segunda-feira, 27 de junho de 2011

quatriste

tenho agora tantas dúvidas de mim mesmo que já não me animo.
pergunta-me.
pois se a resposta é vaga, a vaga vem e quebra a resistência.
se a resposta é triste e sem esperança, é um vão a busca.
e vão-se em volta os que não me escutam dizer; "vão embora!", "vão-se daqui de perto!".
e soslaio o olhar para ver se aquele alguém não me ouviu, pensando ser com ela.
tenho sorte de ser tão tímido, tão curta minha vista e tão distante meu horizonte, vertical curto.
jaz feita a sorte. rarefeito por defeito de criagem.
vão-se os dedos entre os dedos. sei que dedos são. sei!
mas e as mãos? de quem são?
me explico, quando mostro por dentro, por dentro, por dentro...
não entendo. me sou só.

Um comentário:

O Impenetrável disse...

simplesmente maravilhado com os seus textos. tudo aqui é muito inspirador, já sigo o seu blog e quero voltar mais vezes.

parabéns e abraço!