domingo, 5 de outubro de 2008

Branca 1

Altiva, viva, espinha dorsal da minha vida.
Tu és flor branca de nuvem no céu que meus olhos nela vão e vem.
Meus dois braços são de teus olhos e juntam minhas palmas e me chamam de mergulhador.
As pontas onde terminam teus cabelos,
são ventiladas pelo vento de onde cheiro meu suspiro.
Tuas mãos e pés, extremidades extremas,
pontos de chegada do tato e partida da vontade de voltar.
E tua boca treme meu corpo de desejo de ser teu meu beijo.
Sua memória é eternizada em minhas,
que são suas na verdade, estas palavras que estão onde imagino e sonho que estás.
Em mim,
tu és tudo,
de tudo em mim.

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