tenho agora tantas dúvidas de mim mesmo que já não me animo.
pergunta-me.
pois se a resposta é vaga, a vaga vem e quebra a resistência.
se a resposta é triste e sem esperança, é um vão a busca.
e vão-se em volta os que não me escutam dizer; "vão embora!", "vão-se daqui de perto!".
e soslaio o olhar para ver se aquele alguém não me ouviu, pensando ser com ela.
tenho sorte de ser tão tímido, tão curta minha vista e tão distante meu horizonte, vertical curto.
jaz feita a sorte. rarefeito por defeito de criagem.
vão-se os dedos entre os dedos. sei que dedos são. sei!
mas e as mãos? de quem são?
me explico, quando mostro por dentro, por dentro, por dentro...
não entendo. me sou só.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
domingo, 26 de junho de 2011
sorriso
ela já sorria antes,
e agora ele que via.
e viu tão bem,
que sorriu junto.
mas passou o tempo,
e agora faz chorar.
esqueceu que vira sorrir.
olhou para si e viu,
o choro já existia.
e agora ele que via.
e viu tão bem,
que sorriu junto.
mas passou o tempo,
e agora faz chorar.
esqueceu que vira sorrir.
olhou para si e viu,
o choro já existia.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
sensação
tenho a sensação de estar perdendo algo. a sensação de não ter mais, mais nunca.
a sensação ruim de não fazer o que deveria. de não poder pedir perdão, de não ser ouvido nunca mais.
nunca mais da mesma forma.
a sensação ruim de não fazer o que deveria. de não poder pedir perdão, de não ser ouvido nunca mais.
nunca mais da mesma forma.
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