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terça-feira, 14 de setembro de 2010

meça

dobras por sobre a carne.
desdobro, debruço, como.
peso e peço,
- "meça!'.
- "um palmo"
em sua boca, meu beijo.
em meu queixo, embaixo dele,
o ano inteiro.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

desenrole

tenho uma saudade tão intensa....
não é "grande de enorme", é extensa....
toma a forma de espiral e me enrola todo...
e enquanto faz isto vai me alisando a pele,
coroando o dia,
lavando a aura,
completando o sal,
empolgando o amanhã.
suplicando beijo,
pedindo colo,
lembrando cheiro,
olhando vazio,
dando arrepio,
copiando as falas,
relendo alegria,
surrupiando as horas,
pra que chegue logo o momento
de você me desenrolar...

sábado, 14 de novembro de 2009

bocas

boca fria,
boca fica,
boca quente,
boca sente.
corpo sua,
corpo suo,
corpo seu,
corpo sua.
movo dentro...
movo senta!
movo sinto...
movo dentro!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

valentine

e para os namorados neste dia?
fodam-se!






foder -
(latim futuo, -ere, ter relações sexuais com uma mulher)
v. tr. e intr.
1. Cal. Ter relações sexuais.
v. tr. e pron.
2. Cal. Deixar ou ficar em mau estado, destruído ou prejudicado.
Cal. foda-se: expressão designativa de admiração, surpresa, espanto, indignação, etc.

Sinónimo Geral: fornicar


sexta-feira, 1 de maio de 2009

beija eu

sonho tanto eu beijando sua boca,
que tenho ficado rouco
de gritar ao acordar,
me beija de novo! me beija de novo!

sábado, 5 de julho de 2008

O coração é a sede de tudo.

Não te beijei como eu devia.
Apenas toquei em sua cabeça,
deveria ter sentido mais este momento.
Não peguei em seu rosto pra te consolar,
podia tê-lo sentido.
Não tive como te abraçar,
sinto-o em mim agora.
Você nunca mais se despediu,
tocando meu rosto com o seu,
meio beijo, meio carinho.
Abracei como todos à sua volta,
não podia ficar.
Você sempre foi,
nunca esperou,
quase nunca pediu,
Sempre quis seu abraço,
seu beijo, sua atenção,
dar-me para você.
Desde antes, do início,
de longe.
Sem enxergar bem, sem ouvir bem,
eu suspeitava que me via, que sentia,
me queria.
Engano é minha vida?
E a sua, decisão?
Não há ar o bastante no espaço que você deixou. Ando em volta da mesma mesa reparando nos farelos de pães, doces, que cairam de sua mão,
e de sua boca, que não beijei nesta manhã. Me arrependo logo e me sento em sua cadeira, esta é sua somente, e vejo a marca de seus lábios no copo de café. Seus lábios ficaram aqui! São minhas suas linhas, as que sobem, as que descem e se cruzam. Porque não respirei o ar à sua volta quando estive ao seu lado? Sinto suas mãos sobre a mesa, toco seus dedos, olho seu olhar enquanto você vai aos poucos gastando o tempo, sozinha, bela e decidida a ir embora. Talvez tenha se esquecido sua chave ao sair e volte, então poderei falar que eu me importo, que eu ainda amo. Suave tristeza me vem por saber que não há volta, não há verdade, não haverá amanhecer com você. Não haverá ar.

delícia de texto

http://perdendo-o-medo.blogspot.com/2011/07/dueto-virtual-de-um-romance-astral.html