domingo, 31 de agosto de 2008

é sua.

Não posso deixar de anotar que vi seu olhar.
Não sei bem o que vi, mas vou tentar dizer.
Bela!
Seu seio no vão, não em vão, e sim pedaço de amor.
Seu cabelo, desfilo contigo em qualquer lugar.
É minha, é minha musa.
Minha lady, meu leite, doçura.
Brava mulher, sua vida é linda.
Apaixonado eu te diria que minha vida é sua, se seu eu já fosse.
Incesto ao certo ou incerto amor.
Carinho, tato e músculo.
Admiro sua verdade, sua coragem, seu silêncio e entrega.
À sua vitória, sou seu general, sargento, ajudante-de-ordem.
Quero você nos meus braços, no meu colo, na minha boca e na minha poesia.
Você é personagem, personalidade que ainda não conheço.
Não te perco para a razão.
Soletro seu nome na porta do céu.
Abra!
Ela, minha vida está aí!
É momento, mas é pesado, embalado e despachado.
Entregue em minha memória quando preciso ser feliz.

vou

se a espera é pena para escrever
sou papel sobre a mesa e espero seu peso.
se o silêncio é sua mente pedindo tempo
minha conquista será minuto a minuto.
se for tudo o que quer para o resto de sua vida
eu darei o passo seguinte.
se for apenas seu sonho, se for apenas minha imaginação
algo já está no ar.

você baila no ar

Você baila no ar
Leve.
Me leva de forma óbvia
Eu falo.
Sua voz é foz
Enche meu tempo.
Meu apelo após
E durante supre.
Imagem esbelta
Lisa e bela.
Fechas os olhos
O sol é seu.
Roupa verde
verte a rosa.
Para casa
Escola e decola.
Alonga o pesar
Por ser o poder
Dizendo não.

sábado, 30 de agosto de 2008

Seja gaia

Sorrir, sorrir e ir.
Leva-me e deixa a expressão completa.
Sorrir em sua insuficiência... se é finito o sorriso que se complete quando o frio chega
Seja-me suficiente, e me deixa repleto de ti
Não gosto da plenitude... tudo que é pleno se limita...
Mas no instante em que tenho, não tenho o limite em mim.




*autora anônima (ou como queira)

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Leve

Paciência do meu beijo no seu rosto
Concerto da sua voz
Seus olhos eternos
Seus braços insistentes
Suas pernas no balé
Seus cabelos seus
Sua pele leve.
Esperança do seu toque no meu braço.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

como salvar?

Lógico que eu não quero o fim da minha vida
também não a quero dividida entre terços e quintos
onde arranco o ouro,
onde no pedaço no asfalto
pratico o assalto
e me espalho no resto do dia.
Um carro arranca comigo e outro vai para outro
E eu dando adeus da janela com os olhos molhados
Onde eu lavo minha garganta
Onde canto no canto
E me escondo um tanto
Que me sobra no pouco tempo que tenho.
Help eu grito e nem o editor entende que paro pra me ouvir
Minha escolha encolheu minha vida
Tudo ficou importante e desinteressante
Cheira a ver com dois olhos e não aos pares
Impeça-me de parar, me peça para ir
Não toque meu lápis
Meus dedos
Meu ser, meu laptop te esconde.
O local não existe mais para voltar e eu não quero minha vida de volta
Aquela já acabou
Outra música que tocar será minha preferida
Outra hora
Outra espera
Outra eu quero
Eu quero outra vida.
Agora ou depois, tanto faz.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

me trouxe

A flor quem me trouxe?
Foram as águas que trouxeram.
A flor preferida quem levou?
Foram as primeiras águas quem levaram.
Em qual olhar mergulharia tão fundo, tão fundo?
Em seu mundo, em seu mundo.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

alvo

Se a palavra revelou o alvo
Se a alma suportou o erro
Se o perdão me aproximou de ser
Eu me rendo inteiro
Eu me detenho
Eu sou todo seu.
As estrêlas criadas
Os mares imensos
Todas as montanhas
Todo ser que aqui habita
Deveria saber
Meu desejo agora
Poder te conhecer e reconhecer.
Eu não sei o que sou
O que virei a ser
Qual será o sentido
E o que pretendo
Com tudo isto.
Dizer que ainda espero
Sonhar com o que eu quero
Com o que me deste
Naquele instante
Em que te conheci.
Você está em mim
Na ponta dos meus dedos
No fundo do meu coração
Em todos os sentidos
Você simplesmente é.
Mesmo sem te ver
Sem ouvir sua voz
Sem sentir o toque
Sua presença ocupa meu viver.
Seu poder de mudar meu mundo
E mudar minha sorte
Trazer a alegria
Torna-me mais forte
Para eu viver.
Sem você nada é completo
Por isto eu espero
Estar mais pleno
Com o seu amor.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Resistência

A minha insistência é parte do lamento do que criei
Minha tristeza é parte do que sonhei pra nós
E agora vem o tempo de chuva e ficarei mais em ti do que em mim
Eu sou de você a partir do momento que me lembro de pensar
Já nem sei o que falar pra te convencer que eu sou assim

Porquê jogar fora o que eu arranquei de mim?
Pois as coisas são assim, você diz
Mas falar me exercita a mente e eu não deixo para semente o que é seu.
Se morrer o que há em mim o que darei pra você?

Arritmia, seu carinho é sua voz.
Sossegado, sou eu pensando em nós.
Esperando, a solução a sós.
Eu procuro a saída ou a porta da entrada por onde eu vim.

Se eu não falasse, seria falsa a promessa que fiz
Manter fechada e murada minha casa.
Resistência, é você quem faz,
Poesia, fui eu quem fez.
A paixão só está em mim.

baixinho

Você está sozinha?
Você pode chorar baixinho?
Pode ir lá para fora?
Eu não.
Podemos agora chorar juntinhos,
Podemos sentir o principio do frio,
pensar que nada acaba.
Antes de querermos,
de podermos.
Ser.
Um tanto que nos baste,
por um momento,
por nós apenas.

Peça

Cópia da cópia que está,
simulacro será teu nome para mim,
produzindo a ilusão de amor.
Tu, imagem,
oposta a realidade me enlaça.

Ultrapasso meu senso,
desfaço meus próprios teores,
em determinado momento.
Tua, é minha,
aponho-a em tua mente.

Entendo a posse da razão,
que está em ti, não em mim,
a necessidade sim.
Tu és,
agora és,
sempre serás a incógnita.

sábado, 16 de agosto de 2008

instantes

não escrevo mais como antes. antes eu a achava atrás das letras. por sobre as palavras eu a deitava./ não consigo fechar os olhos mais. não lembro de sua voz. não sinto seu cheiro./a busca acabou comigo. não sei quando termina. você não está na próxima curva./não pareço com algo semelhante. não sou da forma desenhada em sua mente. seu olhar não me fixa./instantes. palavras. audição apenas.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

alternativa

Poderia apenas pensar,

Sem tocar em ti.

Poderá viajar sem mim,

Sem abraço no frio.

Assim eu sofrerei por não ter nada.

Neste mundo eu encontrei você

E você parece que está aqui

Você parece que está ali.

Eu não te conheço pra te falar que te admiro

Mas que alternativa eu tenho?

Não sei, não sei.

Prefiro a mentira,

Se me disser que não quer minha companhia.

Sua boca eu espero, sua boca macia

Na minha.

Que sonhos eu tenho com você.

Poderia pensar apenas em ter você,

Apenas em mim.

Que alternativa eu tenho?

palma

Queria abrir minha mão e ver você

Como vi hoje.

Ou decorar sua voz baixa

Quase um sopro, um me socorre.

É assim que te vejo às vezes

Uma flor, uma delicadeza.

Você me empolga, me desacelera

Me toma quase todo os motivos.

Sabe que hoje te beijei?

Com os olhos te dei um pequeno beijo.

É assim que eu tenho você

Se você me tem.

 

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Uma mensagem imperial - Kafka


O imperador – assim dizem – enviou a ti, súdito solitário e lastimável, sombra ínfima ante o sol imperial, refugiada na mais remota distância, justamente a ti o imperador enviou, do leito de morte, uma mensagem.

Fez ajoelhar-se o mensageiro ao pé da cama e sussurrou-lhe a mensagem no ouvido; tão importante lhe parecia, que mandou repeti-la em seu próprio ouvido. Assentindo com a cabeça, confirmou a exatidão das palavras.

E, diante da turba reunida para assistir à sua morte – haviam derrubado todas as paredes impeditivas, e na escadaria em curva ampla e elevada, dispostos em círculo, estavam os grandes do império –, diante de todos, despachou o mensageiro. De pronto, este se pôs em marcha, homem vigoroso, incansável.

Estendendo ora um braço, ora outro, abre passagem em meio à multidão; quando encontra obstáculo, aponta no peito a insígnia do sol; avança facilmente, como ninguém. Mas a multidão é enorme; suas moradas não têm fim.

Fosse livre o terreno, como voaria, breve ouvirias na porta o golpe magnífico de seu punho. Mas, ao contrário, esforça-se inutilmente; comprime-se nos aposentos do palácio central; jamais conseguirá atravessá-los; e se conseguisse, de nada valeria; precisaria empenhar-se em descer as escadas; e se as vencesse, de nada valeria; teria que percorrer os pátios; e depois dos pátios, o segundo palácio circundante; e novamente escadas e pátios; e mais outro palácio; e assim por milênios; e quando finalmente escapasse pelo último portão – mas isto nunca, nunca poderia acontecer – chegaria apenas à capital, o centro do mundo, onde se acumula a prodigiosa escória.

Ninguém consegue passar por aí, muito menos com a mensagem de um morto.
Mas, sentado à janela, tu a imaginas, enquanto a noite cai.

domingo, 10 de agosto de 2008

Você diz agora

Não sei o que despertou você gostar de mim,

não podemos ter futuro.

Eu sei o seu passado e seu presente.

Portanto não peça que eu vire meu mundo

ou que perca a cabeça.

O retorno e logo ali, volte e me esqueça.

Você sabe bem o que falar o que tem dentro,

mas em mim não há nada acontecendo.

Por favor me entenda,

é assim meu momento.

As palavras falam a sua verdade mas mentem sobre o que virá.

Sei que parto seu coração quando não falo,

por isto te ligo na terça,

mas ouça o que te falo agora.

O retorno e logo ali,

volte e me esqueça.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

início e fim

Transformo pedido em  acontecimento de fato, pois meu lado prático diz que não posso evitar o que me mandas. Esforço-me em tratar o não feito como sonho. É melhor para meu descanso, quando desço as pálpebras e não me chegam seus pertences. O que é seu continuará em algum lugar sendo seu, sabendo ou não, embalando ou não. Estranho não descobrir o que me tranca dentro de você e o que me deixa de fora da  minha vida. Estar na rua, com o sol que passa a ser seu, a ter uma cor que é sua, um calor que me lembrarei quando precisar de saudade, de ondas de delícia, de sabores inesquecíveis. Como não caber, como não sofrer o que me deu o gozo de ser seu, sendo tudo apenas meu. Concordo apenas durante o tempo que desço mais fundo. Agarrar algo para quê? Tudo que me toca o coração está no percurso, no caminho, na parada. Por onde eu vou. Acompanha-me a sorte de ouvir sua voz, seu sorriso, o cabelo que se incomoda com a moda da cor. Não me mudo, não me movo, não pisco o olho sem antes ver se perco o foco. Meu ângulo ou ponto de vista não é único, mas não desvio olhar de quem me inspira. Respiro, pausado, entrecortado. Espasmos de lucidez, loucura permanente querendo descanso, recreio. Tolero o tempo apenas quando não é você na memória. Nas suas horas ele não existe. Apenas vejo o fim do tempo e sei que nada aconteceu da sua parte. Como prometeu. Quero jogar no campo, nos campos, nas árvores, entre as folhas e folhagens tudo o que foi desperto, tudo que me faz duvidar, tudo que me faz entristecer. Devo? Onde estão as palavras desta peça, monologo, que choro por não ouvir? Amanhã está tão longe para mim que não sei se quero que exista. Que sabedoria é esta que não fala, não compreende, não repreende, não suspende. Apenas suspeita a espreita que há em todo o dia. Transforma seu silêncio em pedra sobre pedra, algo que não se sufoca, não comporta, não se comporta. Inaudível não. Inteligência estratégica, revolucionária. É assim que deve ser? Onde está esta receita, virão também as respostas de todos os porquês?

doação

Pensamentos confusos e contraditórios.
Escolher não dói, diz, o depois é que vem em cima./
Qual a força maior?
O agora sem saber é menor que o depois sem?/
Não escolhi quem podia ver o que vejo e não escolhi você para dar agora o que sinto./
Dar para quem está no pensamento ou para a presente?
Apenas dar, doação, pedaço, sentido da vida e por ela./
Admira-me pela divisão em par./
Sou assim justo comigo.

em você

já fui sim/
assim fui a fundo
e justo/
agora retorno.
até escuto sons
que não vem/
que não são.
Procuro fora/
tudo agora/
que está em você.

grato

Eu já seria grato se a tivesse na escada, no altar, no escorregador.

Mas tê-la tão gata!

Ah meu Deus isto seria a maior graça!

inteira como poesia

A poesia sozinha não é capaz de conquistas.

As palavras sozinhas muito menos.

O que conquista é entrar,

é se sentir imensa,

se sentir suspensa,

se sentir intensa,

se sentir inteira.







Se sentes algo ao ler,

e que algo preencheu,

ou andou junto com o pensamento,

ou com a ausencia.

Se causa um suspiro,

se surpreende,

surpreso espero.

um, dois

Os olhares enganaram. Do outro lado os olhos não viram o que não queriam ver. Foram se encontrar e não disseram. Não podiam se ter.





Tudo é falta. Tudo é desassossego, esta palavra que sopra. O coração não olha nem mede conseqüência, por isto tromba, tropeça e se engana. Sabedoria vem de saber, esperar e pesar. O coração? Só pesar.

brancos

Um dia ela chegou e me viu. Ou eu a vi primeiro, não sei. Nos tocamos ao sermos apresentados e logo em seguida eu já a observava. De forma contínua. E eu não parei mais. Boca e o sorriso nela eram algo que chamavam a atenção. Era como se fosse uma banda tocando. Impossível não olhar para seus lábios quando ela falava. E o som que saia dali, imagino como lembrar para sempre...Suas mãos e gestos davam voltas no espaço. Seus braços davam a harmonia. Desenhos apareciam. Acho que seus eram brancos...

terminal 1

Estou terminal. A data para o desgosto já existe. Mas ainda tenho tempo para lhe descrever o pensamento. O todo sentido, imaginado e sonhado. Qual a sua verdade?

guarda

Vi duas irmãs andando em círculos e me lembrei que existe uma parte sua que não é minha. Vi o sorriso que deu e nem te conto que seus pontos comigo dobraram de valor. Pergunto a Deus se meu passo em sua direção deve ser contado e nem paro para ouvir a resposta. Tenho conhecimento e conheco a palavra que virá. Já pedi, sem muita convicção, que me guarde de tudo o que minha alma pede. Subi um dia pra parte mais alta e vi você lá e me senti tão bem que quase nem desço mais. Chamei seu nome três vezes, chamei pra te mostrar o que me comove o coração. É rápido o que nos marca. Vem ligeiro, carimba a memória e nos liberta o sentido.

perco

Tenho onde guardar seus mistérios e confortá-los junto aos meus sonhos.

Busco sinais que me digam que sim, que não.

Apareço, vivo, e nem sei onde me ponho.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

admirar-te

Duradoura espera por salvação, por amor, por atenção.
Praia de chegada, alicerce robusto, árvore centenária.
Admirável reação, incólume sorriso marcado, descanso e riacho.

tocar-te

Ver o intocável foi insuportável.
Tocar o inconseqüente me parece espera.
Esperar somente por mim é somente dor.
Duvidar do que acredito é acreditar na cura

duas vezes

Certas coisas são somente nossas, tão nossas.
Não divido com ninguém se encontro algo, quando caminho sozinho.
Em meus recreios da vida, vejo lua, menina, músculos de suas pernas.
Se esbarro, se encosto de leve em uma de suas mãos a vida acaba.
Bem que poderia, pois me bastaria.
Sei que a música vai acabar, a água parecerá seca, todos se dispersaram.
Ficarei sentindo que não acabou, tenho meu sustento, alento, regato e descanso.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

voz

ouvi uma voz, uma vez.

de novo eu ouvi esta voz.

esta vez.

e senti.

como antes.

árvore, balanço, castelo, mar, comida, tempero, alegria, momento...

...suspiro.

você.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

não é perfeito

Isto não é perfeito para mim.

Peço apenas que me deixe sorrir.

Chega de deixar eu sair na noite.

Eu estou a sua procura

Pare de me deixar ir.

Isto não é bom para mim.

Eu penso que chorar é meu jeito.

Mas isto não é perfeição para mim.

Se você tem um motivo

Fale para mim.

Mexa-se agora ou ficaremos parados

Sem sermos perfeitos

Isto não é perfeito pra mim.

eu

minha vida é cara demais para mim. minhas conquistas não são minhas, são do mundo que vivi. faço questão de marcar as pessoas, assim como fui marcado por várias. amo, quando amo. se você acha interessante me observar, não imagina o quanto gosto de observar você. não tenho amigos no momento, tenho interessados em me curtir. eu sou assim. ou não. depende de você.

ouve-me

você.

ouve-me.

povoa-me o pensamento, mas não domina, não conquista.

estou entregue, sem munição, sem governo.

deitado entre corpos mortos e sem voz, sem túmulo, sem oração.

minha bandeira eu guardei para que, conquistado, eu a entregue, sem remendo, com suas cores e uma lua no canto superior esquerdo.

sábado, 2 de agosto de 2008

Memoria

E quando chegar a noite

e ainda faltarem varias horas

para o outro dia?

Quando saio para me encher de memoria.

O que farei se tiver que buscar em mim

as respostas, a resposta, quais respostas?

Pra que respostas se a alma já entorna?

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Duas

a poesia me entorta o corpo, me dobrando os braços até eu confessar: eu quero! vou colocar fogo no seu corpo. vou molhar seu sofá. vou espantar as proximidades. ter a nudez esfregando seu corpo. e se sobrar um tempo, lá no finalzinho, quero te amar. mas só um pouquinho.




outra
as mulheres de duas mãos. elas se desdobram em atenção. olham tudo, mexem rápido com seus indicadores decidindo, apontando e escolhendo. quem aquecer, quem esquecer, quem soletrar...