fosse somente minha ao tocar fora dela. E mesmo ainda sob ela, eu sinta, ela. E que ela me sinta. Aos trinta, quarenta; ao descanso irei, terei todo tempo para olhar e ver o olhar coberto pelo verde. Espantosa maneira de me olhar. E eu serei quedado ao me sentir vertical, onde as pernas tremem e não caio. Pronto para morrer nas alegrias corporais expressas, conduzidas por palavras também, audíveis apenas também após sessenta dias. Pelos mortos cansados de esperar. Crisálida muda o mar e se envolta ao nele se voltear..