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segunda-feira, 28 de março de 2011

seu

não!
não quero aqui dizer!
quero dizê-lo ao ouvido.
soprar no seu ouvido.
eu amo você!
quero vivê-lo!
o amor.
seu!

domingo, 20 de março de 2011

poesia

o que era poesia?/poesia era o que eu queria
o que é querer?/querer é hoje o meu viver

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

conhecer

quero conhecer e amar por conhecer.....

conhecer amar, por conhecer....

amar conhecer...

por te amar,
conhecer amar.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

sábado, 3 de julho de 2010

as feridas

as feridas às vezes gritam;
- alma! alma!
e minha alma escuta, e pergunta;
- quem és?
- a ferida, a ferida, a ferida!
e espantada minha alma argui;
- quais?
- as do amor, somos.
- mas não tenho tais feridas... (reluta minha alma!)
- alma! as feridas! as feridas!
- quais? (vence minha alma!)

quarta-feira, 14 de abril de 2010

domingo, 28 de março de 2010

basta

Basta! Basta apenas que tudo seja do amor.
A procura,
o achar e perder.
E me perdendo,
me achar todo,
completo, como se cheio.
Me basta?

sábado, 27 de março de 2010

parece prece

o amor parece que tira a gente da guerra
o amor parece que quer nos cercar
o amor parece nos trazer palavras guardadas
parece que aparece quando as coisas são más
parece coisa de outro mundo que queremos estar
parece lembrar sonhos que nunca acabaram
parece nos fazer lembrar criancices
o amor aparece e tudo é sim
o amor aparece vindo de fora
o amor aparece aqui dentro
o amor parece que apareceu pra mim

terça-feira, 23 de março de 2010

quinta-feira, 18 de março de 2010

vales!

vales...
vales pelo que tu andas ou pelo o que vais andar?
vales...
vás à andar pelos vales ou vais à vau me passar?
vales...
tanto vales que tu não vais de mim.
vales, tu vales.

domingo, 27 de dezembro de 2009

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

fronte

defronte do que você tem,
defronte do que você vê,
coloco-me dentro de onde está.
debruço-me nas coisas que você observa,
olho para o que você quer ter.
deito-me esperando a volta,
sua volta,
de suas ganhas lutas,
suas justas.
sorrio sabendo que à sua espera,
estou eu.
durmo tranqüilo meu amor, seus sonhos sãos,
meus são.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

trator

para mexer terra,
trator,

tratamento no meu coração,
é seu amor.

quando sulco minha terra em busca de vida,
vejo você;

arando minha mente, plantando semente,
botando o sol pra quarar,
jorrando água de lágrima,
olhando crescer a calma.

fazendo da minha vida,
amor.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

você? eu!

eu me deito em você,
eu me transbordo em você,
eu me raspo em você,
eu me desdobro por você,
eu me calo e me falo pra você,
eu me enrolo em você.
eu me amo em você,
eu muitas vezes saio de você
eu me encontro com você e em você,
eu acho que acho em você,
eu me molho todo pra você,
eu me paro para você,
eu me acordo e concordo em amar você,
eu me vejo ao me deixar quieto ao ver você,
de fora, de dentro de mim, por mim, por você ou por nós,
eu me sou em você...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

eu não sei.

eu não sei se posso supor. mas suponho.
eu não sei se vê. mas eu vi...
eu não sei se. mas se sei...
eu não sei onde. mas sei que...
eu não sei aí. mas sei que aqui...
eu não sei de nós. mas sei que eu...
eu não sei do amor. mas sei que amar...
eu sei que tudo aqui é cada vez mais daí.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

como?

é. discuto sim!
como posso concordar que com a certeza venham juntas as incertezas?
como, depois do tempo corrido o tempo pareça tão lento?
como, depois de desejar, deseje que não sinta tanto?
como pode, a entrega total, parecer abuso de confiança?
como posso ser inútil ao me descobrir útil?
como pode ser real, se desde o início parecia sonho?
como sonhar se a realidade bate a porta?
como não amar?
como não não querer?
como não ir?
como não ser o meu todo ser?
como não ser por você?



domingo, 16 de agosto de 2009

de ondas e futuro

Ontem querida, quando estivemos à beira mar, esperava dizer-lhe apenas que Vinicius estivera deitado na areia, isto há muito tempo, e que ele ainda se lembrava do que sentira. Mas quando abri o livro para ler para você o que ele rememorava, quando olhei para seus olhos e todo restante de seu corpo, eu me senti como se já estivesse relembrando algo que ainda não havia vivido. Aquelas ondas que ontem nos trouxeram tanto de tudo, aquelas das quais falávamos de serem diferentes, mas parte de um todo, sabe bem quais não e? Pois elas e você estavam comigo quando fui levado à frente , em uma viagem do tempo. E estive lá de onde olhei e vi que estava vivendo, ao lado de uma mulher, um momento que poderia já ser lindo em si mesmo (afinal amo você), mas, minha querida, eu percebi que aquilo que sentia não seria só meu. Eu iria compartilhar ali naquele instante (e eu ali no futuro saboreava o passado) uma das maiores emoções que um homem pode querer viver. A emoção de amar alguém na memória eternamente. Sim eternamente amarei você por ter me dado este momento de rememorar sem ainda ter estado lá. Ao lado da mulher que estava comigo à beira da praia, falando de ondas e poesias, eu vivi no futuro por instantes, e de lá eu vi um amor poético, uma paixão, um carinho por você, uma companhia de aventuras românticas. Amo você e seus momentos íntimos que você me dá em nossa intimidade. Vamos a praia hoje de novo?

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

feliz em te ver feliz

Saber se o outro está feliz, não interessa a mim primariamente. Interessa ao outro se saber feliz, sendo ele próprio feliz consigo. Eu sou apenas o feliz observador de uma pessoa que tenta ser feliz na companhia de si própria.

delícia de texto

http://perdendo-o-medo.blogspot.com/2011/07/dueto-virtual-de-um-romance-astral.html