- EU
- AMO
- VOCÊ
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
sábado, 4 de dezembro de 2010
não quero mais
não quero mais nada.
nada!
entendeu?
não publico mais nada.
acabou.
não existe mais ânimo,
não tenho mais tinta.
cortaram meu saco fora.
mas meu pau tá aqui.
mas pra quê?
você "num" está aqui...
nada!
entendeu?
não publico mais nada.
acabou.
não existe mais ânimo,
não tenho mais tinta.
cortaram meu saco fora.
mas meu pau tá aqui.
mas pra quê?
você "num" está aqui...
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
brinco
....me sinto dependurado em sua orelha....
balanço pra lá.....pra cá...
escuto o que escutas...toco de leve sua face...
seus pelinhos...
mas a hora mais feliz é quando vais ao espelho...
é quando eu vejo você olhando pra mim...
balanço pra lá.....pra cá...
escuto o que escutas...toco de leve sua face...
seus pelinhos...
mas a hora mais feliz é quando vais ao espelho...
é quando eu vejo você olhando pra mim...
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
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desde setembro de 2008....legal!
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desde setembro de 2008....legal!
(Uuuu...)
Você é tão acostumada
A sempre ter razão
(Huuum...)
Você é tão articulada
Quando fala não pede atenção
O poder de dominar é tentador
Eu já não sinto nada
Sou todo torpor
É tão certo quanto calor do fogo
É tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
E participo do seu jogo, participo
Não consigo dizer se é bom ou mal
Assim como o ar me parece vital
Onde quer que eu vá o que quer que eu faça
Sem você não tem graça
(Uuu...)
Você sempre surpreende
E eu tento entender
(Huum...)
Você nunca se arrepende
Você gosta e sente até prazer
Mas se você me perguntar
Eu digo sim, eu continuo
Porque a chuva não cai
Só sobre mim
Vejo os outros,
Todos estão tentando
e é tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
E participo do seu jogo, participo
Não consigo dizer se é bom ou mal
Assim como o ar me parece vital
Onde quer que eu vá e o que quer que eu faça
Sem você não tem graça
É tão certo quanto calor do fogo
É tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
Eu participo do seu jogo
É tão certo quanto calor do fogo
É tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
Eu participo do seu jogo, do seu jogo.
Você é tão acostumada
A sempre ter razão
(Huuum...)
Você é tão articulada
Quando fala não pede atenção
O poder de dominar é tentador
Eu já não sinto nada
Sou todo torpor
É tão certo quanto calor do fogo
É tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
E participo do seu jogo, participo
Não consigo dizer se é bom ou mal
Assim como o ar me parece vital
Onde quer que eu vá o que quer que eu faça
Sem você não tem graça
(Uuu...)
Você sempre surpreende
E eu tento entender
(Huum...)
Você nunca se arrepende
Você gosta e sente até prazer
Mas se você me perguntar
Eu digo sim, eu continuo
Porque a chuva não cai
Só sobre mim
Vejo os outros,
Todos estão tentando
e é tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
E participo do seu jogo, participo
Não consigo dizer se é bom ou mal
Assim como o ar me parece vital
Onde quer que eu vá e o que quer que eu faça
Sem você não tem graça
É tão certo quanto calor do fogo
É tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
Eu participo do seu jogo
É tão certo quanto calor do fogo
É tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
Eu participo do seu jogo, do seu jogo.
Meu caminho é cada manhã
Não procure saber onde estou
Meu destino não é de ninguém
E eu não deixo os meus passos no chão
Se você não entende não vê
Se não me vê não entende
Não procure saber onde estou
Se o meu jeito te surpreende
Se o meu corpo virasse sol
Se a minha mente virasse sol
Mas só chove, chove
Chove, chove
Se um dia eu pudesse ver
Meu passado inteiro
E fizesse parar de chover
Nos primeiros erros
Meu corpo viraria sol
Minha mente viraria sol
Mas só chove, chove
Chove, chove
Meu corpo viraria sol
Minha mente viraria
Mas só chove, chove
Chove, chove
Meu corpo viraria sol
Minha mente viraria sol
Mas só chove, chove
Chove, chove
Não procure saber onde estou
Meu destino não é de ninguém
E eu não deixo os meus passos no chão
Se você não entende não vê
Se não me vê não entende
Não procure saber onde estou
Se o meu jeito te surpreende
Se o meu corpo virasse sol
Se a minha mente virasse sol
Mas só chove, chove
Chove, chove
Se um dia eu pudesse ver
Meu passado inteiro
E fizesse parar de chover
Nos primeiros erros
Meu corpo viraria sol
Minha mente viraria sol
Mas só chove, chove
Chove, chove
Meu corpo viraria sol
Minha mente viraria
Mas só chove, chove
Chove, chove
Meu corpo viraria sol
Minha mente viraria sol
Mas só chove, chove
Chove, chove
domingo, 28 de novembro de 2010
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
conhecer
quero conhecer e amar por conhecer.....
conhecer amar, por conhecer....
amar conhecer...
por te amar,
conhecer amar.
conhecer amar, por conhecer....
amar conhecer...
por te amar,
conhecer amar.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
antes
não tenho medo,
meu medo se transforma em coragem.
ao me dizer com medo,
tenho seus braços,
e meu medo já não é medo,
é coragem de ser eu.
minha coragem chega antes que meu medo,
quando olho e vejo seu desejo,
de sem medo,
ser tão minha.
meu medo se transforma em coragem.
ao me dizer com medo,
tenho seus braços,
e meu medo já não é medo,
é coragem de ser eu.
minha coragem chega antes que meu medo,
quando olho e vejo seu desejo,
de sem medo,
ser tão minha.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
amor
nada mais tranquilizador
do que esperar;
o amor chegar,
seu amor falar,
acalmar,
fazer sonhar,
dormir com ele,
acarinhar seu amor,
sorrir...
do que esperar;
o amor chegar,
seu amor falar,
acalmar,
fazer sonhar,
dormir com ele,
acarinhar seu amor,
sorrir...
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
terça-feira, 14 de setembro de 2010
meça
dobras por sobre a carne.
desdobro, debruço, como.
peso e peço,
- "meça!'.
- "um palmo"
em sua boca, meu beijo.
em meu queixo, embaixo dele,
o ano inteiro.
desdobro, debruço, como.
peso e peço,
- "meça!'.
- "um palmo"
em sua boca, meu beijo.
em meu queixo, embaixo dele,
o ano inteiro.
domingo, 5 de setembro de 2010
poemito pra mexer no blog
- que tanto?
- um tanto. que este tanto, é tanto, que é portanto, o tanto!- mas que tanto?
- o tanto que me couber.
- e o espaço é grande?
- como o tanto de amor que couber em nós.
sábado, 14 de agosto de 2010
quinta-feira, 29 de julho de 2010
sábado, 3 de julho de 2010
as feridas
as feridas às vezes gritam;
- alma! alma!
e minha alma escuta, e pergunta;
- quem és?
- a ferida, a ferida, a ferida!
e espantada minha alma argui;
- quais?
- as do amor, somos.
- mas não tenho tais feridas... (reluta minha alma!)
- alma! as feridas! as feridas!
- quais? (vence minha alma!)
- alma! alma!
e minha alma escuta, e pergunta;
- quem és?
- a ferida, a ferida, a ferida!
e espantada minha alma argui;
- quais?
- as do amor, somos.
- mas não tenho tais feridas... (reluta minha alma!)
- alma! as feridas! as feridas!
- quais? (vence minha alma!)
quarta-feira, 30 de junho de 2010
escrevo...
temo escrever e perder nele, o tom.
de dizer...
que acordei e vi o que sonhei,
que sinto os pelos na ponta da língua,
que sinto os nós dos dedos nos meus,
que sinto o peso da cabeça no meu braço,
que noto o olhar enquanto olho em frente,
que sinto o mindinho esfregando em meu colo,
que vejo cenas nas palavras,
que vejo os seus sendo meus,
que vejo os meus sendo seus...
de dizer...
que acordei e vi o que sonhei,
que sinto os pelos na ponta da língua,
que sinto os nós dos dedos nos meus,
que sinto o peso da cabeça no meu braço,
que noto o olhar enquanto olho em frente,
que sinto o mindinho esfregando em meu colo,
que vejo cenas nas palavras,
que vejo os seus sendo meus,
que vejo os meus sendo seus...
segunda-feira, 14 de junho de 2010
quarta-feira, 9 de junho de 2010
contarei
contarei,
contarei dos dias que faltam...
contarei em dias de claridade,
contarei em noites de conchas.
contarei ao meu amor,
contarei do meu amor....
contarei dos dias que faltam...
contarei em dias de claridade,
contarei em noites de conchas.
contarei ao meu amor,
contarei do meu amor....
quinta-feira, 3 de junho de 2010
quero...
não quero angustia.
quero expectativa, quero possibilidades, quero pequenos enganos, grandes surpresas, belas descobertas...
por isto fujo quando encontro a realidade pasmaceira, crueza sem saída.
quero o olhar desconfiado, o cabelo desarrumado, a roupa rasgada, suspiros escutados.
calo-me diante da boca.
quero expectativa, quero possibilidades, quero pequenos enganos, grandes surpresas, belas descobertas...
por isto fujo quando encontro a realidade pasmaceira, crueza sem saída.
quero o olhar desconfiado, o cabelo desarrumado, a roupa rasgada, suspiros escutados.
calo-me diante da boca.
seu nome eu digo, aos poucos...
quarta-feira, 19 de maio de 2010
domingo, 16 de maio de 2010
mulher - reveja setembro de 2009
Não me faça um favor.
Não me crie em sua mente.
Não me tenha. Apenas me observe fazer.
Ou ser.
Veja quantas há em mim. Não sou sua.
Sou minha e todas.
Não sei quem sou, sou alguma, sou a louca, a menina, a moça.
Sou uma mulher.
Gênero.
Única. Pessoal.
Sou a bela.
Queira-me em lembrança, em distância, em suas melhores e maiores vontades.
Meu corpo pode estar em suas duas mãos, abrindo-se e recebendo.
Minha pele te sente, minha boca tem a saliva que beberá da sua.
Queira-me pela noite inteira. Toda.
Sua.
E de manhã me deixe em meus olhares.
Em minhas considerações e sonhos.
Sou uma mulher florescente
Não me crie em sua mente.
Não me tenha. Apenas me observe fazer.
Ou ser.
Veja quantas há em mim. Não sou sua.
Sou minha e todas.
Não sei quem sou, sou alguma, sou a louca, a menina, a moça.
Sou uma mulher.
Gênero.
Única. Pessoal.
Sou a bela.
Queira-me em lembrança, em distância, em suas melhores e maiores vontades.
Meu corpo pode estar em suas duas mãos, abrindo-se e recebendo.
Minha pele te sente, minha boca tem a saliva que beberá da sua.
Queira-me pela noite inteira. Toda.
Sua.
E de manhã me deixe em meus olhares.
Em minhas considerações e sonhos.
Sou uma mulher florescente
quinta-feira, 6 de maio de 2010
rubra
Rubra.
abre véus,
nuvens vermelhas,
despejas chuva,
doce,
caldalosa...
Acolhida,
língua.
Sorvida,
líquida,
pura.
Única e jamais igual, em minha garganta.
abre véus,
nuvens vermelhas,
despejas chuva,
doce,
caldalosa...
Acolhida,
língua.
Sorvida,
líquida,
pura.
Única e jamais igual, em minha garganta.
sábado, 1 de maio de 2010
segunda-feira, 26 de abril de 2010
seu alfredo
"Seu" Alfredo passou os dedos, polegar e indicador, na aba do chapéu. Saiu de casa com a certeza que estava abafando, como se diz em Minas. Quando chegou na casa de Cristina, parou em frente ao portão de ferro e o abriu com um resoluto empurrão com o pé. Passou por entre as folhagens do jardim, encaminhando-se por um corredor longo e estreito. Tomou cuidado para não se encostar nas paredes. Não queria resvalar seu paletó branco nas paredes. Ao fim do corredor, um quintal com algumas mesas e cadeiras, de ferro como de um bar. Esperou, parado, que alguém prestasse atenção em sua chegada, mas ninguém sequer virou-se para vê-lo. Apenas um cachorro, "lincou-se" com um olhar que lhe pareceu de desprezo.
- Os cachorros são assim mesmo, pensou Seu Alfredo.
Tentou fazer um barulho tímido para chamar atenção. Arrastou o pé no chão, como um raspar de garganta. O pandeirinho que trazia consigo tocou em suas perna esquerda e duas crianças que estavam por ali, olharam, enfim para Alfredo e trocaram algumas palavras, das quais ele só conseguiu entender uma delas.
- Quem?
Voltou pelo corredor, raspando os ombros nos dois lados do corredor, seu chapéu de aba curta resvalou nas plantas o jardim e caiu. Não se abaixou para pegar, não se importava com mais nada. Quando saiu pelo portão de ferro, que bateu atrás de si, parou no meio da rua. Não sabia para que lado ir. Esquerda, direita, em frente?
- Os cachorros são assim mesmo, pensou Seu Alfredo.
Tentou fazer um barulho tímido para chamar atenção. Arrastou o pé no chão, como um raspar de garganta. O pandeirinho que trazia consigo tocou em suas perna esquerda e duas crianças que estavam por ali, olharam, enfim para Alfredo e trocaram algumas palavras, das quais ele só conseguiu entender uma delas.
- Quem?
Voltou pelo corredor, raspando os ombros nos dois lados do corredor, seu chapéu de aba curta resvalou nas plantas o jardim e caiu. Não se abaixou para pegar, não se importava com mais nada. Quando saiu pelo portão de ferro, que bateu atrás de si, parou no meio da rua. Não sabia para que lado ir. Esquerda, direita, em frente?
(Agora, eu te pergunto leitora/leitor: o que "SEU" ALFREDO faria?)
quarta-feira, 21 de abril de 2010
qualquer
qualquer palavra ou olhar
servirá...
qualquer silêncio ou olhos fechados
dirão
quaisquer abraços,
nos meus,
nos seus,
estarão...
servirá...
qualquer silêncio ou olhos fechados
dirão
quaisquer abraços,
nos meus,
nos seus,
estarão...
quarta-feira, 14 de abril de 2010
segunda-feira, 29 de março de 2010
domingo, 28 de março de 2010
basta
Basta! Basta apenas que tudo seja do amor.
A procura,
o achar e perder.
E me perdendo,
me achar todo,
completo, como se cheio.
Me basta?
A procura,
o achar e perder.
E me perdendo,
me achar todo,
completo, como se cheio.
Me basta?
diferente
Já não poderia contar com a difernça para saber qual era a diferença que fazia-o sentir-se diferente ou diferenciado, já que agora não fazia diferença. Apesar que nele, a diferença era sentida sempre como sendo algo que fazia-o se sentir-se caminhando para algo que fazia sentido. Diferentemente de quase todo o resto das pessoas que caminhavam como ele mas não pensavam tal e qual. Estranho que não fazer diferença o perturbasse - pois que era diferente - então, que diferença fazia?
sábado, 27 de março de 2010
parece prece
o amor parece que tira a gente da guerra
o amor parece que quer nos cercar
o amor parece nos trazer palavras guardadas
parece que aparece quando as coisas são más
parece coisa de outro mundo que queremos estar
parece lembrar sonhos que nunca acabaram
parece nos fazer lembrar criancices
o amor aparece e tudo é sim
o amor aparece vindo de fora
o amor aparece aqui dentro
o amor parece que apareceu pra mim
o amor parece que quer nos cercar
o amor parece nos trazer palavras guardadas
parece que aparece quando as coisas são más
parece coisa de outro mundo que queremos estar
parece lembrar sonhos que nunca acabaram
parece nos fazer lembrar criancices
o amor aparece e tudo é sim
o amor aparece vindo de fora
o amor aparece aqui dentro
o amor parece que apareceu pra mim
terça-feira, 23 de março de 2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
vales!
vales...
vales pelo que tu andas ou pelo o que vais andar?
vales...
vás à andar pelos vales ou vais à vau me passar?
vales...
tanto vales que tu não vais de mim.
vales, tu vales.
vales pelo que tu andas ou pelo o que vais andar?
vales...
vás à andar pelos vales ou vais à vau me passar?
vales...
tanto vales que tu não vais de mim.
vales, tu vales.
terça-feira, 16 de março de 2010
quando?
quando TUDO dorme, meu SONHO some, minha vida PARA.
quando a SUA voz dorme, meu grito INTERNO acorda.
quando a SUA voz dorme, meu grito INTERNO acorda.
sexta-feira, 12 de março de 2010
estes esses
S de seu
de sua
de sou
de suar
de sacanagem
de sono
de sinto
de sobe
de sente
de sinta
de ser
de só
de sós
de somos
de sentar
de sotaque
de saborear
de saudade
de surtar
de solidão
de saber
de sonhar
de sorrir
de somar
de seguir
de sublime
de...
(me socorre?)
de sua
de sou
de suar
de sacanagem
de sono
de sinto
de sobe
de sente
de sinta
de ser
de só
de sós
de somos
de sentar
de sotaque
de saborear
de saudade
de surtar
de solidão
de saber
de sonhar
de sorrir
de somar
de seguir
de sublime
de...
(me socorre?)
domingo, 7 de março de 2010
Falta
Não. Não é saudade.
É falta.
É necessidade básica.
De ter ao lado, de esticar a mão.
De deitar no colo. De sentir que tudo vai bem.
Ou que ficará logo, logo.
É uma raiva contida pela possibilidade e pela impossibilidade.
De ser um dia possível e de ser hoje impossível.
É a incompreendida alegria distante de mim.
É parado e quieto com palavras para dizer.
É estar só, e no entanto, ter tão presente que a ausência preenche, toma tudo, revela-se dona.
É precisar o querer. É querer não precisar.
É precisa a falta. Falta.
E só.
quinta-feira, 4 de março de 2010
23 dias
Acordei aos 23 do primeiro ano.
Havia me sentido, até então, como se não houvesse amado nada mais profundo quanto um copo.
Quando vieram os outros dias, e, sobre eles o complemento dos saberes e quereres, foi que nasceram as pontas dos dedos.
E tudo que agora me alimento, é deste observar de espera, desta convicção de amante da profundidade que há de existir. Não gostaria de olhar ao longe, mas lá já estive, uma única.
Meus braços se abriram ao abraço de tanto desejo, de tantas poucas horas, de tanto ouvires para entender, de aceitar melhor o tanto querer.
Rogo aos olhos, ao olhar, ao seu observar, que se olhe do alto, bem alto, para serem vistos;
o espaço a ser dançado, os ares para voar, as palavras para se ocupar.
E quando for pedido o silêncio ou gemido, suores e movimento, se torne, não o tudo, não o nada, mas apenas nos tornem os dias, como aos 23.
Havia me sentido, até então, como se não houvesse amado nada mais profundo quanto um copo.
Quando vieram os outros dias, e, sobre eles o complemento dos saberes e quereres, foi que nasceram as pontas dos dedos.
E tudo que agora me alimento, é deste observar de espera, desta convicção de amante da profundidade que há de existir. Não gostaria de olhar ao longe, mas lá já estive, uma única.
Meus braços se abriram ao abraço de tanto desejo, de tantas poucas horas, de tanto ouvires para entender, de aceitar melhor o tanto querer.
Rogo aos olhos, ao olhar, ao seu observar, que se olhe do alto, bem alto, para serem vistos;
o espaço a ser dançado, os ares para voar, as palavras para se ocupar.
E quando for pedido o silêncio ou gemido, suores e movimento, se torne, não o tudo, não o nada, mas apenas nos tornem os dias, como aos 23.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
sem dor
dou-me,
agora.
enquanto vivo para dar-me,
dou-me.
doado,
entregue para seu consumo.
dou-me,
inteiro.
completamente seu,
dou-me.
seu.
agora, seu
agora.
enquanto vivo para dar-me,
dou-me.
doado,
entregue para seu consumo.
dou-me,
inteiro.
completamente seu,
dou-me.
seu.
agora, seu
sábado, 13 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
sonho
sonho. ainda sonho, confesso.
que seus motivos são para mim.
que ouve as músicas que gravei.
que lês o que escrevo.
penso. ainda confesso.
penso em você dia sim.
penso em ser o seu homem.
penso que pensas.
amo. agora amo.
seus cabelos despreocupados.
seu sorriso pertencente.
seu único momento.
que seus motivos são para mim.
que ouve as músicas que gravei.
que lês o que escrevo.
penso. ainda confesso.
penso em você dia sim.
penso em ser o seu homem.
penso que pensas.
amo. agora amo.
seus cabelos despreocupados.
seu sorriso pertencente.
seu único momento.
domingo, 31 de janeiro de 2010
seu, sou
amo.
amo desde seus pés,
onde estou.
amo.
amo desde sua cabeça,
onde sou.
posição de entrega
de desarmado
de absoluto
de absorto
de amado
e de descanso....
amo desde seus pés,
onde estou.
amo.
amo desde sua cabeça,
onde sou.
posição de entrega
de desarmado
de absoluto
de absorto
de amado
e de descanso....
domingo, 24 de janeiro de 2010
sábado, 23 de janeiro de 2010
lábios
sua boca me engole. meu par. meu par de lábios. lábios são em pares? sei não. mas, não pares!
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
trem
docemente
alegremente
ardentemente
vai o trem.
trem de doido
trem de olho
trem de trem
vem meu bem.
alegremente
ardentemente
vai o trem.
trem de doido
trem de olho
trem de trem
vem meu bem.
domingo, 3 de janeiro de 2010
cor
combustão no olhar
é febre quase intermitente
na apirexia tenho acesso à você.
(Apirexia é a ausência ou cessação da febre; pode ser o intervalo entre dois acessos de febre intermitente.)
é febre quase intermitente
na apirexia tenho acesso à você.
(Apirexia é a ausência ou cessação da febre; pode ser o intervalo entre dois acessos de febre intermitente.)
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
beleza
sua beleza variada
em seus rostos meus.
sua moldura de cabelos
a prisão deles
e o rosto descoberto
infantil beijo em mim.
sua beleza avaliada
em meus olhos combustíveis.
em seus rostos meus.
sua moldura de cabelos
a prisão deles
e o rosto descoberto
infantil beijo em mim.
sua beleza avaliada
em meus olhos combustíveis.
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delícia de texto
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O Que Será (À Flor da Pele) Milton Nascimento Composição: Chico Buarque O que será que me dá Que me bole por dentro, será que me dá Qu...
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não tem coca não tem torta não tem diamante negro não tem luz não tem paz não tem raiz não tem leite não tem café sem açúcar não tem velocid...







