terça-feira, 24 de junho de 2008

Ai! Tô vivo!

Tinhas razão minha flor, quando me disseste que ainda a veria sem a coberta da paixão.
Te confesso, não creditei a você a experiência em ver através do véu que está sob seus olhos.
Pintei hoje as casinhas pra que você escolhesse a que mais gostasse.
Imaginando-te deitada ali e ouvindo as músicas que compus pra ti.
Te afirmo com todas as letras: todas as palavras vieram por sua causa.
Ter em outra é possível, eu sei, mas em ti a emoção abalou meu ser minha flor.
Silêncio na distância é o muro que escolheste para não me deixar passar,
mas o que faço se quanto mais eu me calo, mais me dá vontade de ter.
Tens razão ainda se me falas de que elas virão comigo, as damas da noite.
Mas se elas não me atraem com seu perfume, o que eu faço se teu cheiro é que me inspira?
Andar por aí procurando seu sinal, seu rastro, uma imagem sua antiga que seja, parece um jogo cansativo para quem já não tão bem caminha.
Não é a idade, meu bem, é a certeza que você tem razão de novo quando me dizes que me engano e me gasto à-toa.
Saiba, minha flor, que o coração que tú alquebra, é o mesmo que te escreve.
E que se ficarem escritas estas palavras, jamais entenderá se tens toda razão de não me dizer sim.

Nenhum comentário: