segunda-feira, 23 de maio de 2011

domingo, 22 de maio de 2011

s

não sei se mal ou bom.
sei de memória,
do lagarto no congelador
à espera de ser cozido,
sei do tapete vermelho e preto.
não sei se lembro, ou se esqueço.
Escrito por Xico Sá às 15h58

21/05/2011
FOLHA DE SÃO PAULO




Como observar a pessoa amada quando dorme


Sábado é dia de murchar a bola do realismo aqui neste pedaço e ser, em outras palavras, muuuito romântico.
Quem sopra o mote é o velho escritor Alberto Moravia, o comuna mais lírico do mundo, sempre aqui na cabeceira: "Amar, além de muitas outras coisas, quer dizer deleitar-se na contemplação e na observação da pessoa amada”.
Está certo o romano e tem como avalista outro gênio, o recifense Antônio Maria -o grande cronista que aparece com ciúmes até dos apresentadores da tv no livro da Danuza: "Um homem e uma mulher jamais deveriam dormir ao mesmo tempo, embora invariavelmente juntos, para que não perdessem, um no outro, o primeiro carinho de que desperta."
Experimente você também, sensível rapariga, vê o seu homem quando dorme. Há uma beleza nessa vigília que os tempos corridos de hoje não percebem.
Amar é... vê-lo(a) dormindo. Como aí na ilustração picassiana na cumeeira do texto.
Cada mexidinha, cada gesto. O que sonha nesse exato momento? Tomara que seja comigo, você pensa, pois o amor também é egoísmo.
Gaste pelo menos meia hora por semana nesse privilegiado observatório.
Psiuuuuu!
Ela dorme.
Mãozinha no ar, como se apanhasse pássaros, que coisa mais linda. Uns 23 minutos assim, mirei no rádio-relógio. A mão desce ao colchão, quase dormente, formigamentos. Coça o nariz. Põe a mãozinha direita entre as coxas. Agora vira de lado, como os antigos LPs quando gastavam as seis músicas do A. E me abraça como nunca fosse partir, corpos viciados, almas em busca de um acerto.
Dorme, meu anjo.
Ela obedece.
Vigio o sono dela como um soldado zapatista.
Como um cão zela o sangue do dono.
Como se fosse um homem-exército e pronto.
Amar, no início era o verbo intransitivo da alemã professora de amor de Mario de Andrade. O idílio tem sobrevida, não como gênero, mas como vício, vício de amar. Amar de muito.
A mão desce agora sobre o meu peito, como se medisse meus batimentos.
A mão direita volta para a arte de apanhar pássaros, que beleza, que diabos!
O ideal é que você, leitora, durma do lado esquerdo da cama, o do coração, sempre.
Mãozinha no ar catando pássaros. Até se acalmar de vez.
Calmaria danada de horas, sem coreografias ou narrativas. Sonha, sonha, sonha, minha menina.
Como é lindo a vigília ao sono dela.
Coça o nariz. Sussurra umas onomatopeiazinhas lindas de sonhos de besouros.
Ela arruma os cabelos como algas, entorpeço num mergulho.
Observar o sono do(a) amado(a) é a melhor maneira de conhecer o homem ou a mulher com quem dormimos.
E como são lindas aquelas marquinhas deixadas pelos lençóis no corpo dela. Um mapa de delírios. Melhor é lê-las como quem adivinha os sonhos e o futuro no fundo da xícara árabe ou nas cartas.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

musiquinha no ritmo de pagode

você pensa
você diz
mas não me deixa
não me deixa
não me deixa no início do caminho.
nao me deixe ficar
sem me lembrar
que amar é assim
exatamente como tem me ensinado.
minha amada
minha tudo
você pense
e me diz
que não me deixa

music for nothing

I've been so many places in my life and time

I've sung a lot of songs, I've made some bad rhyme

I've acted out my life in stages

With ten thousand people watching

But we're alone now and I'm singin' this song for you



I know your image of me is what I hope to be

I've treated you unkindly but darling can't you see

There's no one more important to me

Darling can't you please see through me

'Cause we're alone now and I'm singin' my song for you



You taught me precious secrets of the truth, with holdin' nothin'

You came out in front and I was hiding oh yeah

But now I'm so much better so if my words don't come together

Listen to the melody 'cause my love's in there hiding



ooh yeah yeah yeah yeah ohh



I love you in a place where there's no space or time

I love you for my life, 'cause you're a friend of mine

And when my life is over, remember when we were together, together

We were alone and I was singin' my song for you



Oh I, oh I love you in a place where there's no space or time

I've loved you, I've loved you, loved you for my life, oh, you're a friend of mine

And when my life is over, remember when we were together baby

We were alone and I was singin' my song for you, ooh

We were alone and I was singin' this song for you

Say, we were alone and I was singin' my song,

Hey, Singin' my song, singin' my song, singin' my song

Singin' my song