quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

feliz ano novo!

quem me ama...
que me ama, diz!
quem me ama disse que me ama!

isto deve bastar,
para passar o resto do ano.
para passar o resto todo.

sábado, 17 de dezembro de 2011

para quem dizer?
para que?
para dizer
que te amar é fácil.
se fosse fácil me ser.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

conhece esta?




Quem sabe isso quer dizer amor

Milton Nascimento


Cheguei a tempo de te ver acordar
Eu vim correndo à frente do sol
Abri a porta e antes de entrar
Revi a vida inteira
Pensei em tudo que é possível falar
Que sirva apenas para nós dois
Sinais de bem, desejos vitais
Pequenos fragmentos de luz
Falar da cor dos temporais
Do céu azul, das flores de abril
Pensar além do bem e do mal
Lembrar de coisas que ninguém viu
O mundo lá sempre a rodar
E em cima dele tudo vale
Quem sabe isso quer dizer amor,
Estrada de fazer o sonho acontecer
Pensei no tempo e era tempo demais
Você olhou sorrindo pra mim
Me acenou um beijo de paz
Virou minha cabeça
Eu simplesmente não consigo parar
Lá fora o dia já clareou
Mas se você quiser transformar
O ribeirão em braço de mar
Você vai ter que encontrar
Aonde nasce a fonte do ser
E perceber meu coração
Bater mais forte só por você
O mundo lá sempre a rodar,
E em cima dele tudo vale
Quem sabe isso quer dizer amor,
Estrada de fazer o sonho acontecer


sexta-feira, 25 de novembro de 2011

a mente


Guardar o resto dos verbos para que seja entregar,
em mãos.
As tuas, sou teu.
Em olhar-te nos grandes, encimados por negras,
que curvas,
chamam.
Ter-me entregue ao riso,
os teus que fazem os meus.
Derramo-me à sua frente, agacho-me, beijo-te os lábios.
Tu sabes a sede,
onde será minha coberta,
o cruzar das pernas,
a coluna que não suporta o corpo.
Mas a ti.
Sim!
Mente, mente, mente.
Diga-me se a verdade desce a penha,
segurando pelos dedos,
à vontade do voluntário para o amar.
Sustenta-me na palma de tua palavra,
a não dita,
sigo-te por entre ti,
volteio ao seu redor,
encontro-me por buscar-me com tão grande entrega.
Sou preso em ser liberto para te admirar.
Guardo ainda o verbo encontrar.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

VESTIDO

SONHO DE PIRATA É TESOURO/CHEIRO BOM É O QUE NOS FAZ LEMBRAR/ VESTIDO BONITO EU GOSTO DE TIRAR/BEIJO GOSTOSO É O QUE MOLHA MINHA BOCA/BARRIGA GOSTOSA É A QUE EU POSSO DEITAR/AMOR BOM ME FAZ SONHAR

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

meu amor


O tempo comeca além do que eu posso tocar. 
O amor nao termina porque eu nao consigo enxergar.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

fundo


Saudade? Não falo. 
Não emito. Omito. 

Me conduzo arrastando as costas no muro e faço silencio. 
Como se não me ouvisse do outro lado. 
Baixo a cabeça e me arrasto na beira da cerca, 
para que, acaso me veja, pense que não tenho a enorme. 

A saudade tanta. 

E quando chega você, (me deixas calado da saudade, sinto)
não falo. 
Continuo mudo e me calas fundo, 
beijando-me a boca.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

relembre 4 de agosto de 2009


terça-feira, 4 de agosto de 2009

fortaleza

7 comenta aqui porra!
Não foi o corpo (apenas chamariz vestindo já o negro),
que primeiro minha visada observou na fortaleza.

Foram os olhos (miras de mirante futuro),
que me levaram ao mergulho do qual ainda não saí.
Fitei-os longamente e engoliram-me braços (entregues desarmados).

E o coração (como sendo a antiga sede da alma),
não se quis sozinho e acompanhando o pensar quedou-se (e aí está),
esperando um toque dos dedos seus.

Em seguida, vi o riso (que ainda hoje criança permanece),
dizendo-me:
- quero ser, quero ser.

E quando dentro (como se dentro carregasse o outro também),
vi seu corpo,
completo,
belo,
significante (coberto de descobrires).

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

pertinho




você que diz que não
eu penso que sim.
talvez você pense que não
mas eu digo que sim!

talvez você sonhe assim,
pertinho de mim.

pertinho de mim?
eu digo sim!


meia-noite

sinto não poder dizer agora, meia-noite.


no meio de tudo.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

esfera



espera. esfera.



espero o quero, espero.



esmera.                                               (espero)



espero que quero.





segunda-feira, 24 de outubro de 2011

vazia



a caixa vazia.
                                              razão,
teria?

a caixa teria!
                                              vazão,
vazia teria,
                                              a caixa.






não te vejo


como explicar o inexplicável?
como dizer te amo, estando tão longe.
sinto arcos e mais arcos me prendendo,
e me dizem:
sepultado! sepultado!

como crer depois de tanto tempo?

como não crer em tanta solidão?
quero crer, mas não te vejo.

onde olho o sol?

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

abismal

abismal é você
de onde me olho, do fundo.
para onde olho, se salto.
é o que vejo, se há outra margem.


sábado, 1 de outubro de 2011

corta fora


Mulher corta o marido fora.
Polícia ainda procura o corpo.

Rôshimi Sanguiçu, moradora de Hentai, vilarejo perto de Shangai, China, foi detida nesta manhã enquanto acalentava calmamente um enorme pênis, que descobriu-se mais tarde pertencer ao seu marido Diego San. Ela explicou que cortou o marido fora pois, segundo ela, queria se separar mas não da parte fálica do esposo. A polícia de Hentai ainda procura o dono da peça. A mulher foi levada para a casa de sua mãe juntamente com o enorme membro, escoltada por dezenas de outras mulheres da vila.


Rôshimi: "Não aguentava mais aquele homem neste pinto"

terça-feira, 27 de setembro de 2011

apelido

parece a morte, mas é a vida chamando -me pelo sobrenome.
somente atendo pelo nome, ou pelo apelido.
mas sei que é comigo.
e isto me dá uma tristeza tão grande.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

mas

não ser mais,
ser mas.
                   sem ar.

não mais ter,
não ser.
                   mas.

não mais ser,
ser não.
                   ser.

ter mais,
mas não ter.
                  mais.



domingo, 25 de setembro de 2011

Clair et rapide amour


Eau qui se presse, qui court —, eau oublieuse
que la distraite terre boit,
hésite un petit instant dans ma main creuse,
souviens-toi!


Clair et rapide amour, indifférence,
presque absence qui court,
entre ton trop d'arrivée et ton trop de partance
tremble un peu de séjour



[CipoJoaoEster+27901+(640x427).JPG]

R. Maria Rilke

Água que se apressa, que corre, — água esquecida
que a distraída terra bebe,
espere um minuto na concha da minha mão,
recordação!

Claro e ligeiro amor, indiferença,
quase ausência indo embora,
entre tanto chegar e tanto partir
treme tua pouca demora.

Felicidade - Marcelo Jeneci

Haverá um dia em que você não haverá de ser feliz.
Sem tirar o ar, sem se mexer, sem desejar como antes sempre quis.
Você vai rir, sem perceber, felicidade é só questão de ser.
Quando chover, deixar molhar pra receber o sol quando voltar.
Lembrará os dias que você deixou passar sem ver a luz.
Se chorar, chorar é vão porque os dias vão pra nunca mais.
Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você.
Chorar, sorrir também e depois dançar, na chuva quando a chuva vem.
Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você.
Chorar, sorrir também e dançar.
Dançar na chuva quando a chuva vem.
Tem vez que as coisas pesam mais do que a gente acha que pode aguentar.
Nessa hora fique firme, pois tudo isso logo vai passar.
Você vai rir, sem perceber, felicidade é só questão de ser.
Quando chover, deixar molhar pra receber o sol quando voltar.
Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você.
Chorar, sorrir também e depois dançar, na chuva quando a chuva vem.
Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você.
Chorar, sorrir também e dançar.
Dançar na chuva quando a chuva vem.

sem poesia

não é fácil dizer sem poesia.
antes tudo era.
antes tudo, ela.
os móveis limpos...
não consigo.
não sem poesia.

sábado, 24 de setembro de 2011

colagens do caminho


Sometimes we want more than can be to each other,
I feel no echo time,
and the day we need to discuss something really important?
Will yell at me until I run out? Or will be hitting the whole house?
Did you ever wondered if that's what you want?
That will be interested in these things?


"What is the difference between here and the future?
Because everything will be different? "
Is only to be beautiful because it is not reality,
tired of being the annoying person in the relationship,
that is disappointed that the charges and calls to talk,
is not good to feel afraid of who you love, baby!
It and the days pass,
i'm not going to work.


Everything is long gone,
we can only keep moving,
together ourselves.




Is easy to talk alone,
The hard part is listening here,
know that there are long gone,
i have read this in several places.






Everything is long gone,
we can only keep moving,
of ourselves together
não tenho certeza se fui.
de certo tenho que achei ser.
mas o melhor é do outro lado,
que já não tem que ter dúvidas.

aonde fica o meu melhor?
quem, além de mim, sabe onde está?
não quero minha companhia,
hoje não.


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

gasolina

ele chegou e a viu com uma lata de gasolina na mão e na outra, fósforos.
olhou em volta e viu três ou quatro caixas de papelão.
reconheceu seus livros e outras coisas.
olhou para ela e pensou em perguntar "onde está o disco do pixinguinha?"
antes que dissesse, percebeu seu olhar blasé.
ela disse:
- você vai falar alguma coisa?

sábado, 17 de setembro de 2011

lembrei

- quando começamos a nos falar...
- o que?
- quando começamos, eu prestava tanta atenção no que você falava que...
- que...?
- eu ficava meio dopado, sabe?
- como assim?
- eu me sentia meio na lua...
- sentia???
- vem cá...vem...
- vai molhar do lado de fora...
- não tem problema, me dá um beijo.
- tá molhando o chão...
- ahan... você pisa com o pé molhado também...

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

pra não dizeres

eu dizer que amei?
eu dizer que sonhei em você?
eu dizer que nao há, sem você?
eu desdizer o que já disse?
eu dizer não consigo pensar?
eu, não conseguir dizer?
eu dizer não quero?
eu dizer, não mais?
eu te dizer?
pra não dizeres, não direi




body and soul


My heart is sad and lonely

For you I sigh, for you dear only
Why haven't you seen it?
I'm all for you body and soul
I spend my days in longing
And wondering why
It's me you're wronging
I tell you I mean it
I'm all for you body and soul
I can't believe it
It's hard to conceive it
That you'd turn away romance
Are you pretending?
Looks like the ending
Unless I could have one more chance to prove
Dear, my life's a wreck you're making
You know that I'm yours for just the taking
I'd gladly surrender body and soul

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

não tenho nada pra dizer
tenho para tentar entender, ou não.
sabe quando você não sabe de nada?
não entende nada?
nada!???
pois é...
nem eu....mesmo!

domingo, 4 de setembro de 2011

olhei-me

passei rápido pela porta passei-a.
sequei o corpo e sequer.
falando falei ouvir-me.

olhei-me e não me vi.



domingo, 21 de agosto de 2011

dia seguinte

eu tenho uma esperança, uma única;
o dia seguinte não chegará.
tenho um profundo desejo,
que a segunda, seja sexta.
tenho, nela,
meus sonhos realizados.

sábado, 13 de agosto de 2011

olhar

tem horas que é
olhar para o lado
e dizer.
"amo você"
"preciso de você"
"te admiro"
"sonho com você"
mas olhar e não te ver.
puxa...

sexta-feira, 15 de julho de 2011

para meu amor

sou um homem feliz.
e se tive, ou tenho medo de sê-lo,
hoje, posso dizer:
"tenho medo e sou feliz"

porque se pego em sua mão,
me sinto mais que todos os instantes seguintes,
pois, sou apenas eu e você,
de mãos dadas.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

quatriste

tenho agora tantas dúvidas de mim mesmo que já não me animo.
pergunta-me.
pois se a resposta é vaga, a vaga vem e quebra a resistência.
se a resposta é triste e sem esperança, é um vão a busca.
e vão-se em volta os que não me escutam dizer; "vão embora!", "vão-se daqui de perto!".
e soslaio o olhar para ver se aquele alguém não me ouviu, pensando ser com ela.
tenho sorte de ser tão tímido, tão curta minha vista e tão distante meu horizonte, vertical curto.
jaz feita a sorte. rarefeito por defeito de criagem.
vão-se os dedos entre os dedos. sei que dedos são. sei!
mas e as mãos? de quem são?
me explico, quando mostro por dentro, por dentro, por dentro...
não entendo. me sou só.

domingo, 26 de junho de 2011

sorriso

ela já sorria antes,
e agora ele que via.
e viu tão bem,
que sorriu junto.

mas passou o tempo,
e agora faz chorar.
esqueceu que vira sorrir.

olhou para si e viu,
o choro já existia.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

sensação

tenho a sensação de estar perdendo algo. a sensação de não ter mais, mais nunca.
a sensação ruim de não fazer o que deveria. de não poder pedir perdão, de não ser ouvido nunca mais.
nunca mais da mesma forma.

apenas amar

eu queria apenas amar
apenas isto, amar.
nada mais.
em tudo.
te amar.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

domingo, 22 de maio de 2011

s

não sei se mal ou bom.
sei de memória,
do lagarto no congelador
à espera de ser cozido,
sei do tapete vermelho e preto.
não sei se lembro, ou se esqueço.
Escrito por Xico Sá às 15h58

21/05/2011
FOLHA DE SÃO PAULO




Como observar a pessoa amada quando dorme


Sábado é dia de murchar a bola do realismo aqui neste pedaço e ser, em outras palavras, muuuito romântico.
Quem sopra o mote é o velho escritor Alberto Moravia, o comuna mais lírico do mundo, sempre aqui na cabeceira: "Amar, além de muitas outras coisas, quer dizer deleitar-se na contemplação e na observação da pessoa amada”.
Está certo o romano e tem como avalista outro gênio, o recifense Antônio Maria -o grande cronista que aparece com ciúmes até dos apresentadores da tv no livro da Danuza: "Um homem e uma mulher jamais deveriam dormir ao mesmo tempo, embora invariavelmente juntos, para que não perdessem, um no outro, o primeiro carinho de que desperta."
Experimente você também, sensível rapariga, vê o seu homem quando dorme. Há uma beleza nessa vigília que os tempos corridos de hoje não percebem.
Amar é... vê-lo(a) dormindo. Como aí na ilustração picassiana na cumeeira do texto.
Cada mexidinha, cada gesto. O que sonha nesse exato momento? Tomara que seja comigo, você pensa, pois o amor também é egoísmo.
Gaste pelo menos meia hora por semana nesse privilegiado observatório.
Psiuuuuu!
Ela dorme.
Mãozinha no ar, como se apanhasse pássaros, que coisa mais linda. Uns 23 minutos assim, mirei no rádio-relógio. A mão desce ao colchão, quase dormente, formigamentos. Coça o nariz. Põe a mãozinha direita entre as coxas. Agora vira de lado, como os antigos LPs quando gastavam as seis músicas do A. E me abraça como nunca fosse partir, corpos viciados, almas em busca de um acerto.
Dorme, meu anjo.
Ela obedece.
Vigio o sono dela como um soldado zapatista.
Como um cão zela o sangue do dono.
Como se fosse um homem-exército e pronto.
Amar, no início era o verbo intransitivo da alemã professora de amor de Mario de Andrade. O idílio tem sobrevida, não como gênero, mas como vício, vício de amar. Amar de muito.
A mão desce agora sobre o meu peito, como se medisse meus batimentos.
A mão direita volta para a arte de apanhar pássaros, que beleza, que diabos!
O ideal é que você, leitora, durma do lado esquerdo da cama, o do coração, sempre.
Mãozinha no ar catando pássaros. Até se acalmar de vez.
Calmaria danada de horas, sem coreografias ou narrativas. Sonha, sonha, sonha, minha menina.
Como é lindo a vigília ao sono dela.
Coça o nariz. Sussurra umas onomatopeiazinhas lindas de sonhos de besouros.
Ela arruma os cabelos como algas, entorpeço num mergulho.
Observar o sono do(a) amado(a) é a melhor maneira de conhecer o homem ou a mulher com quem dormimos.
E como são lindas aquelas marquinhas deixadas pelos lençóis no corpo dela. Um mapa de delírios. Melhor é lê-las como quem adivinha os sonhos e o futuro no fundo da xícara árabe ou nas cartas.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

musiquinha no ritmo de pagode

você pensa
você diz
mas não me deixa
não me deixa
não me deixa no início do caminho.
nao me deixe ficar
sem me lembrar
que amar é assim
exatamente como tem me ensinado.
minha amada
minha tudo
você pense
e me diz
que não me deixa

music for nothing

I've been so many places in my life and time

I've sung a lot of songs, I've made some bad rhyme

I've acted out my life in stages

With ten thousand people watching

But we're alone now and I'm singin' this song for you



I know your image of me is what I hope to be

I've treated you unkindly but darling can't you see

There's no one more important to me

Darling can't you please see through me

'Cause we're alone now and I'm singin' my song for you



You taught me precious secrets of the truth, with holdin' nothin'

You came out in front and I was hiding oh yeah

But now I'm so much better so if my words don't come together

Listen to the melody 'cause my love's in there hiding



ooh yeah yeah yeah yeah ohh



I love you in a place where there's no space or time

I love you for my life, 'cause you're a friend of mine

And when my life is over, remember when we were together, together

We were alone and I was singin' my song for you



Oh I, oh I love you in a place where there's no space or time

I've loved you, I've loved you, loved you for my life, oh, you're a friend of mine

And when my life is over, remember when we were together baby

We were alone and I was singin' my song for you, ooh

We were alone and I was singin' this song for you

Say, we were alone and I was singin' my song,

Hey, Singin' my song, singin' my song, singin' my song

Singin' my song

quinta-feira, 14 de abril de 2011

forma de (se) viver-se

sempre achei que triste era a forma de viver e de sentir-se, tão.
e, hoje, morro.
nela.

à tristeza.
tchin, tchin! (antiga expressão chinesa que quer dizer: saúde!)

triste

triste;
é de onde parto.
de onde espero,
e parto.
a tristeza para mim é um ponto de onde espero a dor passar, ou ficar.

segunda-feira, 28 de março de 2011

seu

não!
não quero aqui dizer!
quero dizê-lo ao ouvido.
soprar no seu ouvido.
eu amo você!
quero vivê-lo!
o amor.
seu!

domingo, 20 de março de 2011

poesia

o que era poesia?/poesia era o que eu queria
o que é querer?/querer é hoje o meu viver

domingo, 20 de fevereiro de 2011

o outro

eu nasci no dia seguinte à morte do meu pai. alguém me disse, no mesmo corredor da nossa casa onde meu pai caiu e não se levantou mais:
- agora você é o homenzinho da casa. precisa obedecer sua mãe e ajudar a cuidar de seus irmãozinhos.
eu queria ser formiga nesta idade. ficava horas, no fundo do prédio da quadra 406, bloco d, brasília, olhando as formigas trabalhando. achava aconchegante o ninho.
eu era o caçula. o que esperavam de mim exatamente? não entendi bem, mas depois. muito tempo depois aquelas duas frases pesaram em mim como luva de concreto em minhas costas.
lembro do sol e do cheiro de rosas no enterro do meu pai, e, lembro também de tia célia pegando os pés do meu pai no caixão e puxando ele para baixo. último conforto. meias pretas finas. cheiro de rosas.
nunca mandei rosas pra ninguém. apenas flores do campo que descobri não terem cheiro quase nenhum.
tomava remédio naquela época, tinha eu seis anos pra sete. remédio grande, de ferro. fingia que engolia e ia para a janela ver se via míriam, a bangulea como dizia meu avô. aproveitava e cuspia  remédio. fiquei mirrado.
lembro de coisas pequeninas; o farol do carro do meu pai na igreja metodista - outro dia fui no googlemaps e ela tava lá, menos a bolinha de tênis que os meninos grandes jogavam por cima dela - as placas dos carros estacionados de lado, o frio das escadas, a míriam com seu cabelo engraçado, meu avô falando; a namorada do marcos é banguela, é banguela, é banguela...
lembro de sempre sonhar o mesmo sonho, desde de brasília: um jipe, um terremoto, um templo grego, morte e pavor. acordava e anos depois vinha o sonho de novo.
sonhava também em ter casa grande, família grande, quatro ou seis filhos. sonhava ser piloto de carro, professor, desenhista, marido, apaixonado. fui deixando de sonhar e sendo. e perdi um pouco ali e um pouco daqui. sonhava ser jogador de futebol, fruteiro, jornaleiro, bancário, vendedor, amor de alguma vida. e consegui e fugi daí e de lá.
sonhava em estudar e deitava debaixo do móvel e fingia sonhar; professora esqueci a régua, perdi o lápis, vou pra escola militar, pro tiradentes, voltar para o instituto de educação. vou ser agronômo um dia. só pra desperdiçar o saber. gostava tanto de ler e agora leio as capas e me dá preguiça saber que acaba. quase tive um susto quando mergulhei no mar. achei que morria, mas depois vi nem era tarde pra tentar me salvar. e me salvei e cheguei à praia.
hoje tenho medo, ontem tinha apenas certeza do dia.
saudade de te ver como via. s
em saber onde perdi, onde vou procurar?
perdi a confiança em mim. não tenho certeza de tudo, como tinha.
fui tanto pra tantos. achei que era.
não fui nada, ninguém me busca.
tenho medo de ser eu, o outro.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

triste

triste por não falar o que quero, ou como quero.
triste por não saber voltar.
triste por pensar no que fica, e se fica.
triste por não saber se falei, ou como falei.
triste por pensar que não devia, ou porque não.
triste por estar aqui.
triste por não estar aqui.
triste por ter medo, e por seu medo.
triste.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

mentiras

mentira. que dirás da mentira?
mentiras.
que direi das mentiras?
mentira!

Reveja domingo, 6 de julho de 2008

Sente isto


Ela ouve algo que deve ser importante, algo que lhe chama a atenção, que lhe trás uma sensação boa. Não era demais se parasse para ouvir. Parecia música, poema ou perfume. Aspirou fundo e prendeu-o durante alguns segundos, como que querendo reter partículas em seu ser. Sentiu que estava gravando em seu cérebro algo mais pra poder continuar vivendo. Era um momento bom, sentiu-se flutuando a alguns centímetros do chão e quando pousou já não era sua vida toda que importava, como a poucos instantes, mas aquele momento lhe faria diferença em toda ela. Ela era única, eterna para outros, a pessoa mais importante em toda situação. Soube que o que ela causava em outras pessoas era fruto completamente de si mesma. Via agora os objetos como se estivesse em volta deles e não ao contrário. Esbarrando nos braços dos que andavam com ela, controlou o ímpeto que lhe veio para dizer que ela sentia amor por todos. Estava em um único instante da vida e achava que já havia sentido isto antes, e a incerteza e medo de não viver igual instante no futuro estava presente, rodeando-a. Pediu calma pra si mesma e mergulhou no que mais chamava sua atenção. Tinha que controlar-se para não saltar no precipício, ele fazia parte da paisagem mas difinitivamente não era o principal. O salto era enorme, as ondas não morriam nas pedras, estas é que eram vitimadas por aquelas. Eternidade. As imagens vinham rápido, continuamente. Sobrevoou os morros em volta de sua cidade e viu como eram ondulados, verdes e em conjunto habitavam a sua alma, ou em torno dela. Tudo simples no momento em que era sua a vida. Sobrou algo de mais importante para viver?

sábado, 29 de janeiro de 2011

reveja sexta-feira, 21 de novembro de 2008

era


Era surdo, era mudo, era falado.
Era tudo, era mundo, era fundo, era gritado.
Era meu, era seu, era para mais ninguém.
Era estrela, era planeta, era lua.
Eram os meus olhos, os seus, eram olhares.
Era pensamento, era momento, era saudade.
Era suspiro, respiro, era sem ar.
Era fome, era jejum, por dias inteiros.
Era sonho, era insônia, era acordar.
Era verdade, era mentira, era no meio.
Era encontro, era perdido, era esbarro.
Era conto, era canto, era poesia.
Era espanto, era, um tanto,
Era um tanto, era no entanto,
bastante.
Era você, era eu,
por eras.

sábado, 8 de janeiro de 2011

lado

ela não entra
não me fita
última face
nada novo
tira as armas
está no lugar
mas onde?
está louco?
olhe o não
estou cético
quebro o luto
mas não?
mas o que?
ir ou não
qual o lado?
ver o sim.

esperando

você fica sentada no seu lugar, enquanto eu aqui deitado, estou à beira de enlouquecer.