segunda-feira, 31 de outubro de 2011

fundo


Saudade? Não falo. 
Não emito. Omito. 

Me conduzo arrastando as costas no muro e faço silencio. 
Como se não me ouvisse do outro lado. 
Baixo a cabeça e me arrasto na beira da cerca, 
para que, acaso me veja, pense que não tenho a enorme. 

A saudade tanta. 

E quando chega você, (me deixas calado da saudade, sinto)
não falo. 
Continuo mudo e me calas fundo, 
beijando-me a boca.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

relembre 4 de agosto de 2009


terça-feira, 4 de agosto de 2009

fortaleza

7 comenta aqui porra!
Não foi o corpo (apenas chamariz vestindo já o negro),
que primeiro minha visada observou na fortaleza.

Foram os olhos (miras de mirante futuro),
que me levaram ao mergulho do qual ainda não saí.
Fitei-os longamente e engoliram-me braços (entregues desarmados).

E o coração (como sendo a antiga sede da alma),
não se quis sozinho e acompanhando o pensar quedou-se (e aí está),
esperando um toque dos dedos seus.

Em seguida, vi o riso (que ainda hoje criança permanece),
dizendo-me:
- quero ser, quero ser.

E quando dentro (como se dentro carregasse o outro também),
vi seu corpo,
completo,
belo,
significante (coberto de descobrires).

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

pertinho




você que diz que não
eu penso que sim.
talvez você pense que não
mas eu digo que sim!

talvez você sonhe assim,
pertinho de mim.

pertinho de mim?
eu digo sim!


meia-noite

sinto não poder dizer agora, meia-noite.


no meio de tudo.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

esfera



espera. esfera.



espero o quero, espero.



esmera.                                               (espero)



espero que quero.





segunda-feira, 24 de outubro de 2011

vazia



a caixa vazia.
                                              razão,
teria?

a caixa teria!
                                              vazão,
vazia teria,
                                              a caixa.






não te vejo


como explicar o inexplicável?
como dizer te amo, estando tão longe.
sinto arcos e mais arcos me prendendo,
e me dizem:
sepultado! sepultado!

como crer depois de tanto tempo?

como não crer em tanta solidão?
quero crer, mas não te vejo.

onde olho o sol?

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

abismal

abismal é você
de onde me olho, do fundo.
para onde olho, se salto.
é o que vejo, se há outra margem.


sábado, 1 de outubro de 2011

corta fora


Mulher corta o marido fora.
Polícia ainda procura o corpo.

Rôshimi Sanguiçu, moradora de Hentai, vilarejo perto de Shangai, China, foi detida nesta manhã enquanto acalentava calmamente um enorme pênis, que descobriu-se mais tarde pertencer ao seu marido Diego San. Ela explicou que cortou o marido fora pois, segundo ela, queria se separar mas não da parte fálica do esposo. A polícia de Hentai ainda procura o dono da peça. A mulher foi levada para a casa de sua mãe juntamente com o enorme membro, escoltada por dezenas de outras mulheres da vila.


Rôshimi: "Não aguentava mais aquele homem neste pinto"