o que era poesia?/poesia era o que eu queria
o que é querer?/querer é hoje o meu viver
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domingo, 20 de março de 2011
quarta-feira, 19 de maio de 2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
vales!
vales...
vales pelo que tu andas ou pelo o que vais andar?
vales...
vás à andar pelos vales ou vais à vau me passar?
vales...
tanto vales que tu não vais de mim.
vales, tu vales.
vales pelo que tu andas ou pelo o que vais andar?
vales...
vás à andar pelos vales ou vais à vau me passar?
vales...
tanto vales que tu não vais de mim.
vales, tu vales.
terça-feira, 16 de março de 2010
quando?
quando TUDO dorme, meu SONHO some, minha vida PARA.
quando a SUA voz dorme, meu grito INTERNO acorda.
quando a SUA voz dorme, meu grito INTERNO acorda.
domingo, 27 de dezembro de 2009
*tanta
sabe o que eu queria?
queria, não passar frio, queria é sentir o frio.
sem coberta, sem casaco, sem edredon.
queria sentir fome, sem ter onde comer.
queria sentir tanta sede que a garganta secasse.
que eu não soubesse quando voltaria a ter água.
eu queria sentir!
terça-feira, 22 de setembro de 2009
eu não sei.
eu não sei se posso supor. mas suponho.
eu não sei se vê. mas eu vi...
eu não sei se. mas se sei...
eu não sei onde. mas sei que...
eu não sei aí. mas sei que aqui...
eu não sei de nós. mas sei que eu...
eu não sei do amor. mas sei que amar...
eu sei que tudo aqui é cada vez mais daí.
eu não sei se vê. mas eu vi...
eu não sei se. mas se sei...
eu não sei onde. mas sei que...
eu não sei aí. mas sei que aqui...
eu não sei de nós. mas sei que eu...
eu não sei do amor. mas sei que amar...
eu sei que tudo aqui é cada vez mais daí.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
fortaleza
Não foi o corpo (apenas chamariz vestindo já o negro),
que primeiro minha visada observou na fortaleza.
Foram os olhos (miras de mirante futuro),
que me levaram ao mergulho do qual ainda não saí.
Fitei-os longamente e engoliram-me braços (entregues desarmados).
E o coração (como sendo a antiga sede da alma),
não se quis sozinho e acompanhando o pensar quedou-se (e aí está),
esperando um toque dos dedos seus.
Em seguida, vi o riso (que ainda hoje criança permanece),
dizendo-me:
- quero ser, quero ser.
E quando dentro (como se dentro carregasse o outro também),
vi seu corpo,
completo,
belo,
significante (coberto de descobrires).
que primeiro minha visada observou na fortaleza.
Foram os olhos (miras de mirante futuro),
que me levaram ao mergulho do qual ainda não saí.
Fitei-os longamente e engoliram-me braços (entregues desarmados).
E o coração (como sendo a antiga sede da alma),
não se quis sozinho e acompanhando o pensar quedou-se (e aí está),
esperando um toque dos dedos seus.
Em seguida, vi o riso (que ainda hoje criança permanece),
dizendo-me:
- quero ser, quero ser.
E quando dentro (como se dentro carregasse o outro também),
vi seu corpo,
completo,
belo,
significante (coberto de descobrires).
quinta-feira, 16 de julho de 2009
entretantos
Se pudéssemos além,
e não apenas o dizer-nos?
Enchermo-nos de zelos,
se pudéssemos,
em nossos termos, ter-nos.
Ser o tanto,
tanto que fosse,
sem o entretanto.
e não apenas o dizer-nos?
Enchermo-nos de zelos,
se pudéssemos,
em nossos termos, ter-nos.
Ser o tanto,
tanto que fosse,
sem o entretanto.
terça-feira, 30 de junho de 2009
suspende
não acho que seja o bastante,
para bastar,
os instantes colocados (o meu sobre o seu).
venha o corpo,
venha a voz,
vejo os olhos (partidos, enviados. aos pedaços compartilhados).
sei do caber,
do espaço que ainda há (mas, do outro lado cabendo, conterá?).
lembro vagamente, (memória tenta o futuro),
da viagem na serra onde ouvi a voz da infância (o passado nos contenta).
falo vago,
viajo ao som do que completa minha fala,
me suspende... (suspiro)
para bastar,
os instantes colocados (o meu sobre o seu).
venha o corpo,
venha a voz,
vejo os olhos (partidos, enviados. aos pedaços compartilhados).
sei do caber,
do espaço que ainda há (mas, do outro lado cabendo, conterá?).
lembro vagamente, (memória tenta o futuro),
da viagem na serra onde ouvi a voz da infância (o passado nos contenta).
falo vago,
viajo ao som do que completa minha fala,
me suspende... (suspiro)
sexta-feira, 12 de junho de 2009
valentine
e para os namorados neste dia?
fodam-se!
foder -
(latim futuo, -ere, ter relações sexuais com uma mulher)
v. tr. e intr. v. tr. e pron. Cal. foda-se: expressão designativa de admiração, surpresa, espanto, indignação, etc.
Sinónimo Geral: fornicar
(latim futuo, -ere, ter relações sexuais com uma mulher)
1. Cal. Ter relações sexuais.
2. Cal. Deixar ou ficar em mau estado, destruído ou prejudicado.
Sinónimo Geral: fornicar
quarta-feira, 8 de abril de 2009
sim amar, sim!
Quero escrever,
Não palavras!
Quero ouvir,
Não falar!
Quero gritar,
Não voz!
Quero amar,
Sim amar!
Não palavras!
Quero ouvir,
Não falar!
Quero gritar,
Não voz!
Quero amar,
Sim amar!
quarta-feira, 2 de julho de 2008
fala, mas...
Não posso ter na dúvida a principal pergunta que tenho como sobra.
Não devo, mas temo o que vai agora na cabeça sua;
se for dor, se é amor, se solidão ou não faz muita diferença.
Peço, eu penso licença só um instante para ouvir falar do que espero.
Fala comigo nem que seja para não explicar nada, para dizer coisa nenhuma do quero.
Pedi, eu lembro de pedir, me liberta, decidi estar e não estou.
Preso de mim mesmo, do desamor, da luta que se labuta, da fuga do óbvio lacerante, da vagareza de ser, de vez em quando.
Penso, faria algo por você, mas não fiz por ela quando passou por mim,
e eu nem lembro o nome, nem quando.
Somos assim iguais em cada lado da vida, momento, razão, perdição e achados
sou metade do era agora a pouco.
A outra parte, nem sei qual, se é de mim que se foi e ficou você, ou se você se foi e ficou a outra parte de você.
Acredite-me, me passe seu cartão do crédito, me entenda, a pessoa eu.
Sou uma pegada, um risco na parede de sua sala, no alto, na borda de sua cama,
na palma da mão, na sombra do seu passo.
E tudo isso é você em mim também
Se me entende, acredita no pedido de socorro, poço, água profunda, dor de dente, choro de criança.
Mas se me tocar no alto de minha cabeça, de leve, sei que a terei mais ainda, no processo que se chama eu precisarei de você.
Mas se continua a contínua resistência, na sua juventude tão certa, a decisão certa, ofertada, acertada no degrau mais alto, se ela for continuada, me fala.
Voz suave, choro meu, choro meu, choro meu, colo, dor novamente.
Dá-me cura, forte, resistência, parecida, incerteza.
Se fores, contínua, continua.
Mas me fala!
Não devo, mas temo o que vai agora na cabeça sua;
se for dor, se é amor, se solidão ou não faz muita diferença.
Peço, eu penso licença só um instante para ouvir falar do que espero.
Fala comigo nem que seja para não explicar nada, para dizer coisa nenhuma do quero.
Pedi, eu lembro de pedir, me liberta, decidi estar e não estou.
Preso de mim mesmo, do desamor, da luta que se labuta, da fuga do óbvio lacerante, da vagareza de ser, de vez em quando.
Penso, faria algo por você, mas não fiz por ela quando passou por mim,
e eu nem lembro o nome, nem quando.
Somos assim iguais em cada lado da vida, momento, razão, perdição e achados
sou metade do era agora a pouco.
A outra parte, nem sei qual, se é de mim que se foi e ficou você, ou se você se foi e ficou a outra parte de você.
Acredite-me, me passe seu cartão do crédito, me entenda, a pessoa eu.
Sou uma pegada, um risco na parede de sua sala, no alto, na borda de sua cama,
na palma da mão, na sombra do seu passo.
E tudo isso é você em mim também
Se me entende, acredita no pedido de socorro, poço, água profunda, dor de dente, choro de criança.
Mas se me tocar no alto de minha cabeça, de leve, sei que a terei mais ainda, no processo que se chama eu precisarei de você.
Mas se continua a contínua resistência, na sua juventude tão certa, a decisão certa, ofertada, acertada no degrau mais alto, se ela for continuada, me fala.
Voz suave, choro meu, choro meu, choro meu, colo, dor novamente.
Dá-me cura, forte, resistência, parecida, incerteza.
Se fores, contínua, continua.
Mas me fala!
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Enche-me de ti. Tenho toda sede que tiver como me saciar.
Toca-me bem fundo com sua beleza e com o tanto que quero ouvir-te dizer.
É verdade quase total o que te digo, pois nem sei o quanto louco e insano pareço.
Quase bobo. Quase bebo o que escorre. Me diga logo que não é possivel sorver de ti.
Dois passos meus pra cá e seus três pra outro lado. Onde andará a flor?
Será bela pra outros, será ela sem ser minha. Juntos com outros seremos nós?
Socorro busco fora de mim mesmo e estendo os braços para você, fiel da minha balança.
Neste instante tudo é somente você.
Que estranho, chato, inesperado será se não for como quiseres.
Toca-me bem fundo com sua beleza e com o tanto que quero ouvir-te dizer.
É verdade quase total o que te digo, pois nem sei o quanto louco e insano pareço.
Quase bobo. Quase bebo o que escorre. Me diga logo que não é possivel sorver de ti.
Dois passos meus pra cá e seus três pra outro lado. Onde andará a flor?
Será bela pra outros, será ela sem ser minha. Juntos com outros seremos nós?
Socorro busco fora de mim mesmo e estendo os braços para você, fiel da minha balança.
Neste instante tudo é somente você.
Que estranho, chato, inesperado será se não for como quiseres.
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