Sem nada
Eu tenho uma nota de 200. E é só o que tenho. Todos falam que é falsa. Sem valor. Se fosse ao menos antiga, mas não, é falsa. Dizem que tem algum valor como papel. Só como um pedaço de papel. Vou escrever nela seu nome e mandar tirar uma cópia. Uma vou carregar na carteira, e a outra depositar no cofre que tenho aqui. Só eu sei o valor.
solamente
Sei que posso estar enfermo
Mas sei que esta dor passará.
Ao andar, andar e ver tanta coisa que falei neste tempo que era só meu.
Eu não posso imaginar de outra forma pois eu sei que o que bate e faz doer meu coração é o saber que jamais terei você em meus braços.
O silêncio que você faz, para mim o mesmo tipo de silêncio que os amantes fazem após se amarem, não me torna menos leigo, me faz acreditar que te terei daqui a pouco.
Se a lua que lhe ofereci para ver não lhe atraiu o olhar, talvez se lhe cozinhar algo quente e docemente temperado lhe faça retornar agora.
Costelinha com mel.
Come e baila seu bailar. Não me interessa o seu ritmo, se não posso acompanhar, ajudar na construção ou lhe trazer uma margarida. Minhas flores de maio agora que estão desabrochando. Interessa vê-las?
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quinta-feira, 3 de julho de 2008
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Quarto
Fala a verdade pra galera, eu e você no caso. Achas indecente que andemos juntos, lado a lado, pelo parque de mãos dadas? Hoje em dia é incomum isto, eu sei, mas sei que os tempos mudam. Não quero que me fale tudo que pensas mas podias me dizer se o quero é impossível ou similar. Rogar aos céus, eu sei muitissímo bem, não pega bem. Por que nosso caso é de pecado, mas o que fazer se meu coração não estava no altar quando eu te vi? Se falares comigo o que deves, talvez eu me comporte melhor e até me torne seu amigo menor. Hum... Não sei não, acho que acabaria te amando, pois eu nunca vi um coração tão cíclico como este que lhe fala. É! Cíclico! De tempos em tempos, como um relógio, ele dispara um alarme em mim. E torno eu a me apaixonar. Coração de prata, eu boda, ele bóda. Não sei se a nobre gatissíma poderia me explicar esta doença, ou talvez tratá-la com algum remédio federal, mas seria ótimo tê-la, pelo menos como minha enfermeira diarista. Não te daria um emprego, te daria trabalho... Mas se você quiser pode me despedir agora, sem me dizer afinal se quer andar comigo de modo jovial. Daquele jeitinho que andam os que querem se conhecer. Com risinhos, namorinhos, beijinhos e arrepios bem pequeninos sem muito mal...
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delícia de texto
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