cortou o cabelo...
nova maquiagem
trocou o carro
pintou as paredes
renovou os móveis
encapou os livros
escutou as músicas
degelou a geladeira
colocou novo lençol
lavou os talheres
regou as plantas
comeu e bebeu
falou no msn
olhou para o céu
tudo havia mudado
quinta-feira, 30 de abril de 2009
ingrata
duas noites passei aqui
dentro de suas pernas
por suas coxas escorri
meus culhões amassou
minha boca em cima
sua boca em baixo
e dizes que não estive em ti?
dentro de suas pernas
por suas coxas escorri
meus culhões amassou
minha boca em cima
sua boca em baixo
e dizes que não estive em ti?
quarta-feira, 29 de abril de 2009
disléxica
quero uma esteira
busco uma cadeira
busco a coisa inteira
pra viver aqui.
dá-me sua orelha
não me dá rasteira
pata de coelho
a viúva chora.
quero ser criança
e fazer lambança
tapa na orelha
pra me curar balanço.
solitário errante
passeio pela serra
pedalada na lagoa
sem olhar magoa.
pego na estante
deito no seu prado
sufocante aldeia
saio pois venci.
minha dor volteia
faz mirabolante
parte desiludida
escrevo o que perdi.
busco uma cadeira
busco a coisa inteira
pra viver aqui.
dá-me sua orelha
não me dá rasteira
pata de coelho
a viúva chora.
quero ser criança
e fazer lambança
tapa na orelha
pra me curar balanço.
solitário errante
passeio pela serra
pedalada na lagoa
sem olhar magoa.
pego na estante
deito no seu prado
sufocante aldeia
saio pois venci.
minha dor volteia
faz mirabolante
parte desiludida
escrevo o que perdi.
terça-feira, 28 de abril de 2009
descolorido esperando a lua
como irreal é a busca em um ponto de norte a sul, leste a oeste.
por cima ou debaixo da coberta não encontro tanto sossego,
coberto estou de sonhos.
acordado.
sem acordo vi olhos e chinelos indo e deixando tudo sem saída,
eterno, estrada comprida, fila sem fim.
desalento. preguiça.
aceite por ódio, matança, desfiliação,
mas sem compreensão, sem entendimento, sem trocados de palavras,
sem discusão, nem dircurso curto,
sobreviver apenas por bobo.
aliás por enganar o ser,
escrevendo,
lendo, comentando as mesmas dores,
do pisão no rabo sem ponta.
exterminar o sentimento, sentindo tudo,
caroço na mão,
dor no cotovelo,
apoio de cabeça pesada e mais motivos.
ai! não querer dor é fácil.
tê-la mais ainda.
sempre tem alguém que me dá uma dica!
por cima ou debaixo da coberta não encontro tanto sossego,
coberto estou de sonhos.
acordado.
sem acordo vi olhos e chinelos indo e deixando tudo sem saída,
eterno, estrada comprida, fila sem fim.
desalento. preguiça.
aceite por ódio, matança, desfiliação,
mas sem compreensão, sem entendimento, sem trocados de palavras,
sem discusão, nem dircurso curto,
sobreviver apenas por bobo.
aliás por enganar o ser,
escrevendo,
lendo, comentando as mesmas dores,
do pisão no rabo sem ponta.
exterminar o sentimento, sentindo tudo,
caroço na mão,
dor no cotovelo,
apoio de cabeça pesada e mais motivos.
ai! não querer dor é fácil.
tê-la mais ainda.
sempre tem alguém que me dá uma dica!
segunda-feira, 27 de abril de 2009
domingo, 26 de abril de 2009
sábado, 25 de abril de 2009
certeza, apenas hoje
sexta-feira, 24 de abril de 2009
terça-feira, 21 de abril de 2009
brincando
diria em teus olhos
se o olhar estivesse tão perto
teus dedos estão no meu espaço
toque-me
com palavras surreais
rápido que esta fase passa.
se o olhar estivesse tão perto
teus dedos estão no meu espaço
toque-me
com palavras surreais
rápido que esta fase passa.
nem eu
oferta na feira da vida, ela não vira, não olha, não aceita.
é muito barulho, vozes iguais, roucas, agudas, enlouquecidas palavras.
ritmo igual para todos os saídos de universidades, internatos rurais, escolas dominicais.
onde dividir a escolha, o caminho, as pessoas, diferenciar o que é meu ou do outro.
oração, reza, zen, medito, penso, filosofo.
filósofos, pastores, padres, mestres, quem são os indicadores perguntam todos.
onde? qual o caminho seguir? qual sacrifício? nenhum? por quem?
a face dos irmãos são parecidas demais. tornam-se mais comuns que os outros.
esta pele nórdica, estes olhos, céus!
este texto perdido, lembrando-me, por onde fui?
é muito barulho, vozes iguais, roucas, agudas, enlouquecidas palavras.
ritmo igual para todos os saídos de universidades, internatos rurais, escolas dominicais.
onde dividir a escolha, o caminho, as pessoas, diferenciar o que é meu ou do outro.
oração, reza, zen, medito, penso, filosofo.
filósofos, pastores, padres, mestres, quem são os indicadores perguntam todos.
onde? qual o caminho seguir? qual sacrifício? nenhum? por quem?
a face dos irmãos são parecidas demais. tornam-se mais comuns que os outros.
esta pele nórdica, estes olhos, céus!
este texto perdido, lembrando-me, por onde fui?
domingo, 19 de abril de 2009
ainda
os olhos em minhas costas, imaginação,
levaram-me a escrever trezentas cartas, duas poesias, quatro contos curtos.
onde conto o gasto do tempo; dezesseis horas no máximo e no mínimo,
o choro compulsivo e obsessivo por alguém que queria a mão na nuca,
o agachado ao lado.
era pouco.
mas era o muito que queria,
fazia o sentido parecer ser todo o sentido da vida, naquele momento.
era.
pelos olhos, pela vontade, que pensava ser igual,
que foram vistos juntos em bares, em vales, serras, cachoeiras. em camas nunca.
não houve tempo, o chão via as roupas e as paredes e móveis receberiam os corpos.
e as janelas? fechadas, cortinas abertas; para o ar não entrar,
os cheiros não saírem e os olhos, de alguns, verem:
o único momento que eram tudo, todos, o mundo, a vida.
sair e ter uma vida normal, depois de serem o mesmo ser, parece simples demais. mundano demais. tem que ser diferente.
então abro os olhos.
imaginar-te é ainda uma vergonha, uma tristeza de amanhã, já hoje.
desde ontem.
deve-se ao sofrido, meu sofrimento?
devo render-me silencioso ao que chamo de "não sei"?
conhecida por muitos, quase trezentos e cinqüenta, não a conheci, nem reconheci quando disse nada.
nada.
algo que precisamos, alguém que queira dá-lo.
alguém que queiramos dar-nos.
não sei. ainda não sei.
certezas de dúvidas que depois, de anos, se esquece, se desdenha.
arrumas outras. outra.
ou a mesma.
levaram-me a escrever trezentas cartas, duas poesias, quatro contos curtos.
onde conto o gasto do tempo; dezesseis horas no máximo e no mínimo,
o choro compulsivo e obsessivo por alguém que queria a mão na nuca,
o agachado ao lado.
era pouco.
mas era o muito que queria,
fazia o sentido parecer ser todo o sentido da vida, naquele momento.
era.
pelos olhos, pela vontade, que pensava ser igual,
que foram vistos juntos em bares, em vales, serras, cachoeiras. em camas nunca.
não houve tempo, o chão via as roupas e as paredes e móveis receberiam os corpos.
e as janelas? fechadas, cortinas abertas; para o ar não entrar,
os cheiros não saírem e os olhos, de alguns, verem:
o único momento que eram tudo, todos, o mundo, a vida.
sair e ter uma vida normal, depois de serem o mesmo ser, parece simples demais. mundano demais. tem que ser diferente.
então abro os olhos.
imaginar-te é ainda uma vergonha, uma tristeza de amanhã, já hoje.
desde ontem.
deve-se ao sofrido, meu sofrimento?
devo render-me silencioso ao que chamo de "não sei"?
conhecida por muitos, quase trezentos e cinqüenta, não a conheci, nem reconheci quando disse nada.
nada.
algo que precisamos, alguém que queira dá-lo.
alguém que queiramos dar-nos.
não sei. ainda não sei.
certezas de dúvidas que depois, de anos, se esquece, se desdenha.
arrumas outras. outra.
ou a mesma.
dez
compromisso escrito e assinado com observadores às costas,
e paletós à frente.
em papéis grandes e grossos.
depois virá a grossura das respostas à perguntas imbecis.
muchochos de semanas.
trepadeira arrancada e perna cruzada.
reservas de mercado enquanto compra mercado.
plantas desaparecidas para sempre pela sequidão afora.
peso ao carregar pequenas e pequenos mineradores.
vida passando, idiotamente levada por ela.
estalo. barulho. nada.
doer é sina para o levantar lá na frente.
adquirido tempo para quem não tiver tempo.
e paletós à frente.
em papéis grandes e grossos.
depois virá a grossura das respostas à perguntas imbecis.
muchochos de semanas.
trepadeira arrancada e perna cruzada.
reservas de mercado enquanto compra mercado.
plantas desaparecidas para sempre pela sequidão afora.
peso ao carregar pequenas e pequenos mineradores.
vida passando, idiotamente levada por ela.
estalo. barulho. nada.
doer é sina para o levantar lá na frente.
adquirido tempo para quem não tiver tempo.
sábado, 18 de abril de 2009
ilógica ilusão (poesia de maria)
A ilógica
ilusão de
se iludir
com as palavras que
são ilógicas
que nos iludem
a cada manhã...
http://maricontando.blogspot.com/
ilusão de
se iludir
com as palavras que
são ilógicas
que nos iludem
a cada manhã...
http://maricontando.blogspot.com/
beija espelho
não me assusto com o que encontro,
da primeira vez que me vejo,
quando me olho no espelho e encaro o que está em minha alma.
é tudo tão novo, apesar de existirem, algumas coisas há tempos,
é tudo tão interessante, que amenizo o susto e às vezes até o medo do que encontro, com a curiosidade de ser igual a todos, um pouco em mim.
(este texto é um comentário feito em um post do blog http://codinomebeija-flor-esfinge.blogspot.com/)
da primeira vez que me vejo,
quando me olho no espelho e encaro o que está em minha alma.
é tudo tão novo, apesar de existirem, algumas coisas há tempos,
é tudo tão interessante, que amenizo o susto e às vezes até o medo do que encontro, com a curiosidade de ser igual a todos, um pouco em mim.
(este texto é um comentário feito em um post do blog http://codinomebeija-flor-esfinge.blogspot.com/)
sow, sow
pode ser por aqui
que despeje tudo
que sinta tudo que se há.
pode ser que seja
que se esteja apenas.
mas tem sido tanto
que
agora espero.
pode uma palavra
pode ser rimada
pode nem
ter travessão.
pode ter certeza
pode.
pode ser incerta
pode saudade ansiosa.
pode ser que seja
duas cores apenas
e uma pena.
que despeje tudo
que sinta tudo que se há.
pode ser que seja
que se esteja apenas.
mas tem sido tanto
que
agora espero.
pode uma palavra
pode ser rimada
pode nem
ter travessão.
pode ter certeza
pode.
pode ser incerta
pode saudade ansiosa.
pode ser que seja
duas cores apenas
e uma pena.
pelo visto
- seu vista trava?
- oi?
- net, o meu... mas, o seu trava ou não?
- o teclado?
- não. o vista.
- oi?
- oi?
- net, o meu... mas, o seu trava ou não?
- o teclado?
- não. o vista.
- oi?
escrito
- como assim?
- não posso!
- eu não acredito...
- ...
- mas, e eu?
- eu avisei antes!
- mas o que eu faço?
- não posso fazer nada!
- como assim?
- você está confundindo, sei lá!
- pode ser, mas explicar não resolve...
- eu não posso fazer nada!
- o que eu faço? esqueço, jogo fora?
- esquece, sei lá!
- como?
- eu não sei. você só fala disto!
- eu não entendo. por isto.
- muda de assunto!
- eu?
mudo
- não posso!
- eu não acredito...
- ...
- mas, e eu?
- eu avisei antes!
- mas o que eu faço?
- não posso fazer nada!
- como assim?
- você está confundindo, sei lá!
- pode ser, mas explicar não resolve...
- eu não posso fazer nada!
- o que eu faço? esqueço, jogo fora?
- esquece, sei lá!
- como?
- eu não sei. você só fala disto!
- eu não entendo. por isto.
- muda de assunto!
- eu?
mudo
quinta-feira, 16 de abril de 2009
fontes
apertado em imensos lugares largos,
mergulho em águas doces passadas,
lua voltada para o direito reescrito de meigamente deitado
e cuidado por palmas abertas sobre cabeça.
guarda de palavras discricionárias do ser surpreendente
com tempos vindos agora e de porvir.
lembretes desdobrados pelos gelos contidos nos ventos trazidos,
traduzindo o passado despercebido com étereos motivos de serem novamente vividos. mostra testa.
lenço solto.
ave noturna em beira de rio da memória resgate.
espaço ocupado.
todo. toda.
mergulho em águas doces passadas,
lua voltada para o direito reescrito de meigamente deitado
e cuidado por palmas abertas sobre cabeça.
guarda de palavras discricionárias do ser surpreendente
com tempos vindos agora e de porvir.
lembretes desdobrados pelos gelos contidos nos ventos trazidos,
traduzindo o passado despercebido com étereos motivos de serem novamente vividos. mostra testa.
lenço solto.
ave noturna em beira de rio da memória resgate.
espaço ocupado.
todo. toda.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
segunda-feira, 13 de abril de 2009
escrevo
não voou onde desejas
não vou até ao que queria.
ínsito
no ir
no contar.
cheguei à beira da gare
e embora ainda atravesse dormentes
minha parada é final.
escrevo
mas
penso em não.
não vou até ao que queria.
ínsito
no ir
no contar.
cheguei à beira da gare
e embora ainda atravesse dormentes
minha parada é final.
escrevo
mas
penso em não.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
páscoa
alô? todos sabem o que é Páscoa? nãããão!!!!?????
Páscoa quer dizer passagem. quando veio uma das pragas sobre o povo egípcio, que não queria libertar o povo judeu da escravidão, para que não pagasse o bom pelo mau, foi colocada uma marca nas portas das casas de modo a diferenciar quem era judeu e quem era egípcio. assim quando a praga passou dizimando os filhos primogênitos, esta marca livros os judeus de serem atingidos. é isto. passagem então é páscoa para lembrar este momento de livramento. depois, bem mais tarde, esta marca vira uma imagem de Jesus como o responsável por ser esta marca sobre a vida das pessoas. do que esta marca livra já é outros posts. e aí? é isto?
Páscoa quer dizer passagem. quando veio uma das pragas sobre o povo egípcio, que não queria libertar o povo judeu da escravidão, para que não pagasse o bom pelo mau, foi colocada uma marca nas portas das casas de modo a diferenciar quem era judeu e quem era egípcio. assim quando a praga passou dizimando os filhos primogênitos, esta marca livros os judeus de serem atingidos. é isto. passagem então é páscoa para lembrar este momento de livramento. depois, bem mais tarde, esta marca vira uma imagem de Jesus como o responsável por ser esta marca sobre a vida das pessoas. do que esta marca livra já é outros posts. e aí? é isto?
quarta-feira, 8 de abril de 2009
à maneira paradoXal
veloz... o pensamento
e mais rápida a decisão do contorno final da letra. quando assentei o assunto que estava aqui saiu correndo para receber a dívida não paga em outras plagas, pragas não me pegam descoberto pelo Santo. Falando agora de tudo que sempre falo eu digo que o perigo era o encontrão no meio e o seu seio à mão. aparecendo parecido com me pega e suga mas não agora. apenas com os olhos que seu toque mais forte é o amor que tem por mim. você diria e riria cá pois dito pela dita nem creio. esta verdade dita nunca foi dita por sua boca bonita. nem preciso de concordar com o final para parecer ritmado. o cadeado aberto pela chave verde de olhos tão fugidios me liberta de contar sílabas ou estrofes mal dormidas companheiras desta vontade de te ter minha querida.
e mais rápida a decisão do contorno final da letra. quando assentei o assunto que estava aqui saiu correndo para receber a dívida não paga em outras plagas, pragas não me pegam descoberto pelo Santo. Falando agora de tudo que sempre falo eu digo que o perigo era o encontrão no meio e o seu seio à mão. aparecendo parecido com me pega e suga mas não agora. apenas com os olhos que seu toque mais forte é o amor que tem por mim. você diria e riria cá pois dito pela dita nem creio. esta verdade dita nunca foi dita por sua boca bonita. nem preciso de concordar com o final para parecer ritmado. o cadeado aberto pela chave verde de olhos tão fugidios me liberta de contar sílabas ou estrofes mal dormidas companheiras desta vontade de te ter minha querida.
ou fora de área
porque você não pisca para mim?
esta sua pasmaceira, sabe o quê indica?
porque o tuuuu....tuuuu....tuuuu não acaba em alô?
esta sua pasmaceira, sabe o quê indica?
porque o tuuuu....tuuuu....tuuuu não acaba em alô?
abulo
perder as esteiras na volta da praia.
quando atravessa a avenida é que gritaram para que voltasse para pegá-las.
é a volta que o desanimou.
não quer voltar!
não deseja ver o corpo quase,
ou totalmente nu.
não suporta que o espere,
deitada pela autoria da sua estória.
a força não está com ele.
está no lado escuro do quarto.
quando atravessa a avenida é que gritaram para que voltasse para pegá-las.
é a volta que o desanimou.
não quer voltar!
não deseja ver o corpo quase,
ou totalmente nu.
não suporta que o espere,
deitada pela autoria da sua estória.
a força não está com ele.
está no lado escuro do quarto.
sim amar, sim!
Quero escrever,
Não palavras!
Quero ouvir,
Não falar!
Quero gritar,
Não voz!
Quero amar,
Sim amar!
Não palavras!
Quero ouvir,
Não falar!
Quero gritar,
Não voz!
Quero amar,
Sim amar!
domingo, 5 de abril de 2009
viver o tempo
chegara quase vivo.
era quase inteira sua certeza de amá-la.
tempo.
era bom que existisse tanto espaço, tantas palavras.
consolos, é o que eram.
os sentimentos se não eram novos, se não controlados, eram todos humanos demais.
sublimes demais.
mesmo a tristonha certeza, era capaz de apagar a falta de razão de viver.
afinal viver,
era paixão,
desencontros, incompreendidas suspeitas de amor, diferenças de matérias mortais.
agora o sono,
era pedido que vinha mais cedo e dormir ajudava.
sonho?
não tinha,
era sintoma de esquizofrenia, que sabia ter herdado.
ou adquirido enquanto vivia se apaixonando por todas que eram como ele.
daqueles tipos que ouvem o outro chamar o nome.
era quase inteira sua certeza de amá-la.
tempo.
era bom que existisse tanto espaço, tantas palavras.
consolos, é o que eram.
os sentimentos se não eram novos, se não controlados, eram todos humanos demais.
sublimes demais.
mesmo a tristonha certeza, era capaz de apagar a falta de razão de viver.
afinal viver,
era paixão,
desencontros, incompreendidas suspeitas de amor, diferenças de matérias mortais.
agora o sono,
era pedido que vinha mais cedo e dormir ajudava.
sonho?
não tinha,
era sintoma de esquizofrenia, que sabia ter herdado.
ou adquirido enquanto vivia se apaixonando por todas que eram como ele.
daqueles tipos que ouvem o outro chamar o nome.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
ô trem!
sonho, aliás penso, que,
desde fora,
tens ficado por dentro
de como estou.
depois de ter-me lançado pra fora de seu carrinho.
dê mãos aqui e alongue o seu tempo,
encurtando o meu de espera.
desde fora,
tens ficado por dentro
de como estou.
depois de ter-me lançado pra fora de seu carrinho.
dê mãos aqui e alongue o seu tempo,
encurtando o meu de espera.
tá?
você me vem pela rede,
vi as letras de sua terra.
quer sentir onde estou?
vivi n'água,
energia gastei.
sim! eu sei.
respiro fácil.
hoje,
suspiro...
será?
vi as letras de sua terra.
quer sentir onde estou?
vivi n'água,
energia gastei.
sim! eu sei.
respiro fácil.
hoje,
suspiro...
será?
ais para seu ai
teus ais quando cais sobre mim.
ai.
quero rasgar coco com dentes quando vejo-te despida.
tua carne não é comestível não?
ai quando teus pés dão a volta em volta de mim.
tua garganta dita no martelo e na bigorna do meu ouvido,
bobagens, bobagens, bobagens.
ai.
os poros jorrando, cabelos deitando e virando cortina de ti.
viras, viras, viras o espelho para que acreditemos quando lembrarmos.
ai.
quero rasgar coco com dentes quando vejo-te despida.
tua carne não é comestível não?
ai quando teus pés dão a volta em volta de mim.
tua garganta dita no martelo e na bigorna do meu ouvido,
bobagens, bobagens, bobagens.
ai.
os poros jorrando, cabelos deitando e virando cortina de ti.
viras, viras, viras o espelho para que acreditemos quando lembrarmos.
reveja julho de 2008
Quarta-feira, 2 de Julho de 2008
outra coisa
Sou sombra, nuvem cheia e copo com água em cima da pia.
Se deixar eu derramo,
entorno.
Quando encosto na cabeceira dura da cama é que me dá vontade de chorar baixinho.
Bem baixinho.
Meu cachorro uiva pra lua e eu olho pra ela e ela não me vê.
Às vezes penso que ela é burra.
- Né nada, minha tia Célia dizia.
Isto é coisa de lua nova, quanto menos se vê, mais quer.
Conheço pessoas que nunca foram na minha casa,
que nunca ficaram perplexas ou paradas.
O touro é que não gosta delas.
Eu tenho uma dorzinha que me incomoda de vez em quando.
Quando ela some de todo,
eu a cutuco pra me ver vivo,
loquaz,
atendido nas minhas perdidas esperanças.
Queria ter companhia pra chorar de noite,
noite e dia,
noite e dia, noite e dia.
Chorar sozinho é bom quando não se quer companhia.
Eu quero derramar aquele copo d'água inteirinho,
mas na boca de quem não escuto a voz,
mas sei que já chegou.
Reconheço gente de olho fechado,
se tiver perfume bom,
se tiver uma mão macia
ou cabelo de anjo.
Desesperei uma vez quando me sumiu todo meu amor.
Nem sabia que tinha ainda daquele jeito.
Depois enchi-me de coragem e fui pegar a roupa no varal,
catar limão,
lavar calçada e depois entrei em casa.
Estas coisas eu faço pra me pegar sozinho e me convencer que a vida é só isto.
Mas eu tô olhando lá da janela e grito:
Corre Marcos que vem chuva!
outra coisa
Sou sombra, nuvem cheia e copo com água em cima da pia.
Se deixar eu derramo,
entorno.
Quando encosto na cabeceira dura da cama é que me dá vontade de chorar baixinho.
Bem baixinho.
Meu cachorro uiva pra lua e eu olho pra ela e ela não me vê.
Às vezes penso que ela é burra.
- Né nada, minha tia Célia dizia.
Isto é coisa de lua nova, quanto menos se vê, mais quer.
Conheço pessoas que nunca foram na minha casa,
que nunca ficaram perplexas ou paradas.
O touro é que não gosta delas.
Eu tenho uma dorzinha que me incomoda de vez em quando.
Quando ela some de todo,
eu a cutuco pra me ver vivo,
loquaz,
atendido nas minhas perdidas esperanças.
Queria ter companhia pra chorar de noite,
noite e dia,
noite e dia, noite e dia.
Chorar sozinho é bom quando não se quer companhia.
Eu quero derramar aquele copo d'água inteirinho,
mas na boca de quem não escuto a voz,
mas sei que já chegou.
Reconheço gente de olho fechado,
se tiver perfume bom,
se tiver uma mão macia
ou cabelo de anjo.
Desesperei uma vez quando me sumiu todo meu amor.
Nem sabia que tinha ainda daquele jeito.
Depois enchi-me de coragem e fui pegar a roupa no varal,
catar limão,
lavar calçada e depois entrei em casa.
Estas coisas eu faço pra me pegar sozinho e me convencer que a vida é só isto.
Mas eu tô olhando lá da janela e grito:
Corre Marcos que vem chuva!
reveja novembro de 2008
Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008
suas coisas
seu cabelo preso
seus olhos semi fechados
seu fluxo
seu refluxo
sua cor
sua dança aos treze
seus cadeados
seus cds estragados
sua crença
seus músculos
suas pintas
seus relógios variados
seus ouvidos
seus gritos
seus suaves exercícios
seus alongamentos
sua bronca
sua sandália branca
suas camisetas
suas poucas palavras
suas aulas
seus pulos
seu cabelo solto
sua roupa rosa
sua roupa verde
sua boca
seus olhos
sua voz
suas abelhas
nossa bicicleta pra ir embora
suas coisas
seu cabelo preso
seus olhos semi fechados
seu fluxo
seu refluxo
sua cor
sua dança aos treze
seus cadeados
seus cds estragados
sua crença
seus músculos
suas pintas
seus relógios variados
seus ouvidos
seus gritos
seus suaves exercícios
seus alongamentos
sua bronca
sua sandália branca
suas camisetas
suas poucas palavras
suas aulas
seus pulos
seu cabelo solto
sua roupa rosa
sua roupa verde
sua boca
seus olhos
sua voz
suas abelhas
nossa bicicleta pra ir embora
quinta-feira, 2 de abril de 2009
não me assento
silencio. se me pedes.
distancio. se tu ficas.
denuncia. minha paixão.
alivio. seu apresamento.
copia. nosso destino.
fútil. o amor.
distancio. se tu ficas.
denuncia. minha paixão.
alivio. seu apresamento.
copia. nosso destino.
fútil. o amor.
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não tem coca não tem torta não tem diamante negro não tem luz não tem paz não tem raiz não tem leite não tem café sem açúcar não tem velocid...
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O Que Será (À Flor da Pele) Milton Nascimento Composição: Chico Buarque O que será que me dá Que me bole por dentro, será que me dá Qu...