terça-feira, 30 de junho de 2009

suspende

não acho que seja o bastante,
para bastar,
os instantes colocados (o meu sobre o seu).
venha o corpo,
venha a voz,
vejo os olhos (partidos, enviados. aos pedaços compartilhados).
sei do caber,
do espaço que ainda há (mas, do outro lado cabendo, conterá?).
lembro vagamente, (memória tenta o futuro),
da viagem na serra onde ouvi a voz da infância (o passado nos contenta).
falo vago,
viajo ao som do que completa minha fala,
me suspende... (suspiro)

segunda-feira, 29 de junho de 2009

luto

na noite, a chuva levantou os cheiros de memórias invisíveis.
sobrepôs anos sobre o dia.
não houve imagens que fizessem o descanso chegar.
em vãos secretos deitou seus olhos.
esperou as horas comuns dos trinta dias incomuns.
lutou contra o luto falso.
(no outro dia estava entre cristais, madrepérolas e sedas)
(sentido perfeito, único, novo e prometido)
junto mais palavras por sentir?

quarta-feira, 24 de junho de 2009

tempo?

e se viraram
e não se viram
por muito tempo.
e se viram
e se viraram
por pouco tempo.
e se viraram
muito
por pouco tempo.
e por muito tempo
viram
que viraram
um momento.
por muito tempo.

terça-feira, 23 de junho de 2009

romaneio

Passantes mãos em pianos mudos,
com letras falantes que marcam a tela,
mostram o som da voz distanciada,
entre montes e serras,
conquistando uma parte desidratada de mim.
Longos dias,
sem fim ou sem certeza,
são os dias preenchidos,
posições,
promessas de línguas,
fórmulas químicas.
Inverdades ditas francamente,
interessam aos similares.
Dependo, defendo os momentos ,
diversas opostas.
Quilômetros trazem-me,
melhores momentos doados por alguém.

domingo, 21 de junho de 2009

*bicicleta velha

bicletaaaa!
recupera da dor!
trás a flor...
desacelera agora!
tá frio?
sinto nada!
amar?
não dá amor....

quarta-feira, 17 de junho de 2009

*não quero o tempo, todo

Eu nunca saberei,
as paredes brancas,
seriam limpas por estarem cheias de dedos pequenos?
Eu não abrirei a porta,
sabendo que é chegada a hora que tudo estará em torno.
Suspender os braços para esperar,
a chegada dos braços,
em abraços que se tornam poros trocados.
Nunca isto,
não.
Lidas as lidas,
com fortuitas lidas,
de minhas lida de descrever,
a sua vontade que vem de mim.
Não, eu não me caibo,
não sou casto,
não estarei compartilhando a palma da minha mão com ninguém.
Perfume de noites claras,
espiam o sofrer por não ter.
Eu tenho o tempo,
não queria tê-lo por tantos anos me fazendo companhia,
tão certo,
tão bem contado.

terça-feira, 16 de junho de 2009

não, você.

Não te esqueço nem quando não tento

Não te quero mais do que muito mais

Não te vejo mais do que dentro de mim

Não te espero há muito tempo daqui

Não te beijo assim desde amanhã

domingo, 14 de junho de 2009

algo de bom

quero algo de você em mim,
talvez sua calma, sua voz calma,
seu jeito de tocar minh'alma.

quero seu azul do mar,
o verde do campo de seu olhar,
suas cores de todas as roupas.

quero algo de mim em você,
minha completa entrega,
meus planos mirabolantes,
meus amanheceres desde a noite.

queria algo do amor em nós,
algo de amar nas palavras,
algo de completa ilusão.

j.b. de oliveira

teima mas não aposta. meu avô dizia. acho que foi dele que ouvi isto a primeira vez. e me disse mais, muito mais me ensinou meu avô jb. lembro dele sentado no sofá junto à luz do abajourt, em sua imensa sala de visitas, apartamento gigantesco no centro da cidade, lendo ou estudando. sempre foi assim e no final da vida, já sem poder ler por causa da vista, me chamava para falar de suas várias leituras de dicionários cheios de papéizinhos laranja, com anotações de erros e ausência de palavras que ele apontava com precisão. e, antigamente, lendo os filósofos gregos, em alguns casos no original grego arcaico, me falava da filologia e etimologia das palavras. quando me viu interessado em uma enciclopédia/dicionário, quando eu tinha pouco mais de 14 anos, imediatamente encomendou-o pelo correio. lembro de, ao abri-lo, e ver as bandeiras dos países reproduzidas na contra capa, ter um prazer enorme. ficamos eu e ele adivinhando o nome dos países em uma espécie de competição. meu avô ganhou. e ganhava todas, ou quase todas. poesia ele escrevia. textos? também. acho que não gostava da figura de drummond. anos depois eu sorria ao lembrar disto, quando li os primeiros poemas do poeta de itabira. contos, estórias fantásticas, contava a história com uma vivacidade que sempre me imaginava lá. era um grande homem. meu modelo de homem. ele foi meu papai noel durante vários anos. com carta datilografada e assinada. desconfiei quando vi sua letra inconfundível, mesmo somente assinada; papai noel. me dizia meu avô noel "marcos, não lhe posso dar tudo que queres, apesar de merecer, pois sei que tem sido um bom menino, obedecendo sua mãe e a ajudando com seus irmãozinhos, pois tenho outras crianças para dar presentes e não seria justo eu dar tudo apenas para algumas"
justiça, equilíbrio, silêncio, saber escutar, liderança. não apreendi tudo, mas aprendi com meu avô. andávamos juntos pelas ruas do centro, já apinhadas de gente, ainda no fim da década de 70, eu menino, ele me "guiando" com sua mão em minha nuca. sentia-me protegido, amado. meu avô era cheiroso. tinha um perfume, nunca soube qual, que era suave, doce. cheiro de avô. em sua grande varanda, de seu apartamento, havia duas gaiolas com canários belgas que eram durante um bom tempo, seus xódos. eu menino achava bonito. depois é que me veio um não suportar bicho preso. aqueles foram os únicos. quando ligaram e me disseram que era morto meu avô, não me assustei. ele tinha vivido 91 anos. e me dado os que tenho até hoje.

terra

Quem me dera ser, a terra, a sede de minha terra.
Corpo.
Que me fizera a chuva caudalosa?
Braços.
Quanto aos sons contínuos,
Ouvir.
O que daria ser, você, raiz da planta.?
Abraços.

sábado, 13 de junho de 2009

suã com arroz

Acordei e não vi nada seu

Na noite anterior, não tive suas unhas pintadas, elas, marcando sua pele, a minha.

Meus dedos fizeram letra, fizeram palavras, fizeram frases que enviei por aí.

Acordei e meu corpo não tinha suor, seu.

Meus olhos olharam em volta e não deram de cara com os seus.

VTNC.

Que horas saiu o avião que me atropelou?

Acordei e pensei: onde está minha tabela periódica?

sexta-feira, 12 de junho de 2009

rio 1909

- não! eu não posso sobreviver sendo o tenente dilermando de assis!
- mas você agora tem a esposa dele, anna!
- sim! mas euclides da cunha, o seu marido, morreu!
- então?
- somente sou dilermando com euclides vivo!

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Y

valentine

e para os namorados neste dia?
fodam-se!






foder -
(latim futuo, -ere, ter relações sexuais com uma mulher)
v. tr. e intr.
1. Cal. Ter relações sexuais.
v. tr. e pron.
2. Cal. Deixar ou ficar em mau estado, destruído ou prejudicado.
Cal. foda-se: expressão designativa de admiração, surpresa, espanto, indignação, etc.

Sinónimo Geral: fornicar


quarta-feira, 10 de junho de 2009

deste-me

desde a boca. desde o filme. desde o riso.
desde o desdenhar. desde a madrugada.
desde o pé. desde a cabeça. desde o coração.
desde a solidão. desde a fome. desde a estrela.
desde a imagem. desde o ilógico.
desde o quando. desde o tanto. desde o quanto.
desde o longe. desde a ausência.
desde hoje.
desde ontem.
desde que não haja amanhã.

sensível

sara, sana, somos, sei, soma, santa, senta, sinta, some, sinto, sim, só, ser, sumo, suco, sorvo, solto, salto, seixo, sua, seu, sexo, sal, sou, sol, sabor, saber, saciar, saia, seco, simples, solo, soa, suave, sorrir, solto, sutil, saída. saco.

tentando

você tenta me adivinhar.
você tenta me conhecer pelas frases.
você tenta me tentar.
você tenta me achar entre um sorriso e outro.
você tenta se achar em si.
você tenta se mostrar sem dor.
você tenta se calar do amor.
você tenta se tocar sem mim.
você tenta não ser apenas se.
eu tento, eu tento ser sem o corpo.

terça-feira, 9 de junho de 2009

segunda-feira, 8 de junho de 2009

falei

Quanto tempo eu tenho antes que descubra o quanto terei de você em mim?

Isto!

É isto que me faz suspirar mais alto, me faz sorrir sozinho, me dá vontade chegar mais tarde (o mais tarde).

Engulo o dia pra sentir-me sentado, com os dedos postados em direção à você.

Como é ter alguém tão distante, tão presente, tão ausente e tão dentro de mim?

Quero já.

Não o ainda não, não o não vou ou não vou voar.

Não precisa de me tira, não precisa de mentira para me agarrar, não precisa precisar de mim.

O tanto que quero deverá bastar.

Quero a estória da história escrita sem ter que ser amanhã. Tenho ar somente para hoje.

E quero respirar com você; à beira, sob, sobre, dentro, em, na, no, com.


(esta é daquelas!)

boca

esta boca não é sua.
é minha.
é suja.
limpa, vai.
não deixe que discorra!

domingo, 7 de junho de 2009

papos


wall diz:

 que mulher linda

 assim

 tipo... só pra observar...

the unforgiven diz:

 essa mulher linda é a greta

 diva

wall diz:

aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

the unforgiven diz:

 não gostou?

wall diz:

 tô sem aire

the unforgiven diz:

 pq?

wall diz:

 nada, nada, nada

 nada é importante

 sem greta

 ela morava em new york, não é?

 no fim da vida...acho que ela dizia...

 please,”

the unforgiven diz:

 ah, detalhes da vida dela eu num sei

wall diz:

“me deixe sozinha”

 e eu aqui sem dinheiro da passagem

the unforgiven diz:

 é ela mesma!!!

 "I never said 'I want to be alon', I've said 'I want to be left alone', and that's all the difference"

 wall diz:

 traduz aí...vai minha nêga

the unforgiven diz:

 hahahahaha

 preguicinha

 mas tá

wall diz:

 já fiz

the unforgiven diz:

 "Eu nunca disse "quero ser só", eu disse "quero ficar só", e tem toda uma diferença"

wall diz:

 na memória

 caramba

 e ela comia o quê?

 será que olhava pra janela

the unforgiven diz:

 kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

 como vou saber???

wall diz:

 enquanto dava garfadas?

 ou colheradas (sinal de preguiça...kkkk) em seu prato de comida?

 sabe?

 aquele olhar de...

 -bosta de vida,

 mas, eu me amo, mais que a odeio

 kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

 vou editar este e publicar!!!!

 

sábado, 6 de junho de 2009

raio x

não!
não tire as partes óbvias,
as coxas, bundas ou seios.
não tire o revistar,
o raio-x,
o tridimensional olhar.
nem as apalpadelas.
não me prive à...
não me tire elas!

poliédrica

estou te testando
pra ver até onde estica.
pra ver se você complica
pra ver sua cinta liga.
estou me inventando
pra você ficar tentando me achar.
estou aqui parado
pra me sentir tentado com seu olhar.
quero ficar também desconfiado
encostado na parede com você por fora.
escuto sua voz nestas musiquinhas que te mando
me dizendo quase rouca "você...eu, eu, sou louca".
estou me esquivando e pouco me lixando
se ficar lógico pra você.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

com fitar

sua certeza absolutamente correta,
ancorou-me na verdade na qual sempre estou.
apenas imagino se sua pouquíssima permissão por mim imaginada,
seria toda assim mesmo ou parte da verdade desejada por mim.
não poderia ser a verdade absoluta,
escondida em sua vastíssima estória de fugas planejadas.
contemplando as vestimentas preferidas pela estrela de toda minha vida,
como diria o poeta itabirano, que também imaginou a pedra no caminho,
pois é que,
quando meus olhos fitam novamente sua beleza de cores iguais as escolhidas,
refaço-me semipoeta,
e encolhido dentro de uma paixão desmedida,
como deve ser o reflexo de minha vontade de tê-la como a escolhida,
tenho-me refeito da falsa vontade de que tudo por você sentido já tenha passado.
e passado e pasmado,
olho a mesma lua não mudada.
e é como se uma semana apenas tivesse ultrapassado o peito.
o coração,
a fácil explicação e força de expressão de quem deseja o amor inteiro,
por inteiramente entregue a alguém que tornará e tornará e tornará.
como uma força necessária para que as fantasias alimentem o homem,
o espaço,
a vida.
o meu viver.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

não era para ser agora

só é ruim quando paro de fazer...e então tenho que pensar...
o acordar, pra vida desacelerada, me dói...
me coloca extenuado ao lado dela...
a vida...
e o corpo diz..."a alma não suporta, descrê, enredada fica".