segunda-feira, 17 de novembro de 2008

nada 2

Ainda que haja tempo para incompreensível misericórdia,
Que seja perfeita a fórmula dos pares,
Mesmo que a paixão espalhe as folhas escritas,
Não teria, eu, o dia.

Apesar da certeza que impede o errar,
Mesmo que não seja exato escolher,
Que seja o claro sobre a escuridão,
E impossível viver o amar.

Agora não espero mais cartas,
Escrever pede notícias de ontem,
Olho para dentro do rosto,
Hoje não terei o hoje.

Os contornos serão disformes aos olhar,
O céu pesará sobre a cabeça,
As falas serão igualadas,
Sem a incerteza, viverei?

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