domingo, 7 de março de 2010

Falta

Não. Não é saudade.
É falta.
É necessidade básica.
De ter ao lado, de esticar a mão.
De deitar no colo. De sentir que tudo vai bem.
Ou que ficará logo, logo.
É uma raiva contida pela possibilidade e pela impossibilidade.
De ser um dia possível e de ser hoje impossível.
É a incompreendida alegria distante de mim.
É parado e quieto com palavras para dizer.
É estar só, e no entanto, ter tão presente que a ausência preenche, toma tudo, revela-se dona.
É precisar o querer. É querer não precisar.
É precisa a falta. Falta.
E só.

4 comentários:

Diana Valentina disse...

agora morri.
com a falta.
e com a saudade,
tudo junto e misturado.
tem cura?

AFRICA EM POESIA disse...

deixo
para ti...


NÃO ME IMPORTO



Não me importo...
Que pensem o que quiserem...

Não me importo...
Que imaginem o imaginário...

Não me importo...
Que digam o que não é...

Não me importo...
Que inventem o que apetecer...

Não me importo...
Que falem, só para não estarem calados...

Não me importo...
Que acordem e pensem que dormi...

Não me importo nada...
Mas importo-me...
Em ser eu...
Em estar presente...
Em ter os olhos abertos...
Em estar atenta...

Em ver o que o mundo precisa...
De gente que saiba sorrir...

E assim, muito a sério...
Eu importo-me, mesmo!...

LILI LARANJO

Nina Almeida disse...

talvez nunca existirá um completar ..
talvez nunca venha um consolo ou os beijos sonhados ..
mas ainda assim dói não completar-se por si mesmo !
afinal de contas, por que é que somos individuais??
Amigo IIlógico,obrigada por partilhar isto !!!
abraço !!!!!

Carola Guimarães disse...

Uau!