sexta-feira, 5 de novembro de 2010
conhecer
conhecer amar, por conhecer....
amar conhecer...
por te amar,
conhecer amar.
sábado, 14 de agosto de 2010
terça-feira, 16 de março de 2010
quando?
quando a SUA voz dorme, meu grito INTERNO acorda.
domingo, 27 de dezembro de 2009
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
se
tudo
se tudo fosse...se...
se...tudo fosse se
se tudo...fosse...se
se tudo fosse...se
se tudo...fosse se
se tudo fosse se
se
fosse
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
fronte
defronte do que você vê,
coloco-me dentro de onde está.
debruço-me nas coisas que você observa,
olho para o que você quer ter.
deito-me esperando a volta,
sua volta,
de suas ganhas lutas,
suas justas.
sorrio sabendo que à sua espera,
estou eu.
durmo tranqüilo meu amor, seus sonhos sãos,
meus são.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
vão
Suas palavras fazem o traço para o passar.
Meus medos vão e tocam o outro lado.
Terra sua.
Você é de um pedaço aqui, dentro de mim.
Sou seu deitado em ti.
Homem agora enfim em si.
Sua causa, eu vou.
Uma única palavra (vão) me trouxe a ponte de onde te vi.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
feliz em te ver feliz
quanto mais
Quanto mais próximo do impossível, mais invade-me o desejo de ser tudo.
Assim tenho inteiro, o sentido das coisas que me fazem ser completo,
a esperança de viver totalmente daquilo que me sempre moveu.
É esta paixão,
esta coisa absoluta, absurdamente viva, que quando permitida,
vorazmente nos engole.
E em troca de ser alimentada,
suspende no ar os que vivem poucos anos.
Mas tanto vivem,
que os anos não existem.
Quero-a, desejo-a, amo-a,
e ser tanto assim,
por tão pouco tempo e há tão curto tempo,
que minhas vontades, minhas vidas, junto-as e entrego, me dou para conhecer as suas.
Acompanho-a,
minha,
por estar em tão grande vontade de viver e de ser este ser que cria, pensa, vive e observa.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
fortaleza
que primeiro minha visada observou na fortaleza.
Foram os olhos (miras de mirante futuro),
que me levaram ao mergulho do qual ainda não saí.
Fitei-os longamente e engoliram-me braços (entregues desarmados).
E o coração (como sendo a antiga sede da alma),
não se quis sozinho e acompanhando o pensar quedou-se (e aí está),
esperando um toque dos dedos seus.
Em seguida, vi o riso (que ainda hoje criança permanece),
dizendo-me:
- quero ser, quero ser.
E quando dentro (como se dentro carregasse o outro também),
vi seu corpo,
completo,
belo,
significante (coberto de descobrires).
domingo, 19 de julho de 2009
envolto
Muitas vezes, água.
E, estes,
esvaem,
deságuam
e desandam sem parar.
E tomam os caminhos abertos,
que em curvas parecem que não vão.
Mas nunca ficam parados,
transbordariam no seu incessante.
E nas bordas,
sangue e aguaceiro,
convertem palavras em amor.
Em amor de rio cheio,
vida, verbo de ser.
Ver desde a margem é paixão fulminante.
É chamada para mergulhar.
E levando consigo, para sempre,
o que já não é meu,
congela o sorriso na felicidade.
terça-feira, 30 de junho de 2009
suspende
para bastar,
os instantes colocados (o meu sobre o seu).
venha o corpo,
venha a voz,
vejo os olhos (partidos, enviados. aos pedaços compartilhados).
sei do caber,
do espaço que ainda há (mas, do outro lado cabendo, conterá?).
lembro vagamente, (memória tenta o futuro),
da viagem na serra onde ouvi a voz da infância (o passado nos contenta).
falo vago,
viajo ao som do que completa minha fala,
me suspende... (suspiro)
domingo, 14 de junho de 2009
terra
Corpo.
Que me fizera a chuva caudalosa?
Braços.
Quanto aos sons contínuos,
Ouvir.
O que daria ser, você, raiz da planta.?
Abraços.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
tentando
terça-feira, 21 de abril de 2009
nem eu
é muito barulho, vozes iguais, roucas, agudas, enlouquecidas palavras.
ritmo igual para todos os saídos de universidades, internatos rurais, escolas dominicais.
onde dividir a escolha, o caminho, as pessoas, diferenciar o que é meu ou do outro.
oração, reza, zen, medito, penso, filosofo.
filósofos, pastores, padres, mestres, quem são os indicadores perguntam todos.
onde? qual o caminho seguir? qual sacrifício? nenhum? por quem?
a face dos irmãos são parecidas demais. tornam-se mais comuns que os outros.
esta pele nórdica, estes olhos, céus!
este texto perdido, lembrando-me, por onde fui?
sábado, 18 de abril de 2009
beija espelho
da primeira vez que me vejo,
quando me olho no espelho e encaro o que está em minha alma.
é tudo tão novo, apesar de existirem, algumas coisas há tempos,
é tudo tão interessante, que amenizo o susto e às vezes até o medo do que encontro, com a curiosidade de ser igual a todos, um pouco em mim.
(este texto é um comentário feito em um post do blog http://codinomebeija-flor-esfinge.blogspot.com/)
terça-feira, 31 de março de 2009
os tais
onde estarão os seres amenos?
os que queremos ao lado.
estarão em algum lugar especial para eles?
talvez estejam dentro do vidro de figos que Tia Corália fez.
ou devem se encontrar,
e, se sentando em cadeiras de madeira, falam de mim.
e de você.
riem-se, como meninos e meninas levadas,
e se escondendo de nós, plantam seus sorrisos belos,
suas palavras queridas, suas faces tão belas, em terras cultivadas por nós.
talvez estejam na lombada seguinte da estrada.
conheces?
nos olham distante, não vemos se nos vêmm.
quando se deitam, olhamos seus corpos verticais,
colocando seus cabelos por trás da orelha.
são meros os meus.
são manada, estas crianças,
tranquilos são, os que comem,
os que escolhem os sais, os tais, os quais.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
fala, mas...
Não devo, mas temo o que vai agora na cabeça sua;
se for dor, se é amor, se solidão ou não faz muita diferença.
Peço, eu penso licença só um instante para ouvir falar do que espero.
Fala comigo nem que seja para não explicar nada, para dizer coisa nenhuma do quero.
Pedi, eu lembro de pedir, me liberta, decidi estar e não estou.
Preso de mim mesmo, do desamor, da luta que se labuta, da fuga do óbvio lacerante, da vagareza de ser, de vez em quando.
Penso, faria algo por você, mas não fiz por ela quando passou por mim,
e eu nem lembro o nome, nem quando.
Somos assim iguais em cada lado da vida, momento, razão, perdição e achados
sou metade do era agora a pouco.
A outra parte, nem sei qual, se é de mim que se foi e ficou você, ou se você se foi e ficou a outra parte de você.
Acredite-me, me passe seu cartão do crédito, me entenda, a pessoa eu.
Sou uma pegada, um risco na parede de sua sala, no alto, na borda de sua cama,
na palma da mão, na sombra do seu passo.
E tudo isso é você em mim também
Se me entende, acredita no pedido de socorro, poço, água profunda, dor de dente, choro de criança.
Mas se me tocar no alto de minha cabeça, de leve, sei que a terei mais ainda, no processo que se chama eu precisarei de você.
Mas se continua a contínua resistência, na sua juventude tão certa, a decisão certa, ofertada, acertada no degrau mais alto, se ela for continuada, me fala.
Voz suave, choro meu, choro meu, choro meu, colo, dor novamente.
Dá-me cura, forte, resistência, parecida, incerteza.
Se fores, contínua, continua.
Mas me fala!
delícia de texto
http://perdendo-o-medo.blogspot.com/2011/07/dueto-virtual-de-um-romance-astral.html
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