iilógico
ilógicos sempre são os outros
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
feliz ano novo!
que me ama, diz!
quem me ama disse que me ama!
isto deve bastar,
para passar o resto do ano.
para passar o resto todo.
sábado, 17 de dezembro de 2011
larga o carrinho e vai embora
dannete 250g
danoninho
pão italiano
carne moída 2 quilos
pão de queijo para assar
lasanha (que tipo será?)
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
conhece esta?
Quem sabe isso quer dizer amor
Milton Nascimento
Eu vim correndo à frente do sol
Abri a porta e antes de entrar
Revi a vida inteira
Que sirva apenas para nós dois
Sinais de bem, desejos vitais
Pequenos fragmentos de luz
Do céu azul, das flores de abril
Pensar além do bem e do mal
Lembrar de coisas que ninguém viu
O mundo lá sempre a rodar
E em cima dele tudo vale
Quem sabe isso quer dizer amor,
Estrada de fazer o sonho acontecer
Você olhou sorrindo pra mim
Me acenou um beijo de paz
Virou minha cabeça
Lá fora o dia já clareou
Mas se você quiser transformar
O ribeirão em braço de mar
Aonde nasce a fonte do ser
E perceber meu coração
Bater mais forte só por você
O mundo lá sempre a rodar,
E em cima dele tudo vale
Quem sabe isso quer dizer amor,
Estrada de fazer o sonho acontecer
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
a mente
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
VESTIDO
SONHO DE PIRATA É TESOURO/CHEIRO BOM É O QUE NOS FAZ LEMBRAR/ VESTIDO BONITO EU GOSTO DE TIRAR/BEIJO GOSTOSO É O QUE MOLHA MINHA BOCA/BARRIGA GOSTOSA É A QUE EU POSSO DEITAR/AMOR BOM ME FAZ SONHAR.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
fundo
Saudade? Não falo.
Não emito. Omito.
Me conduzo arrastando as costas no muro e faço silencio.
Como se não me ouvisse do outro lado.
Baixo a cabeça e me arrasto na beira da cerca,
para que, acaso me veja, pense que não tenho a enorme.
A saudade tanta.
E quando chega você, (me deixas calado da saudade, sinto)
não falo.
Continuo mudo e me calas fundo,
beijando-me a boca.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
relembre 4 de agosto de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
fortaleza
que primeiro minha visada observou na fortaleza.
Foram os olhos (miras de mirante futuro),
que me levaram ao mergulho do qual ainda não saí.
Fitei-os longamente e engoliram-me braços (entregues desarmados).
E o coração (como sendo a antiga sede da alma),
não se quis sozinho e acompanhando o pensar quedou-se (e aí está),
esperando um toque dos dedos seus.
Em seguida, vi o riso (que ainda hoje criança permanece),
dizendo-me:
- quero ser, quero ser.
E quando dentro (como se dentro carregasse o outro também),
vi seu corpo,
completo,
belo,
significante (coberto de descobrires).
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
pertinho
você que diz que não
eu penso que sim.
talvez você pense que não
mas eu digo que sim!
talvez você sonhe assim,
pertinho de mim.
pertinho de mim?
eu digo sim!
terça-feira, 25 de outubro de 2011
besouros

segunda-feira, 24 de outubro de 2011
não te vejo
domingo, 23 de outubro de 2011
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
abismal
de onde me olho, do fundo.
para onde olho, se salto.
é o que vejo, se há outra margem.

sábado, 1 de outubro de 2011
corta fora

Polícia ainda procura o corpo.
Rôshimi: "Não aguentava mais aquele homem neste pinto"
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
terça-feira, 27 de setembro de 2011
apelido
somente atendo pelo nome, ou pelo apelido.
mas sei que é comigo.
e isto me dá uma tristeza tão grande.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
mas
ser mas.
sem ar.
não mais ter,
não ser.
mas.
não mais ser,
ser não.
ser.
ter mais,
mas não ter.
mais.
domingo, 25 de setembro de 2011
Clair et rapide amour
hésite un petit instant dans ma main creuse,
souviens-toi!
Clair et rapide amour, indifférence,
entre ton trop d'arrivée et ton trop de partance
tremble un peu de séjour
espere um minuto na concha da minha mão,
Claro e ligeiro amor, indiferença,
quase ausência indo embora,
entre tanto chegar e tanto partir
treme tua pouca demora.
Felicidade - Marcelo Jeneci
Sem tirar o ar, sem se mexer, sem desejar como antes sempre quis.
Você vai rir, sem perceber, felicidade é só questão de ser.
Quando chover, deixar molhar pra receber o sol quando voltar.
Lembrará os dias que você deixou passar sem ver a luz.
Se chorar, chorar é vão porque os dias vão pra nunca mais.
Chorar, sorrir também e depois dançar, na chuva quando a chuva vem.
Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você.
Chorar, sorrir também e dançar.
Dançar na chuva quando a chuva vem.
Nessa hora fique firme, pois tudo isso logo vai passar.
Você vai rir, sem perceber, felicidade é só questão de ser.
Quando chover, deixar molhar pra receber o sol quando voltar.
Chorar, sorrir também e depois dançar, na chuva quando a chuva vem.
Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você.
Chorar, sorrir também e dançar.
Dançar na chuva quando a chuva vem.
sem poesia
antes tudo era.
antes tudo, ela.
os móveis limpos...
não consigo.
não sem poesia.
sábado, 24 de setembro de 2011
colagens do caminho
Sometimes we want more than can be to each other,
I feel no echo time,
and the day we need to discuss something really important?
Will yell at me until I run out? Or will be hitting the whole house?
Did you ever wondered if that's what you want?
That will be interested in these things?
"What is the difference between here and the future?
Because everything will be different? "
Is only to be beautiful because it is not reality,
tired of being the annoying person in the relationship,
that is disappointed that the charges and calls to talk,
is not good to feel afraid of who you love, baby!
It and the days pass,
i'm not going to work.
Everything is long gone,
we can only keep moving,
together ourselves.
Is easy to talk alone,
The hard part is listening here,
know that there are long gone,
i have read this in several places.
Everything is long gone,
we can only keep moving,
of ourselves together
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
gasolina
olhou em volta e viu três ou quatro caixas de papelão.
reconheceu seus livros e outras coisas.
olhou para ela e pensou em perguntar "onde está o disco do pixinguinha?"
antes que dissesse, percebeu seu olhar blasé.
ela disse:
- você vai falar alguma coisa?
sábado, 17 de setembro de 2011
lembrei
- o que?
- quando começamos, eu prestava tanta atenção no que você falava que...
- que...?
- eu ficava meio dopado, sabe?
- como assim?
- eu me sentia meio na lua...
- sentia???
- vem cá...vem...
- vai molhar do lado de fora...
- não tem problema, me dá um beijo.
- tá molhando o chão...
- ahan... você pisa com o pé molhado também...
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
especialmente espirituosos
tudo
o tempo perdido, o tempo investido
o amor dado, o amor recebido
o esperar, o desesperar
o soanhar, o ralizar
o querer, o perder...
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
não mais
chega de comentários
chega de sumiços
chega de falta de sinais
chega de mensagens que não chegam
chega de amigos super gente boa
chega de desconhecidos
chega de sofrer
chega de tentar
chega de explicar
chega de falar
chegar de dizer
chega de pensar tanto
chega de entender
chega de fazer sofrer
chegou e foi embora
chega!
pra não dizeres
eu dizer que sonhei em você?
eu dizer que nao há, sem você?
eu desdizer o que já disse?
eu dizer não consigo pensar?
eu, não conseguir dizer?
eu dizer não quero?
eu dizer, não mais?
eu te dizer?
pra não dizeres, não direi
body and soul
For you I sigh, for you dear only
Why haven't you seen it?
I'm all for you body and soul
I spend my days in longing
And wondering why
It's me you're wronging
I tell you I mean it
I'm all for you body and soul
I can't believe it
It's hard to conceive it
That you'd turn away romance
Are you pretending?
Looks like the ending
Unless I could have one more chance to prove
Dear, my life's a wreck you're making
You know that I'm yours for just the taking
I'd gladly surrender body and soul
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
domingo, 21 de agosto de 2011
dia seguinte
o dia seguinte não chegará.
tenho um profundo desejo,
que a segunda, seja sexta.
tenho, nela,
meus sonhos realizados.
sábado, 13 de agosto de 2011
olhar
olhar para o lado
e dizer.
"amo você"
"preciso de você"
"te admiro"
"sonho com você"
mas olhar e não te ver.
puxa...
sexta-feira, 15 de julho de 2011
para meu amor
e se tive, ou tenho medo de sê-lo,
hoje, posso dizer:
"tenho medo e sou feliz"
porque se pego em sua mão,
me sinto mais que todos os instantes seguintes,
pois, sou apenas eu e você,
de mãos dadas.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
quatriste
pergunta-me.
pois se a resposta é vaga, a vaga vem e quebra a resistência.
se a resposta é triste e sem esperança, é um vão a busca.
e vão-se em volta os que não me escutam dizer; "vão embora!", "vão-se daqui de perto!".
e soslaio o olhar para ver se aquele alguém não me ouviu, pensando ser com ela.
tenho sorte de ser tão tímido, tão curta minha vista e tão distante meu horizonte, vertical curto.
jaz feita a sorte. rarefeito por defeito de criagem.
vão-se os dedos entre os dedos. sei que dedos são. sei!
mas e as mãos? de quem são?
me explico, quando mostro por dentro, por dentro, por dentro...
não entendo. me sou só.
domingo, 26 de junho de 2011
sorriso
e agora ele que via.
e viu tão bem,
que sorriu junto.
mas passou o tempo,
e agora faz chorar.
esqueceu que vira sorrir.
olhou para si e viu,
o choro já existia.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
sensação
a sensação ruim de não fazer o que deveria. de não poder pedir perdão, de não ser ouvido nunca mais.
nunca mais da mesma forma.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
domingo, 22 de maio de 2011
21/05/2011
FOLHA DE SÃO PAULO
Como observar a pessoa amada quando dorme
Sábado é dia de murchar a bola do realismo aqui neste pedaço e ser, em outras palavras, muuuito romântico.
Quem sopra o mote é o velho escritor Alberto Moravia, o comuna mais lírico do mundo, sempre aqui na cabeceira: "Amar, além de muitas outras coisas, quer dizer deleitar-se na contemplação e na observação da pessoa amada”.
Está certo o romano e tem como avalista outro gênio, o recifense Antônio Maria -o grande cronista que aparece com ciúmes até dos apresentadores da tv no livro da Danuza: "Um homem e uma mulher jamais deveriam dormir ao mesmo tempo, embora invariavelmente juntos, para que não perdessem, um no outro, o primeiro carinho de que desperta."
Experimente você também, sensível rapariga, vê o seu homem quando dorme. Há uma beleza nessa vigília que os tempos corridos de hoje não percebem.
Amar é... vê-lo(a) dormindo. Como aí na ilustração picassiana na cumeeira do texto.
Cada mexidinha, cada gesto. O que sonha nesse exato momento? Tomara que seja comigo, você pensa, pois o amor também é egoísmo.
Gaste pelo menos meia hora por semana nesse privilegiado observatório.
Psiuuuuu!
Ela dorme.
Mãozinha no ar, como se apanhasse pássaros, que coisa mais linda. Uns 23 minutos assim, mirei no rádio-relógio. A mão desce ao colchão, quase dormente, formigamentos. Coça o nariz. Põe a mãozinha direita entre as coxas. Agora vira de lado, como os antigos LPs quando gastavam as seis músicas do A. E me abraça como nunca fosse partir, corpos viciados, almas em busca de um acerto.
Dorme, meu anjo.
Ela obedece.
Vigio o sono dela como um soldado zapatista.
Como um cão zela o sangue do dono.
Como se fosse um homem-exército e pronto.
Amar, no início era o verbo intransitivo da alemã professora de amor de Mario de Andrade. O idílio tem sobrevida, não como gênero, mas como vício, vício de amar. Amar de muito.
A mão desce agora sobre o meu peito, como se medisse meus batimentos.
A mão direita volta para a arte de apanhar pássaros, que beleza, que diabos!
O ideal é que você, leitora, durma do lado esquerdo da cama, o do coração, sempre.
Mãozinha no ar catando pássaros. Até se acalmar de vez.
Calmaria danada de horas, sem coreografias ou narrativas. Sonha, sonha, sonha, minha menina.
Como é lindo a vigília ao sono dela.
Coça o nariz. Sussurra umas onomatopeiazinhas lindas de sonhos de besouros.
Ela arruma os cabelos como algas, entorpeço num mergulho.
Observar o sono do(a) amado(a) é a melhor maneira de conhecer o homem ou a mulher com quem dormimos.
E como são lindas aquelas marquinhas deixadas pelos lençóis no corpo dela. Um mapa de delírios. Melhor é lê-las como quem adivinha os sonhos e o futuro no fundo da xícara árabe ou nas cartas.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
musiquinha no ritmo de pagode
você diz
mas não me deixa
não me deixa
não me deixa no início do caminho.
nao me deixe ficar
sem me lembrar
que amar é assim
exatamente como tem me ensinado.
minha amada
minha tudo
você pense
e me diz
que não me deixa
music for nothing
I've been so many places in my life and time
I've sung a lot of songs, I've made some bad rhyme
I've acted out my life in stages
With ten thousand people watching
But we're alone now and I'm singin' this song for you
I know your image of me is what I hope to be
I've treated you unkindly but darling can't you see
There's no one more important to me
Darling can't you please see through me
'Cause we're alone now and I'm singin' my song for you
You taught me precious secrets of the truth, with holdin' nothin'
You came out in front and I was hiding oh yeah
But now I'm so much better so if my words don't come together
Listen to the melody 'cause my love's in there hiding
ooh yeah yeah yeah yeah ohh
I love you in a place where there's no space or time
I love you for my life, 'cause you're a friend of mine
And when my life is over, remember when we were together, together
We were alone and I was singin' my song for you
Oh I, oh I love you in a place where there's no space or time
I've loved you, I've loved you, loved you for my life, oh, you're a friend of mine
And when my life is over, remember when we were together baby
We were alone and I was singin' my song for you, ooh
We were alone and I was singin' this song for you
Say, we were alone and I was singin' my song,
Hey, Singin' my song, singin' my song, singin' my song
Singin' my song
quinta-feira, 14 de abril de 2011
forma de (se) viver-se
e, hoje, morro.
nela.
à tristeza.
tchin, tchin! (antiga expressão chinesa que quer dizer: saúde!)
segunda-feira, 28 de março de 2011
domingo, 20 de março de 2011
domingo, 20 de fevereiro de 2011
o outro
- agora você é o homenzinho da casa. precisa obedecer sua mãe e ajudar a cuidar de seus irmãozinhos.
eu queria ser formiga nesta idade. ficava horas, no fundo do prédio da quadra 406, bloco d, brasília, olhando as formigas trabalhando. achava aconchegante o ninho.
eu era o caçula. o que esperavam de mim exatamente? não entendi bem, mas depois. muito tempo depois aquelas duas frases pesaram em mim como luva de concreto em minhas costas.
lembro do sol e do cheiro de rosas no enterro do meu pai, e, lembro também de tia célia pegando os pés do meu pai no caixão e puxando ele para baixo. último conforto. meias pretas finas. cheiro de rosas.
nunca mandei rosas pra ninguém. apenas flores do campo que descobri não terem cheiro quase nenhum.
tomava remédio naquela época, tinha eu seis anos pra sete. remédio grande, de ferro. fingia que engolia e ia para a janela ver se via míriam, a bangulea como dizia meu avô. aproveitava e cuspia remédio. fiquei mirrado.
lembro de coisas pequeninas; o farol do carro do meu pai na igreja metodista - outro dia fui no googlemaps e ela tava lá, menos a bolinha de tênis que os meninos grandes jogavam por cima dela - as placas dos carros estacionados de lado, o frio das escadas, a míriam com seu cabelo engraçado, meu avô falando; a namorada do marcos é banguela, é banguela, é banguela...
lembro de sempre sonhar o mesmo sonho, desde de brasília: um jipe, um terremoto, um templo grego, morte e pavor. acordava e anos depois vinha o sonho de novo.
sonhava também em ter casa grande, família grande, quatro ou seis filhos. sonhava ser piloto de carro, professor, desenhista, marido, apaixonado. fui deixando de sonhar e sendo. e perdi um pouco ali e um pouco daqui. sonhava ser jogador de futebol, fruteiro, jornaleiro, bancário, vendedor, amor de alguma vida. e consegui e fugi daí e de lá.
sonhava em estudar e deitava debaixo do móvel e fingia sonhar; professora esqueci a régua, perdi o lápis, vou pra escola militar, pro tiradentes, voltar para o instituto de educação. vou ser agronômo um dia. só pra desperdiçar o saber. gostava tanto de ler e agora leio as capas e me dá preguiça saber que acaba. quase tive um susto quando mergulhei no mar. achei que morria, mas depois vi nem era tarde pra tentar me salvar. e me salvei e cheguei à praia.
hoje tenho medo, ontem tinha apenas certeza do dia.
saudade de te ver como via. s
em saber onde perdi, onde vou procurar?
perdi a confiança em mim. não tenho certeza de tudo, como tinha.
fui tanto pra tantos. achei que era.
não fui nada, ninguém me busca.
tenho medo de ser eu, o outro.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
triste
triste por não saber voltar.
triste por pensar no que fica, e se fica.
triste por não saber se falei, ou como falei.
triste por pensar que não devia, ou porque não.
triste por estar aqui.
triste por não estar aqui.
triste por ter medo, e por seu medo.
triste.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Reveja domingo, 6 de julho de 2008
Ela ouve algo que deve ser importante, algo que lhe chama a atenção, que lhe trás uma sensação boa. Não era demais se parasse para ouvir. Parecia música, poema ou perfume. Aspirou fundo e prendeu-o durante alguns segundos, como que querendo reter partículas em seu ser. Sentiu que estava gravando em seu cérebro algo mais pra poder continuar vivendo. Era um momento bom, sentiu-se flutuando a alguns centímetros do chão e quando pousou já não era sua vida toda que importava, como a poucos instantes, mas aquele momento lhe faria diferença em toda ela. Ela era única, eterna para outros, a pessoa mais importante em toda situação. Soube que o que ela causava em outras pessoas era fruto completamente de si mesma. Via agora os objetos como se estivesse em volta deles e não ao contrário. Esbarrando nos braços dos que andavam com ela, controlou o ímpeto que lhe veio para dizer que ela sentia amor por todos. Estava em um único instante da vida e achava que já havia sentido isto antes, e a incerteza e medo de não viver igual instante no futuro estava presente, rodeando-a. Pediu calma pra si mesma e mergulhou no que mais chamava sua atenção. Tinha que controlar-se para não saltar no precipício, ele fazia parte da paisagem mas difinitivamente não era o principal. O salto era enorme, as ondas não morriam nas pedras, estas é que eram vitimadas por aquelas. Eternidade. As imagens vinham rápido, continuamente. Sobrevoou os morros em volta de sua cidade e viu como eram ondulados, verdes e em conjunto habitavam a sua alma, ou em torno dela. Tudo simples no momento em que era sua a vida. Sobrou algo de mais importante para viver?
sábado, 29 de janeiro de 2011
reveja sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Era surdo, era mudo, era falado.
Era tudo, era mundo, era fundo, era gritado.
Era meu, era seu, era para mais ninguém.
Era estrela, era planeta, era lua.
Eram os meus olhos, os seus, eram olhares.
Era pensamento, era momento, era saudade.
Era suspiro, respiro, era sem ar.
Era fome, era jejum, por dias inteiros.
Era sonho, era insônia, era acordar.
Era verdade, era mentira, era no meio.
Era encontro, era perdido, era esbarro.
Era conto, era canto, era poesia.
Era espanto, era, um tanto,
Era um tanto, era no entanto,
bastante.
Era você, era eu,
por eras.
sábado, 8 de janeiro de 2011
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
sábado, 4 de dezembro de 2010
não quero mais
nada!
entendeu?
não publico mais nada.
acabou.
não existe mais ânimo,
não tenho mais tinta.
cortaram meu saco fora.
mas meu pau tá aqui.
mas pra quê?
você "num" está aqui...
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
brinco
balanço pra lá.....pra cá...
escuto o que escutas...toco de leve sua face...
seus pelinhos...
mas a hora mais feliz é quando vais ao espelho...
é quando eu vejo você olhando pra mim...
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
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desde setembro de 2008....legal!
(Uuuu...)
Você é tão acostumada
A sempre ter razão
(Huuum...)
Você é tão articulada
Quando fala não pede atenção
O poder de dominar é tentador
Eu já não sinto nada
Sou todo torpor
É tão certo quanto calor do fogo
É tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
E participo do seu jogo, participo
Não consigo dizer se é bom ou mal
Assim como o ar me parece vital
Onde quer que eu vá o que quer que eu faça
Sem você não tem graça
(Uuu...)
Você sempre surpreende
E eu tento entender
(Huum...)
Você nunca se arrepende
Você gosta e sente até prazer
Mas se você me perguntar
Eu digo sim, eu continuo
Porque a chuva não cai
Só sobre mim
Vejo os outros,
Todos estão tentando
e é tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
E participo do seu jogo, participo
Não consigo dizer se é bom ou mal
Assim como o ar me parece vital
Onde quer que eu vá e o que quer que eu faça
Sem você não tem graça
É tão certo quanto calor do fogo
É tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
Eu participo do seu jogo
É tão certo quanto calor do fogo
É tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
Eu participo do seu jogo, do seu jogo.
Meu caminho é cada manhã
Não procure saber onde estou
Meu destino não é de ninguém
E eu não deixo os meus passos no chão
Se você não entende não vê
Se não me vê não entende
Não procure saber onde estou
Se o meu jeito te surpreende
Se o meu corpo virasse sol
Se a minha mente virasse sol
Mas só chove, chove
Chove, chove
Se um dia eu pudesse ver
Meu passado inteiro
E fizesse parar de chover
Nos primeiros erros
Meu corpo viraria sol
Minha mente viraria sol
Mas só chove, chove
Chove, chove
Meu corpo viraria sol
Minha mente viraria
Mas só chove, chove
Chove, chove
Meu corpo viraria sol
Minha mente viraria sol
Mas só chove, chove
Chove, chove
domingo, 28 de novembro de 2010
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
antes
meu medo se transforma em coragem.
ao me dizer com medo,
tenho seus braços,
e meu medo já não é medo,
é coragem de ser eu.
minha coragem chega antes que meu medo,
quando olho e vejo seu desejo,
de sem medo,
ser tão minha.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
amor
do que esperar;
o amor chegar,
seu amor falar,
acalmar,
fazer sonhar,
dormir com ele,
acarinhar seu amor,
sorrir...
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
terça-feira, 14 de setembro de 2010
domingo, 5 de setembro de 2010
poemito pra mexer no blog
sábado, 14 de agosto de 2010
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
quinta-feira, 29 de julho de 2010
sábado, 3 de julho de 2010
as feridas
- alma! alma!
e minha alma escuta, e pergunta;
- quem és?
- a ferida, a ferida, a ferida!
e espantada minha alma argui;
- quais?
- as do amor, somos.
- mas não tenho tais feridas... (reluta minha alma!)
- alma! as feridas! as feridas!
- quais? (vence minha alma!)
quarta-feira, 30 de junho de 2010
escrevo...
de dizer...
que acordei e vi o que sonhei,
que sinto os pelos na ponta da língua,
que sinto os nós dos dedos nos meus,
que sinto o peso da cabeça no meu braço,
que noto o olhar enquanto olho em frente,
que sinto o mindinho esfregando em meu colo,
que vejo cenas nas palavras,
que vejo os seus sendo meus,
que vejo os meus sendo seus...
segunda-feira, 14 de junho de 2010
quarta-feira, 9 de junho de 2010
contarei
contarei dos dias que faltam...
contarei em dias de claridade,
contarei em noites de conchas.
contarei ao meu amor,
contarei do meu amor....
quinta-feira, 3 de junho de 2010
quero...
quero expectativa, quero possibilidades, quero pequenos enganos, grandes surpresas, belas descobertas...
por isto fujo quando encontro a realidade pasmaceira, crueza sem saída.
quero o olhar desconfiado, o cabelo desarrumado, a roupa rasgada, suspiros escutados.
calo-me diante da boca.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
domingo, 16 de maio de 2010
mulher - reveja setembro de 2009
Não me crie em sua mente.
Não me tenha. Apenas me observe fazer.
Ou ser.
Veja quantas há em mim. Não sou sua.
Sou minha e todas.
Não sei quem sou, sou alguma, sou a louca, a menina, a moça.
Sou uma mulher.
Gênero.
Única. Pessoal.
Sou a bela.
Queira-me em lembrança, em distância, em suas melhores e maiores vontades.
Meu corpo pode estar em suas duas mãos, abrindo-se e recebendo.
Minha pele te sente, minha boca tem a saliva que beberá da sua.
Queira-me pela noite inteira. Toda.
Sua.
E de manhã me deixe em meus olhares.
Em minhas considerações e sonhos.
Sou uma mulher florescente
quinta-feira, 6 de maio de 2010
sábado, 1 de maio de 2010
segunda-feira, 26 de abril de 2010
seu alfredo
- Os cachorros são assim mesmo, pensou Seu Alfredo.
Tentou fazer um barulho tímido para chamar atenção. Arrastou o pé no chão, como um raspar de garganta. O pandeirinho que trazia consigo tocou em suas perna esquerda e duas crianças que estavam por ali, olharam, enfim para Alfredo e trocaram algumas palavras, das quais ele só conseguiu entender uma delas.
- Quem?
Voltou pelo corredor, raspando os ombros nos dois lados do corredor, seu chapéu de aba curta resvalou nas plantas o jardim e caiu. Não se abaixou para pegar, não se importava com mais nada. Quando saiu pelo portão de ferro, que bateu atrás de si, parou no meio da rua. Não sabia para que lado ir. Esquerda, direita, em frente?
quarta-feira, 21 de abril de 2010
qualquer
servirá...
qualquer silêncio ou olhos fechados
dirão
quaisquer abraços,
nos meus,
nos seus,
estarão...
quarta-feira, 14 de abril de 2010
segunda-feira, 29 de março de 2010
domingo, 28 de março de 2010
diferente
sábado, 27 de março de 2010
parece prece
o amor parece que quer nos cercar
o amor parece nos trazer palavras guardadas
parece que aparece quando as coisas são más
parece coisa de outro mundo que queremos estar
parece lembrar sonhos que nunca acabaram
parece nos fazer lembrar criancices
o amor aparece e tudo é sim
o amor aparece vindo de fora
o amor aparece aqui dentro
o amor parece que apareceu pra mim
terça-feira, 23 de março de 2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
vales!
vales pelo que tu andas ou pelo o que vais andar?
vales...
vás à andar pelos vales ou vais à vau me passar?
vales...
tanto vales que tu não vais de mim.
vales, tu vales.
terça-feira, 16 de março de 2010
sexta-feira, 12 de março de 2010
estes esses
de sua
de sou
de suar
de sacanagem
de sono
de sinto
de sobe
de sente
de sinta
de ser
de só
de sós
de somos
de sentar
de sotaque
de saborear
de saudade
de surtar
de solidão
de saber
de sonhar
de sorrir
de somar
de seguir
de sublime
de...
(me socorre?)
domingo, 7 de março de 2010
Falta
quinta-feira, 4 de março de 2010
23 dias
Havia me sentido, até então, como se não houvesse amado nada mais profundo quanto um copo.
Quando vieram os outros dias, e, sobre eles o complemento dos saberes e quereres, foi que nasceram as pontas dos dedos.
E tudo que agora me alimento, é deste observar de espera, desta convicção de amante da profundidade que há de existir. Não gostaria de olhar ao longe, mas lá já estive, uma única.
Meus braços se abriram ao abraço de tanto desejo, de tantas poucas horas, de tanto ouvires para entender, de aceitar melhor o tanto querer.
Rogo aos olhos, ao olhar, ao seu observar, que se olhe do alto, bem alto, para serem vistos;
o espaço a ser dançado, os ares para voar, as palavras para se ocupar.
E quando for pedido o silêncio ou gemido, suores e movimento, se torne, não o tudo, não o nada, mas apenas nos tornem os dias, como aos 23.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
sem dor
agora.
enquanto vivo para dar-me,
dou-me.
doado,
entregue para seu consumo.
dou-me,
inteiro.
completamente seu,
dou-me.
seu.
agora, seu
sábado, 13 de fevereiro de 2010
como te
como?
como entender a percepção de outro?
como parar de ser e apenas observar o ser do outro?
como não querer que tudo seja "nós"?
como esperar menos?
como pedir mais?
em coma...
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
sonho
que seus motivos são para mim.
que ouve as músicas que gravei.
que lês o que escrevo.
penso. ainda confesso.
penso em você dia sim.
penso em ser o seu homem.
penso que pensas.
amo. agora amo.
seus cabelos despreocupados.
seu sorriso pertencente.
seu único momento.
domingo, 31 de janeiro de 2010
seu, sou
amo desde seus pés,
onde estou.
amo.
amo desde sua cabeça,
onde sou.
posição de entrega
de desarmado
de absoluto
de absorto
de amado
e de descanso....
domingo, 24 de janeiro de 2010
sábado, 23 de janeiro de 2010
lábios
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
trem
alegremente
ardentemente
vai o trem.
trem de doido
trem de olho
trem de trem
vem meu bem.
domingo, 3 de janeiro de 2010
cor
é febre quase intermitente
na apirexia tenho acesso à você.
(Apirexia é a ausência ou cessação da febre; pode ser o intervalo entre dois acessos de febre intermitente.)
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
beleza
em seus rostos meus.
sua moldura de cabelos
a prisão deles
e o rosto descoberto
infantil beijo em mim.
sua beleza avaliada
em meus olhos combustíveis.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
domingo, 27 de dezembro de 2009
*tanta
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
sábado, 5 de dezembro de 2009
traduz.
o que calo me faz ficar quieto ao teu lado?
o que vemos nos olhos do outro nos tira o ar?
o que sentimos no corpo do outro se repete quando sós?
o que escrevo não traduz!
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
preguiça
domingo, 22 de novembro de 2009
trecho
(trecho de, quem sabe um dia, um livro)é foda sentir!
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
desenrole
não é "grande de enorme", é extensa....
toma a forma de espiral e me enrola todo...
e enquanto faz isto vai me alisando a pele,
coroando o dia,
lavando a aura,
completando o sal,
empolgando o amanhã.
suplicando beijo,
pedindo colo,
lembrando cheiro,
olhando vazio,
dando arrepio,
copiando as falas,
relendo alegria,
surrupiando as horas,
pra que chegue logo o momento
de você me desenrolar...
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
je reviens
Je reviens
Je reviens, encore
Tu n'as même pas vu
Que j'étais partie alors
Je suis revenu
Comme on rentrerait au port
Fatiguée
De passer
Par dessus bord
Je reviens
Je reviens et j'ignore
Ce qui nous ramène
Ce qui nous ramène au bord
On a déjà vu
La mer rendre certains corps
Qu'on avait dit portés disparus
sábado, 14 de novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
fronte
defronte do que você vê,
coloco-me dentro de onde está.
debruço-me nas coisas que você observa,
olho para o que você quer ter.
deito-me esperando a volta,
sua volta,
de suas ganhas lutas,
suas justas.
sorrio sabendo que à sua espera,
estou eu.
durmo tranqüilo meu amor, seus sonhos sãos,
meus são.
sábado, 24 de outubro de 2009
longo horizonte
é horizonte extenso....
e qualquer lugar é prisão.
um livro bom? é o horizonte
um dia longo? é o horizonte
qualquer coisa se torna, ponta à ponta, você
você me alonga as coisas.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
trator
trator,
tratamento no meu coração,
é seu amor.
quando sulco minha terra em busca de vida,
vejo você;
arando minha mente, plantando semente,
botando o sol pra quarar,
jorrando água de lágrima,
olhando crescer a calma.
fazendo da minha vida,
amor.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
você? eu!
eu me transbordo em você,
eu me raspo em você,
eu me desdobro por você,
eu me calo e me falo pra você,
eu me enrolo em você.
eu me amo em você,
eu muitas vezes saio de você
eu me encontro com você e em você,
eu acho que acho em você,
eu me molho todo pra você,
eu me paro para você,
eu me acordo e concordo em amar você,
eu me vejo ao me deixar quieto ao ver você,
de fora, de dentro de mim, por mim, por você ou por nós,
eu me sou em você...
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
de joelhos
não tem como dizer.
então bebo, sorvo, degusto,
vicio e adoro.
de joelhos.
entre os seus.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
presença
eu sofro é com a presença e portanto com a certeza de que você irá embora.
mas, meu amor, quando te vejo, tudo isto vai-se embora, tem que ir, para que eu tenha tudo, em tudo com você.
sou e quero ser totalmente seu para que nada mais importe ou nos distraia.
para podermos ter tanto um para o outro que nada mais nos reste a nao ser,
ser do outro...totalmente
domingo, 27 de setembro de 2009
sou homem seu
sou homem de ver beleza em toda beleza
sou homem de olhar vários minutos pra você
sou homem de desejos os quais seguro
sou homem de ver você do outro lado
sou homem e, na verdade, sou seu homem
sou homem seu.
uns
a divisão, a partilha, um lado aqui e outro aí.
as escolhas de rotas, tempos, bagagens, roupas e lençóis.
ternamente os olhos ateram-se ao fato de consumirem-se.
mansamente as mãos se deram ao carinho.
dormente as pernas de tanta espera, cruzaram-se.
e tudo era, em volta, e à volta; uns olhares, umas palavras, uns risos.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
eu não sei.
eu não sei se vê. mas eu vi...
eu não sei se. mas se sei...
eu não sei onde. mas sei que...
eu não sei aí. mas sei que aqui...
eu não sei de nós. mas sei que eu...
eu não sei do amor. mas sei que amar...
eu sei que tudo aqui é cada vez mais daí.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
ENQUETE
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
sou sua mulher
Não me crie em sua mente.
Não me tenha. Apenas me observe fazer.
Ou ser.
Veja quantas há em mim. Não sou sua.
Sou minha e todas.
Não sei quem sou, sou alguma, sou a louca, a menina, a moça.
Sou uma mulher.
Gênero.
Única. Pessoal.
Sou a bela.
Queira-me em lembrança, em distância, em suas melhores e maiores vontades.
Meu corpo pode estar em suas duas mãos, abrindo-se e recebendo.
Minha pele te sente, minha boca tem a saliva que beberá da sua.
Queira-me pela noite inteira. Toda.
Sua.
E de manhã me deixe em meus olhares.
Em minhas considerações e sonhos.
Sou uma mulher florescente.
domingo, 30 de agosto de 2009
ligo?
- como não?
- eu fico ligado o dia inteiro...
- mas então...?
- é... eu sei...
- vai ligar?
- mais?
- não pode?
- devo?
- quanto?
- como?
- quanto você liga?
- muito. eu te disse "vivo ligado".
- é...
terça-feira, 25 de agosto de 2009
vão
Suas palavras fazem o traço para o passar.
Meus medos vão e tocam o outro lado.
Terra sua.
Você é de um pedaço aqui, dentro de mim.
Sou seu deitado em ti.
Homem agora enfim em si.
Sua causa, eu vou.
Uma única palavra (vão) me trouxe a ponte de onde te vi.
domingo, 23 de agosto de 2009
nome
Fecharei meus olhos com tua imagem enviada,
pois somente ela quero enxergar.
Guardo,
eu guardo aqui suas três palavras, as quais quero trocar com as minhas.
E seu nome?
Como direi um nome tão lindo, tão transparente?
terça-feira, 18 de agosto de 2009
como?
domingo, 16 de agosto de 2009
de ondas e futuro
Ontem querida, quando estivemos à beira mar, esperava dizer-lhe apenas que Vinicius estivera deitado na areia, isto há muito tempo, e que ele ainda se lembrava do que sentira. Mas quando abri o livro para ler para você o que ele rememorava, quando olhei para seus olhos e todo restante de seu corpo, eu me senti como se já estivesse relembrando algo que ainda não havia vivido. Aquelas ondas que ontem nos trouxeram tanto de tudo, aquelas das quais falávamos de serem diferentes, mas parte de um todo, sabe bem quais não e? Pois elas e você estavam comigo quando fui levado à frente , em uma viagem do tempo. E estive lá de onde olhei e vi que estava vivendo, ao lado de uma mulher, um momento que poderia já ser lindo em si mesmo (afinal amo você), mas, minha querida, eu percebi que aquilo que sentia não seria só meu. Eu iria compartilhar ali naquele instante (e eu ali no futuro saboreava o passado) uma das maiores emoções que um homem pode querer viver. A emoção de amar alguém na memória eternamente. Sim eternamente amarei você por ter me dado este momento de rememorar sem ainda ter estado lá. Ao lado da mulher que estava comigo à beira da praia, falando de ondas e poesias, eu vivi no futuro por instantes, e de lá eu vi um amor poético, uma paixão, um carinho por você, uma companhia de aventuras românticas. Amo você e seus momentos íntimos que você me dá em nossa intimidade. Vamos a praia hoje de novo?





















