eu tenho uma esperança, uma única;
o dia seguinte não chegará.
tenho um profundo desejo,
que a segunda, seja sexta.
tenho, nela,
meus sonhos realizados.
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domingo, 21 de agosto de 2011
quarta-feira, 19 de maio de 2010
terça-feira, 16 de março de 2010
quando?
quando TUDO dorme, meu SONHO some, minha vida PARA.
quando a SUA voz dorme, meu grito INTERNO acorda.
quando a SUA voz dorme, meu grito INTERNO acorda.
domingo, 27 de dezembro de 2009
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
desenrole
tenho uma saudade tão intensa....
não é "grande de enorme", é extensa....
toma a forma de espiral e me enrola todo...
e enquanto faz isto vai me alisando a pele,
coroando o dia,
lavando a aura,
completando o sal,
empolgando o amanhã.
suplicando beijo,
pedindo colo,
lembrando cheiro,
olhando vazio,
dando arrepio,
copiando as falas,
relendo alegria,
surrupiando as horas,
pra que chegue logo o momento
de você me desenrolar...
não é "grande de enorme", é extensa....
toma a forma de espiral e me enrola todo...
e enquanto faz isto vai me alisando a pele,
coroando o dia,
lavando a aura,
completando o sal,
empolgando o amanhã.
suplicando beijo,
pedindo colo,
lembrando cheiro,
olhando vazio,
dando arrepio,
copiando as falas,
relendo alegria,
surrupiando as horas,
pra que chegue logo o momento
de você me desenrolar...
sábado, 8 de agosto de 2009
sssssssss
ssssssssss
acompanham os sorrisos,
acompanham a saudade,
são todos suspiros,
estão em pares,
por isto são plural.
acompanham os sorrisos,
acompanham a saudade,
são todos suspiros,
estão em pares,
por isto são plural.
terça-feira, 30 de junho de 2009
suspende
não acho que seja o bastante,
para bastar,
os instantes colocados (o meu sobre o seu).
venha o corpo,
venha a voz,
vejo os olhos (partidos, enviados. aos pedaços compartilhados).
sei do caber,
do espaço que ainda há (mas, do outro lado cabendo, conterá?).
lembro vagamente, (memória tenta o futuro),
da viagem na serra onde ouvi a voz da infância (o passado nos contenta).
falo vago,
viajo ao som do que completa minha fala,
me suspende... (suspiro)
para bastar,
os instantes colocados (o meu sobre o seu).
venha o corpo,
venha a voz,
vejo os olhos (partidos, enviados. aos pedaços compartilhados).
sei do caber,
do espaço que ainda há (mas, do outro lado cabendo, conterá?).
lembro vagamente, (memória tenta o futuro),
da viagem na serra onde ouvi a voz da infância (o passado nos contenta).
falo vago,
viajo ao som do que completa minha fala,
me suspende... (suspiro)
terça-feira, 23 de junho de 2009
romaneio
Passantes mãos em pianos mudos,
com letras falantes que marcam a tela,
mostram o som da voz distanciada,
entre montes e serras,
conquistando uma parte desidratada de mim.
Longos dias,
sem fim ou sem certeza,
são os dias preenchidos,
posições,
promessas de línguas,
fórmulas químicas.
Inverdades ditas francamente,
interessam aos similares.
Dependo, defendo os momentos ,
diversas opostas.
Quilômetros trazem-me,
melhores momentos doados por alguém.
com letras falantes que marcam a tela,
mostram o som da voz distanciada,
entre montes e serras,
conquistando uma parte desidratada de mim.
Longos dias,
sem fim ou sem certeza,
são os dias preenchidos,
posições,
promessas de línguas,
fórmulas químicas.
Inverdades ditas francamente,
interessam aos similares.
Dependo, defendo os momentos ,
diversas opostas.
Quilômetros trazem-me,
melhores momentos doados por alguém.
terça-feira, 9 de junho de 2009
segunda-feira, 27 de abril de 2009
domingo, 26 de abril de 2009
estou
frio,
frio congela o sentimento,
na lembrança,
de ter um momento, feliz,
observando o movimento,
de querer tudo de uma vez só.
ana, obrigado por me lembrar.
frio congela o sentimento,
na lembrança,
de ter um momento, feliz,
observando o movimento,
de querer tudo de uma vez só.
ana, obrigado por me lembrar.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
tá?
você me vem pela rede,
vi as letras de sua terra.
quer sentir onde estou?
vivi n'água,
energia gastei.
sim! eu sei.
respiro fácil.
hoje,
suspiro...
será?
vi as letras de sua terra.
quer sentir onde estou?
vivi n'água,
energia gastei.
sim! eu sei.
respiro fácil.
hoje,
suspiro...
será?
sábado, 5 de julho de 2008
na hora, santa.
tem hora que é santa. não a hora. ela. toda hora santa, que é toda, me vem também a vontade de te chamar pra perto.
tem hora que é não é eleita, que não é perfeita e nem minha. então te vejo indo longe, longe de mim.
quando será a hora, minha santa, em que você virá sem eu te chamar. elege uma hora santa qualquer.
tem hora que é não é eleita, que não é perfeita e nem minha. então te vejo indo longe, longe de mim.
quando será a hora, minha santa, em que você virá sem eu te chamar. elege uma hora santa qualquer.
cão
Quase não sobrou comida do almoço hoje. O frio que sinto é maior do que o que está na minha barriga. Quando eu era menino tinha dia que nem tinha o que comer e então eu abria o armário de madeira, na parte alta e pegava a pimenta e esmagava no fundo do prato e virava com arroz. Comia até soluçar. Hoje tenho soluço quando é saudade de um sentimento, de uma hora qualquer que vivi. Um cheiro de perfume que senti a muito tempo me veio na lembrança e não consegui sentir o mesmo que antes. Estou perdendo a visão. Não a da vista, que esta lá vai indo, mas perdi a do futuro, do que sonho, do quererei, do que sonhei um dia. Meu cachorro é que se lembra de tudo, mas não vai bem de vista, ele late pra mim achando que sou outro.
domingo, 22 de junho de 2008
Duro é saber que uma hora páro de sentir
Os cachos de banana estão quase maduros e talvez Paulinho venha buscar o seu que lhe prometi. Quando saí para procurar a lua, lembrei que prometi a ele, já vão quase dois meses.
Sempre aspiro alua pra dentro de mim quando preciso de ar. Falta oxigênio no cérebro destes loucos que não param de pensar.
Fiz bacalhau hoje. Não paro de pensar um minuto em escrever. Já vão seis dias que as palavras saem de dentro de mim.
Li certa vez que escrever doia. Nunca entendi assim, pois pouquissímas vezes me doeu tanto escrever quanto tem sido. Meu filho disse que o bacalhau ficou um pouco salgado. Também com tanto sal no mar, eu lhe disse. Li também que escrever era como ter um filho, um parto.
Algo que sai de dentro de mim meio arrancado, já não quero muitas vezes que nem exista alguns sentimentos. Negação. Sobrevivemos como podemos.
Que saudade do quê não sei.
Talvez seja saudade da incerteza. Da certeza do nada, da feliz coincidência em tudo. Em todos que encontrei e que me diziam algo novo como por exemplo: olha o céu que lindo com a lua clareando.
Meu peito dói. Acho que é solidão de mim mesmo.
Vontade de voltar a pular a linha de trem em Santa Tereza, chupar bala de um centavo vendida na venda de Dona sei lá, não me lembro. Comer frango chupando os dedos na casa da Tia Maria e vendo a Mercês sorrindo com os olhos. Acho que não tinha os dentes.
Ai meu Deus, que dor gostosa.
E aquela moça bonita toda airosa que meu cachorro assustou quando ela passou? Eu sei que ela vai passar pela minha rua e me dizer bom dia. Mas nem vai olhar pra dentro do meu jardim. Poesia na varanda da minha casa ela nem quer ouvir falar.
O bacalhau não tava salgado. Faltava tempero. A vida tem que ir sendo temperada, para parecer palatável. Tem que também pintar e enfeitar para parecer bonita.
Aparência é tudo, seja qual for sua preferência. Vai escrevendo que uma hora sai o filho, uma hora pára de doer. Ou então eu paro de sair de dentro de mim e me mostrar no meu jardim.
E as bananas? não estão ainda verdes no meu quintal? será que Paulinho vai ficar feliz quando ver que eu lembro?
Sempre aspiro alua pra dentro de mim quando preciso de ar. Falta oxigênio no cérebro destes loucos que não param de pensar.
Fiz bacalhau hoje. Não paro de pensar um minuto em escrever. Já vão seis dias que as palavras saem de dentro de mim.
Li certa vez que escrever doia. Nunca entendi assim, pois pouquissímas vezes me doeu tanto escrever quanto tem sido. Meu filho disse que o bacalhau ficou um pouco salgado. Também com tanto sal no mar, eu lhe disse. Li também que escrever era como ter um filho, um parto.
Algo que sai de dentro de mim meio arrancado, já não quero muitas vezes que nem exista alguns sentimentos. Negação. Sobrevivemos como podemos.
Que saudade do quê não sei.
Talvez seja saudade da incerteza. Da certeza do nada, da feliz coincidência em tudo. Em todos que encontrei e que me diziam algo novo como por exemplo: olha o céu que lindo com a lua clareando.
Meu peito dói. Acho que é solidão de mim mesmo.
Vontade de voltar a pular a linha de trem em Santa Tereza, chupar bala de um centavo vendida na venda de Dona sei lá, não me lembro. Comer frango chupando os dedos na casa da Tia Maria e vendo a Mercês sorrindo com os olhos. Acho que não tinha os dentes.
Ai meu Deus, que dor gostosa.
E aquela moça bonita toda airosa que meu cachorro assustou quando ela passou? Eu sei que ela vai passar pela minha rua e me dizer bom dia. Mas nem vai olhar pra dentro do meu jardim. Poesia na varanda da minha casa ela nem quer ouvir falar.
O bacalhau não tava salgado. Faltava tempero. A vida tem que ir sendo temperada, para parecer palatável. Tem que também pintar e enfeitar para parecer bonita.
Aparência é tudo, seja qual for sua preferência. Vai escrevendo que uma hora sai o filho, uma hora pára de doer. Ou então eu paro de sair de dentro de mim e me mostrar no meu jardim.
E as bananas? não estão ainda verdes no meu quintal? será que Paulinho vai ficar feliz quando ver que eu lembro?
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delícia de texto
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