quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
domingo, 27 de dezembro de 2009
*tanta
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
lábio(s)
rosa,
e sobre isto digo;
sobra água em minha boca,
choras e sorvo a sua.
lança-se para fora e acolho entre os meus,
rogo,
e sobre isto diz-me;
sobra água em mim,
eu choro, sorva-me.
sábado, 5 de dezembro de 2009
traduz.
o que calo me faz ficar quieto ao teu lado?
o que vemos nos olhos do outro nos tira o ar?
o que sentimos no corpo do outro se repete quando sós?
o que escrevo não traduz!
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
se
tudo
se tudo fosse...se...
se...tudo fosse se
se tudo...fosse...se
se tudo fosse...se
se tudo...fosse se
se tudo fosse se
se
fosse
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
preguiça
domingo, 22 de novembro de 2009
trecho
(trecho de, quem sabe um dia, um livro)é foda sentir!
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
desenrole
não é "grande de enorme", é extensa....
toma a forma de espiral e me enrola todo...
e enquanto faz isto vai me alisando a pele,
coroando o dia,
lavando a aura,
completando o sal,
empolgando o amanhã.
suplicando beijo,
pedindo colo,
lembrando cheiro,
olhando vazio,
dando arrepio,
copiando as falas,
relendo alegria,
surrupiando as horas,
pra que chegue logo o momento
de você me desenrolar...
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
je reviens
Je reviens, encore
Tu n'as même pas vu
Que j'étais partie alors
Je suis revenu
Comme on rentrerait au port
Fatiguée
De passer
Par dessus bord
Je reviens
Je reviens et j'ignore
Ce qui nous ramène
Ce qui nous ramène au bord
On a déjà vu
La mer rendre certains corps
Qu'on avait dit portés disparus
sábado, 14 de novembro de 2009
bocas
boca fica,
boca quente,
boca sente.
corpo sua,
corpo suo,
corpo seu,
corpo sua.
movo dentro...
movo senta!
movo sinto...
movo dentro!
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
fronte
defronte do que você vê,
coloco-me dentro de onde está.
debruço-me nas coisas que você observa,
olho para o que você quer ter.
deito-me esperando a volta,
sua volta,
de suas ganhas lutas,
suas justas.
sorrio sabendo que à sua espera,
estou eu.
durmo tranqüilo meu amor, seus sonhos sãos,
meus são.
sábado, 24 de outubro de 2009
longo horizonte
é horizonte extenso....
e qualquer lugar é prisão.
um livro bom? é o horizonte
um dia longo? é o horizonte
qualquer coisa se torna, ponta à ponta, você
você me alonga as coisas.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
trator
trator,
tratamento no meu coração,
é seu amor.
quando sulco minha terra em busca de vida,
vejo você;
arando minha mente, plantando semente,
botando o sol pra quarar,
jorrando água de lágrima,
olhando crescer a calma.
fazendo da minha vida,
amor.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
você? eu!
eu me transbordo em você,
eu me raspo em você,
eu me desdobro por você,
eu me calo e me falo pra você,
eu me enrolo em você.
eu me amo em você,
eu muitas vezes saio de você
eu me encontro com você e em você,
eu acho que acho em você,
eu me molho todo pra você,
eu me paro para você,
eu me acordo e concordo em amar você,
eu me vejo ao me deixar quieto ao ver você,
de fora, de dentro de mim, por mim, por você ou por nós,
eu me sou em você...
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
de joelhos
não tem como dizer.
então bebo, sorvo, degusto,
vicio e adoro.
de joelhos.
entre os seus.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
presença
eu sofro é com a presença e portanto com a certeza de que você irá embora.
mas, meu amor, quando te vejo, tudo isto vai-se embora, tem que ir, para que eu tenha tudo, em tudo com você.
sou e quero ser totalmente seu para que nada mais importe ou nos distraia.
para podermos ter tanto um para o outro que nada mais nos reste a nao ser,
ser do outro...totalmente
domingo, 27 de setembro de 2009
sou homem seu
sou homem de ver beleza em toda beleza
sou homem de olhar vários minutos pra você
sou homem de desejos os quais seguro
sou homem de ver você do outro lado
sou homem e, na verdade, sou seu homem
sou homem seu.
uns
a divisão, a partilha, um lado aqui e outro aí.
as escolhas de rotas, tempos, bagagens, roupas e lençóis.
ternamente os olhos ateram-se ao fato de consumirem-se.
mansamente as mãos se deram ao carinho.
dormente as pernas de tanta espera, cruzaram-se.
e tudo era, em volta, e à volta; uns olhares, umas palavras, uns risos.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
eu não sei.
eu não sei se vê. mas eu vi...
eu não sei se. mas se sei...
eu não sei onde. mas sei que...
eu não sei aí. mas sei que aqui...
eu não sei de nós. mas sei que eu...
eu não sei do amor. mas sei que amar...
eu sei que tudo aqui é cada vez mais daí.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
ENQUETE
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
sou sua mulher
Não me crie em sua mente.
Não me tenha. Apenas me observe fazer.
Ou ser.
Veja quantas há em mim. Não sou sua.
Sou minha e todas.
Não sei quem sou, sou alguma, sou a louca, a menina, a moça.
Sou uma mulher.
Gênero.
Única. Pessoal.
Sou a bela.
Queira-me em lembrança, em distância, em suas melhores e maiores vontades.
Meu corpo pode estar em suas duas mãos, abrindo-se e recebendo.
Minha pele te sente, minha boca tem a saliva que beberá da sua.
Queira-me pela noite inteira. Toda.
Sua.
E de manhã me deixe em meus olhares.
Em minhas considerações e sonhos.
Sou uma mulher florescente.
domingo, 30 de agosto de 2009
ligo?
- como não?
- eu fico ligado o dia inteiro...
- mas então...?
- é... eu sei...
- vai ligar?
- mais?
- não pode?
- devo?
- quanto?
- como?
- quanto você liga?
- muito. eu te disse "vivo ligado".
- é...
terça-feira, 25 de agosto de 2009
vão
Suas palavras fazem o traço para o passar.
Meus medos vão e tocam o outro lado.
Terra sua.
Você é de um pedaço aqui, dentro de mim.
Sou seu deitado em ti.
Homem agora enfim em si.
Sua causa, eu vou.
Uma única palavra (vão) me trouxe a ponte de onde te vi.
domingo, 23 de agosto de 2009
nome
Fecharei meus olhos com tua imagem enviada,
pois somente ela quero enxergar.
Guardo,
eu guardo aqui suas três palavras, as quais quero trocar com as minhas.
E seu nome?
Como direi um nome tão lindo, tão transparente?
terça-feira, 18 de agosto de 2009
como?
domingo, 16 de agosto de 2009
de ondas e futuro
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
receita
Carne maturada
Tempero
Fome
Pegue a carne, olhe para ela, de preferência com dois olhos grandes, se forem verdes, não espere amadurar. Desembrulhe e coloque sobre ela seu próprio tempero. Esfregue-se nela pelo tempo que for necessário para que desprenda seu líquido natural. Coloque-a no processador e ligue na velocidade máxima. Reduza e vá intercalando: rápido, médio, muito rápido, slow. Retire, mas não a deixe sozinha. Cubra. Deixe descansar quarenta minutos. Enquanto isto aqueça o forno em potência alta. Veja se a carne descansou em menos tempo, pode acontecer nas mais maturadas e principalmente com procedência espanhola ou judaica. Ajeite na travessa os pedaços da forma que lhe agrade. Abaixe o forno até o mínimo, a carne deverá demorar mais pra cozinhar, mas ficará (garanto) uma delícia. Em fornos mais novos aconselho a ir dando uma olhada pra ver se a carne está com aparência bem “viva”. Deixe cozinhando na sua cozinha por dois, três ou quatro dias. É isto mesmo. Demora. Mas será a comida do ano. Talvez da sua vida. Coma. E não goze ainda. Tem mais carne lá. Durma. Descanse. Coma de novo. E de novo. Não reduza esta receita. Espero que goste. É receita antiga.
beneficiária de mim
sem vergonha de ser poeta, poetisa, exprimista, esgrimista,
sei lá o que é você.
sentir o começo, um suspiro profundo,
a dor do mundo,
do
menino perdido, da saudade descrita.
o despiste, do maldito tempo, do bendito agora
a razão solapante, a versão da aldeia, a veracidade
metropolitana.
Soltar o corpo nu, sexo na liteira,
maremotos trazendo bobagens,
loucuras,
santas mulheres imaginadas.
Perfeitas medusas, tranças nas pernas,
gulosas peruas, olhares seus.
Meus! Meus! Meus!
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
seu
morto
rosas
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
perdidos
ciúme de dedos
sábado, 8 de agosto de 2009
De outros 1
Escrevo desde os 16 anos e ainda não aprendi. Talvez pela falta de estudo, pela inconstância (paro anos e volto, longos períodos escrevendo compulsivamente x longos períodos de silêncio total). Estou iniciando minhas escritas aqui neste blog, hoje, onde obtive a promessa de poder escrever o que quisesse e com periodicidade indeterminada. Meu nome sempre foi Paulo, desde que me perguntaram a primeira vez. Lembro do meu pavor de dizer meu nome e o nome que me veio à cabeça foi este. Senti-o sonoro e seguro. Nome forte para utilizar na guerra que pretendia lutar. Sobre isto falarei mais tarde em outro post. Aguarde-me. Hoje quero dizer-lhe de mim. Como aconteceu de me encontrarem vagando, de como me alimentaram e como me tornei o homem que hoje você conhecerá. Um pouco. Vamos aos poucos para que a surpresa seja construída. Nasci em uma família grande, o quarto filho, o caçula bem educado, bem vestido, bem tratado e amado. Mimo foi a primeira palavra que percebi ser para uso negativo. Meu pai dizia sempre; - você mima demais este menino. Ele teve uma premonição talvez e não interferiu pois sua visão de futuro já havia lhe dito que não participaria de grande parte de minha criação. Perdi-o quando eu ainda não usava calça comprida. Fui criança livre, cidade grande, chicletes pregados na calçada eram arrancados e "remascados" como se fossem novos ao se colocar um pouco de açúcar. Nunca tive cáries ou infecções intestinais. Minha morte já havia passado perto e ela apenas tentaria me colher bem mais tarde, já que quando novo me visitara com uma insistência tão grande que alguns parentes diziam à mãe; coitada, ele é o último filho que ela pari. Ele era eu. Fraquinho, magrinho, tão mirrado que as agulhas atravessavam meus braços e acabavam por dar-me aos braços, a aparência que afastavam as mais experientes enfermeiras. Chocadas se recusavam em me colocar o soro, que iria me reidratar para a vida. Minhas perninhas e calcanhares ganharam sua vez. Voando para a cidade do Rio de Janeiro, pois a capital naquela época ainda não tinha o Hospital de Base. E assim sobrevivi à desidratação. Daqui, não mais mascando chicletes, fui colocado em uma escola para crianças excepcionalmente inteligentes e com pouco mais de seis meses, fui chamado à diretoria para escolher entre ficar em minha classe ou passar parar outra mais adiantada. Não sabia, mas me senti como Woody Allen ao ser questionado se aceitava sua própria circuncisão. Fiquei onde estava. Ali foi meu erro. Havia uma menina mais velha um ano, eu tinha sete para oito anos, linda, cabelos pretos, franja grande, saia azul, como todas as outras. Sua calcinha eu nunca vi, Vi-a uma vez sem nada. Estranho para mim, indefinível então. Mas marcante aquela diferença dela para as outras. Ela foi meu primeiro erro com as mulheres, dentre tantos que muitas permitiriam ou não em meus romances. Sim, desde já esclareço que sempre fui de romances. Nunca houve uma mulher que eu não desejasse casar, viver e senti-la como única e interminável. Isto até ler Vinicius (eu também escrevo poesias) e compreender que o eterno sem medida é melhor. E este sentimento de romances intermináveis, paixões avassaladoras eram alimentadas por filmes que varavam à madrugada e atravessavam meu coração e colocavam minha mente em um transe deliciosamente vago, superficial em profundidade da realidade, mas que me conservou até hoje. Sou um apaixonado. E preso dentro desta paixão, um corpo sexualmente ávido, tarado eu diria. Que se controlaria para não ser presa fácil das que desejam apenas carne e vinho. Não quero generalizar. Amo e aprecio todos os tipos de mulheres. As loucas principalmente. As perigosas, literalmente. As amorosas demais, quero distância. As misteriosas, desejo tê-las por todo tempo. Ah, meu tempo de liberdade para escrever acabou agora. Esqueci quase, tenho um tempo estipulado, única condição que me é imposta. Regras externas ao blog esclareço. As luzes precisam ser apagadas em três minutos. Eu volto depois
sssssssss
acompanham os sorrisos,
acompanham a saudade,
são todos suspiros,
estão em pares,
por isto são plural.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
feliz em te ver feliz
quanto mais
Quanto mais próximo do impossível, mais invade-me o desejo de ser tudo.
Assim tenho inteiro, o sentido das coisas que me fazem ser completo,
a esperança de viver totalmente daquilo que me sempre moveu.
É esta paixão,
esta coisa absoluta, absurdamente viva, que quando permitida,
vorazmente nos engole.
E em troca de ser alimentada,
suspende no ar os que vivem poucos anos.
Mas tanto vivem,
que os anos não existem.
Quero-a, desejo-a, amo-a,
e ser tanto assim,
por tão pouco tempo e há tão curto tempo,
que minhas vontades, minhas vidas, junto-as e entrego, me dou para conhecer as suas.
Acompanho-a,
minha,
por estar em tão grande vontade de viver e de ser este ser que cria, pensa, vive e observa.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
fortaleza
que primeiro minha visada observou na fortaleza.
Foram os olhos (miras de mirante futuro),
que me levaram ao mergulho do qual ainda não saí.
Fitei-os longamente e engoliram-me braços (entregues desarmados).
E o coração (como sendo a antiga sede da alma),
não se quis sozinho e acompanhando o pensar quedou-se (e aí está),
esperando um toque dos dedos seus.
Em seguida, vi o riso (que ainda hoje criança permanece),
dizendo-me:
- quero ser, quero ser.
E quando dentro (como se dentro carregasse o outro também),
vi seu corpo,
completo,
belo,
significante (coberto de descobrires).
sexta-feira, 31 de julho de 2009
penha
em mãos.
Às tuas, sou teu.
Em olhar-te nos teus grandes, encimados por duas negras curvas,
chamam-me.
Entregue-me ao riso,
os teus,
que fazem os meus.
Derramo-me à sua frente, agacho-me, beijo-te os lábios.
Tu sabes a sede,
aonde será minha coberta,
o cruzar das pernas,
a coluna que não suporta o corpo, mas a ti.
sim!
Mente, mente... ah! a mente...
Diga-me se a verdade desce a penha,
à segurar pelos dedos a vontade do voluntário para o amar.
Sustenta-me na palma de tua palavra, a não dita.
Sigo-te por entre ti,
volteio ao seu redor,
encontro-me por buscar-me com tão grande entrega.
Sou preso em ser liberto para te admirar.
Guardo ainda o verbo encontrar.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
observada
surreal
surpreendente
sensacional
genial
geniosa?
e ainda desfila pelada na minha sala!
segunda-feira, 27 de julho de 2009
*quiz. é um quiz!
domingo, 26 de julho de 2009
li!
bem... err...
olha.... sabe...
eu.... você não...
mas... bem...
aqui... então...
olha... hum...
oi?
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Crisálida
Gostosos de se tocar como seda,
seda que me avermelhe as mãos.
Como se a vergonha fosse somente minha ao tocar fora dela.
E mesmo ainda sob ela, eu sinta, ela. E que ela me sinta.
Aos trinta, quarenta;
ao descanso irei,
terei todo tempo para olhar e ver o olhar coberto pelo verde.
Espantosa maneira de me olhar.
E eu serei quedado ao me sentir vertical, onde as pernas tremem e não caio.
Pronto para morrer nas alegrias corporais expressas,
conduzidas por palavras também,
audíveis apenas também após sessenta dias.
Pelos mortos cansados de esperar.
Crisálida muda o mar e se envolta ao nele se voltear..
domingo, 19 de julho de 2009
envolto
Muitas vezes, água.
E, estes,
esvaem,
deságuam
e desandam sem parar.
E tomam os caminhos abertos,
que em curvas parecem que não vão.
Mas nunca ficam parados,
transbordariam no seu incessante.
E nas bordas,
sangue e aguaceiro,
convertem palavras em amor.
Em amor de rio cheio,
vida, verbo de ser.
Ver desde a margem é paixão fulminante.
É chamada para mergulhar.
E levando consigo, para sempre,
o que já não é meu,
congela o sorriso na felicidade.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
entretantos
e não apenas o dizer-nos?
Enchermo-nos de zelos,
se pudéssemos,
em nossos termos, ter-nos.
Ser o tanto,
tanto que fosse,
sem o entretanto.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
frases
várias... uma depois da outra...
não acho desperdício não anotá-las.....
procuro algo perfeito pra te falar.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
posso?
Durmo sonhando para acordar suspirando enquanto tento calar.
Calo enquanto tento falar o quanto te amo.
Te amo para falar o tanto que não posso.
Não posso te amar calada enquanto tento falar que não posso...
Posso não falar o quanto te amo enquanto tento pensar.
Penso em calar enquanto... sei que não deixo de te amar.
Mas enquanto te amo te falo, o tanto.
(de uma mulher, para um homem - lógico!)
sábado, 11 de julho de 2009
sexta-feira, 10 de julho de 2009
quinta-feira, 9 de julho de 2009
como você?
em seu quarto.
amo-te loucamente no fio da linha,
aqui e ali.
foi quando tive seu corpo entre o meu,
o meu no seu espaço.
encosto-me em seus seios em breve,
brevemente espero.
minha, quero mansamente suas mãos,
em mim, seu.
troco suores solitários,
pelos seus solidários aos meus.
andei em volta de suas palavras,
escolhi segui-las.
e agora eu sinto,
muito.
*sacrificado dia
oitava parte, de dez oitavos, entrego à carnificina do diário.
o que sobra jogam pedras em cima.
me fazem um altar.
sou santo, separado para vagar,
sem esbarrar as asas, entre as cortinas que abaixam.
pois, da altura, deus me olha esperando eu voltar-me. a face escondida de vergonha.
domingo, 5 de julho de 2009
2 dias
há aquelas palavras rodeando que não se juntam.
sétimo, quase todo dia esperando, o seguinte.
primeiro, quase inteiro, nas últimas horas impossíveis.
se há algo por dizer, digo hoje. venha buscar-me.
sábado, 4 de julho de 2009
fome
Eu tenho isto em mim. Esta coisa inexplicável. Um sentimento que vem e vai.
Às vezes sinto como se o passado não fosse possível ter vivido.
A saudade é tão grande, tão forte a força com que vem, que literalmente o coração para.
Às vezes o querer é demais.
É querer uma tarde calorenta, suor de sexo, de paixão, de não querer saber se outro dia vem.
Ou se outra tarde se foi.
Tardes silenciosas com olhares cúmplices com motivos iguais em tudo.
Fome.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
terça-feira, 30 de junho de 2009
suspende
para bastar,
os instantes colocados (o meu sobre o seu).
venha o corpo,
venha a voz,
vejo os olhos (partidos, enviados. aos pedaços compartilhados).
sei do caber,
do espaço que ainda há (mas, do outro lado cabendo, conterá?).
lembro vagamente, (memória tenta o futuro),
da viagem na serra onde ouvi a voz da infância (o passado nos contenta).
falo vago,
viajo ao som do que completa minha fala,
me suspende... (suspiro)
segunda-feira, 29 de junho de 2009
luto
sobrepôs anos sobre o dia.
não houve imagens que fizessem o descanso chegar.
em vãos secretos deitou seus olhos.
esperou as horas comuns dos trinta dias incomuns.
lutou contra o luto falso.
(no outro dia estava entre cristais, madrepérolas e sedas)
(sentido perfeito, único, novo e prometido)
junto mais palavras por sentir?
quarta-feira, 24 de junho de 2009
tempo?
e não se viram
por muito tempo.
e se viram
e se viraram
por pouco tempo.
e se viraram
muito
por pouco tempo.
e por muito tempo
viram
que viraram
um momento.
por muito tempo.
terça-feira, 23 de junho de 2009
romaneio
com letras falantes que marcam a tela,
mostram o som da voz distanciada,
entre montes e serras,
conquistando uma parte desidratada de mim.
Longos dias,
sem fim ou sem certeza,
são os dias preenchidos,
posições,
promessas de línguas,
fórmulas químicas.
Inverdades ditas francamente,
interessam aos similares.
Dependo, defendo os momentos ,
diversas opostas.
Quilômetros trazem-me,
melhores momentos doados por alguém.
domingo, 21 de junho de 2009
*bicicleta velha
recupera da dor!
trás a flor...
desacelera agora!
tá frio?
sinto nada!
amar?
não dá amor....
quarta-feira, 17 de junho de 2009
*não quero o tempo, todo
Eu não abrirei a porta,
Suspender os braços para esperar,
Nunca isto,
Lidas as lidas,
Não, eu não me caibo,
Perfume de noites claras,
terça-feira, 16 de junho de 2009
não, você.
Não te esqueço nem quando não tento
Não te quero mais do que muito mais
Não te vejo mais do que dentro de mim
Não te espero há muito tempo daqui
Não te beijo assim desde amanhã
domingo, 14 de junho de 2009
algo de bom
j.b. de oliveira
justiça, equilíbrio, silêncio, saber escutar, liderança. não apreendi tudo, mas aprendi com meu avô. andávamos juntos pelas ruas do centro, já apinhadas de gente, ainda no fim da década de 70, eu menino, ele me "guiando" com sua mão em minha nuca. sentia-me protegido, amado. meu avô era cheiroso. tinha um perfume, nunca soube qual, que era suave, doce. cheiro de avô. em sua grande varanda, de seu apartamento, havia duas gaiolas com canários belgas que eram durante um bom tempo, seus xódos. eu menino achava bonito. depois é que me veio um não suportar bicho preso. aqueles foram os únicos. quando ligaram e me disseram que era morto meu avô, não me assustei. ele tinha vivido 91 anos. e me dado os que tenho até hoje.
terra
Corpo.
Que me fizera a chuva caudalosa?
Braços.
Quanto aos sons contínuos,
Ouvir.
O que daria ser, você, raiz da planta.?
Abraços.
sábado, 13 de junho de 2009
suã com arroz
Acordei e não vi nada seu
Na noite anterior, não tive suas unhas pintadas, elas, marcando sua pele, a minha.
Meus dedos fizeram letra, fizeram palavras, fizeram frases que enviei por aí.
Acordei e meu corpo não tinha suor, seu.
Meus olhos olharam em volta e não deram de cara com os seus.
VTNC.
Que horas saiu o avião que me atropelou?
Acordei e pensei: onde está minha tabela periódica?
sexta-feira, 12 de junho de 2009
rio 1909
on line no laptop
power
ctrl+alt+del
senha
windowslivemail
senha
windowslivemail2
senha
googlechrome
googlee Notícias
atalho online empresa
senha windows
senha empresa
OS do dia
faturamento do dia
pqp
google noticias
corpos
blogs
iilógico
comentários
kkkkkkkkk
?
gmail
!!!!!!
online empresa
OS
OS faturamento
PQP
msn
dani
pedido
OS Faturamento
ainda
msn
gmail
gemo
gmail
OS faturamento
fuck
gmail
Y
valentine
(latim futuo, -ere, ter relações sexuais com uma mulher)
Sinónimo Geral: fornicar
quarta-feira, 10 de junho de 2009
deste-me
sensível
tentando
terça-feira, 9 de junho de 2009
segunda-feira, 8 de junho de 2009
falei
Quanto tempo eu tenho antes que descubra o quanto terei de você em mim?
Isto!
É isto que me faz suspirar mais alto, me faz sorrir sozinho, me dá vontade chegar mais tarde (o mais tarde).
Engulo o dia pra sentir-me sentado, com os dedos postados em direção à você.
Como é ter alguém tão distante, tão presente, tão ausente e tão dentro de mim?
Quero já.
Não o ainda não, não o não vou ou não vou voar.
Não precisa de me tira, não precisa de mentira para me agarrar, não precisa precisar de mim.
O tanto que quero deverá bastar.
Quero a estória da história escrita sem ter que ser amanhã. Tenho ar somente para hoje.
E quero respirar com você; à beira, sob, sobre, dentro, em, na, no, com.
(esta é daquelas!)
domingo, 7 de junho de 2009
papos

wall diz:
que mulher linda
assim
tipo... só pra observar...
the unforgiven diz:
essa mulher linda é a greta
diva
wall diz:
aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
the unforgiven diz:
não gostou?
wall diz:
tô sem aire
the unforgiven diz:
pq?
wall diz:
nada, nada, nada
nada é importante
sem greta
ela morava em new york, não é?
no fim da vida...acho que ela dizia...
“please,”
the unforgiven diz:
ah, detalhes da vida dela eu num sei
wall diz:
“me deixe sozinha”
e eu aqui sem dinheiro da passagem
the unforgiven diz:
é ela mesma!!!
"I never said 'I want to be alon', I've said 'I want to be left alone', and that's all the difference"
wall diz:
traduz aí...vai minha nêga
the unforgiven diz:
hahahahaha
preguicinha
mas tá
wall diz:
já fiz
the unforgiven diz:
"Eu nunca disse "quero ser só", eu disse "quero ficar só", e tem toda uma diferença"
wall diz:
na memória
caramba
e ela comia o quê?
será que olhava pra janela
the unforgiven diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
como vou saber???
wall diz:
enquanto dava garfadas?
ou colheradas (sinal de preguiça...kkkk) em seu prato de comida?
sabe?
aquele olhar de...
-bosta de vida,
mas, eu me amo, mais que a odeio
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
vou editar este e publicar!!!!
sábado, 6 de junho de 2009
raio x
não tire as partes óbvias,
as coxas, bundas ou seios.
não tire o revistar,
o raio-x,
o tridimensional olhar.
nem as apalpadelas.
não me prive à...
não me tire elas!
poliédrica
pra ver até onde estica.
pra ver se você complica
pra ver sua cinta liga.
estou me inventando
pra você ficar tentando me achar.
estou aqui parado
pra me sentir tentado com seu olhar.
quero ficar também desconfiado
encostado na parede com você por fora.
escuto sua voz nestas musiquinhas que te mando
me dizendo quase rouca "você...eu, eu, sou louca".
estou me esquivando e pouco me lixando
se ficar lógico pra você.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
com fitar
ancorou-me na verdade na qual sempre estou.
apenas imagino se sua pouquíssima permissão por mim imaginada,
seria toda assim mesmo ou parte da verdade desejada por mim.
não poderia ser a verdade absoluta,
escondida em sua vastíssima estória de fugas planejadas.
contemplando as vestimentas preferidas pela estrela de toda minha vida,
como diria o poeta itabirano, que também imaginou a pedra no caminho,
pois é que,
quando meus olhos fitam novamente sua beleza de cores iguais as escolhidas,
refaço-me semipoeta,
e encolhido dentro de uma paixão desmedida,
como deve ser o reflexo de minha vontade de tê-la como a escolhida,
tenho-me refeito da falsa vontade de que tudo por você sentido já tenha passado.
e passado e pasmado,
olho a mesma lua não mudada.
e é como se uma semana apenas tivesse ultrapassado o peito.
o coração,
a fácil explicação e força de expressão de quem deseja o amor inteiro,
por inteiramente entregue a alguém que tornará e tornará e tornará.
como uma força necessária para que as fantasias alimentem o homem,
o espaço,
a vida.
o meu viver.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
não era para ser agora
o acordar, pra vida desacelerada, me dói...
me coloca extenuado ao lado dela...
a vida...
e o corpo diz..."a alma não suporta, descrê, enredada fica".
sábado, 30 de maio de 2009
segunda-feira, 25 de maio de 2009
canto
coração, tem um canto?
canta o coração?
canto ao teu coração?
te encanto o coração?
me encantoa o coração!
inspirado no post de talita:
http://historiadaminhaalma.blogspot.com/2009/05/da-faxina.html
domingo, 24 de maio de 2009
copie, cole no comentário e coloque SUA pontuação
domingo, 17 de maio de 2009
tem
não tem torta
não tem diamante negro
não tem luz
não tem paz
não tem raiz
não tem leite
não tem café sem açúcar
não tem velocidade
não tem poesia
não tem montanha
não tem rio
não tem sampa
não tem mar
não tem flores
não tem edredon
não tem sol
não tem moto
não tem foto
não tem por perto
não tem piscina
não tem suco de limão
não tem cão
não tem desabafo
não tem tapete
não tem sofá
não tem lost
não tem notebook
não tem sombra
não tem churrasco
não tem cozinha
não tem louça pra lavar
não tem praia
não tem livro
não tem leitura
não tem ouvido
não tem ninguém
não tem música
não tem estrada
não tem violão
não tem pessoas
não tem criança
não tem solidão
não tem lagoa
não tem bicicleta
não tem porão
não tem estrela
não tem céu
não tem frio
não tem bronzear
não tem caminhada
não tem foto
não tem filosofar
não tem paixão
não tem mulher
não tem sexta
não tem impressão
não tem temperos
não tem beleza
não tem cristão
não tem ofício
não tem distância
não tem lugar
não tem desconhecido
não tem escalar
não tem nadar
não tem conversa
não tem mistério
não tem dúvida
não tem estudo
não tem parente
não tem mãe
não tem irmão
não tem convite
não tem testemunha
não tem favela
não tem caverna
não tem adoração
não tem revelação
não tem discórdia
não tem lógica
não tem razão
não tem amor.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
conhece?
Meus olhos, famintos, não se cansam
de te acariciar
Procuram sempre um novo ângulo
pra te admirar
E sonham mergulhar na sua boca de vulcão
Provar todo o calor que há na sua erupção
Escorregar nos rios claros
das margens dos teus pêlos
E encontrar o ouro escondido
que brilha em seus cabelos
Devorar a fruta que te emprestou o cheiro
E talvez desfrutar de um amor puro e verdadeiro
Esquecer o espaço, o tempo e o viver
Perder a noção do que é ter a noção do perder
Se um dia eu fui alegria ao te conhecer
Agora canto porque sinto a dor de não te ter
quinta-feira, 14 de maio de 2009
sabendo
Explico, e se eu justifico, é por ter a observação.
As mãos me tocavam nas costas das minhas,
Por debaixo dos panos das mesas.
E era o coração na boca,
Como se já o fim.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
nem...
domingo, 10 de maio de 2009
sábado, 9 de maio de 2009
ah! portugal... faltam poucos dias...
Composição: Artur Ribeiro - Ferrer Trindade
Não queiras gostar de mim
Sem que eu te peça
Nem me dês nada que ao fim
Eu não mereça
Vê se me deitas depois
Culpas no rosto
Isto é sincero
Porque não quero dar-te um desgosto
De quem eu gosto
Nem às paredes confesso
E até aposto que não gosto de ninguém
Podes sorrir, podes mentir, podes chorar também
De quem eu gosto
Nem às paredes confesso
Quem sabe se te esqueci
Ou se te quero
Quem sabe até se é por ti
Por quem espero
Se eu gosto ou não, afinal
Isso é comigo
Mesmo que peças
Não me convences,
Nada te digo
De quem eu gosto...
terça-feira, 5 de maio de 2009
pra ler enquanto canta e me espera voltar (férias, sem posts...)
Milton Nascimento
Composição: Chico Buarque
O que será que me dá
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receita
O que será que será
Que dá dentro da gente e que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os ungüentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite
O que será que me dá
Que me queima por dentro, será que me dá
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os tremores me vêm agitar
Que todos os ardores me vêm atiçar
Que todos os suores me vêm encharcar
Que todos os meus nervos estão a rogar
Que todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz implorar
O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem juízo
domingo, 3 de maio de 2009
sábado, 2 de maio de 2009
mulheres
Amo o fato de não viver sem elas
Amo-as por parecerem bonitas
E por quererem parecer
Amo as mulheres pois seu toque
Tem-me feito arrepiar
Amo as mulheres e seus medos
Sem razão
Amo suas certezas e sua coragem
Com emoção.
Amo seus olhares pedintes
Amo seu aceite com dor
Amo a forma de dizer não agora
Amo a espera por mim depois
Amo as mulheres por usarem saias
Amo seus vestidos
E suas camisetas brancas.
Amo!
Amo apaixonadamente
E me entrego totalmente a elas
Meu ser, minhas fraquezas
Amo seus penteados por elas
Amo seus cabelos por mim.
Amo suas perguntas
Amo suas poucas respostas.
Amo a jovialidade somente nelas
Amo a destreza de andar
Em sapatos inclinados.
Amo seus espelhos mulher
Amo seus filhos
Amos como ama seus pais
Amo você mulher que me toca
Move-me, me incita
Amo que me chame de amor.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
beija eu
que tenho ficado rouco
de gritar ao acordar,
me beija de novo! me beija de novo!
quinta-feira, 30 de abril de 2009
em tudo, um pouco
nova maquiagem
trocou o carro
pintou as paredes
renovou os móveis
encapou os livros
escutou as músicas
degelou a geladeira
colocou novo lençol
lavou os talheres
regou as plantas
comeu e bebeu
falou no msn
olhou para o céu
tudo havia mudado
ingrata
dentro de suas pernas
por suas coxas escorri
meus culhões amassou
minha boca em cima
sua boca em baixo
e dizes que não estive em ti?
quarta-feira, 29 de abril de 2009
disléxica
busco uma cadeira
busco a coisa inteira
pra viver aqui.
dá-me sua orelha
não me dá rasteira
pata de coelho
a viúva chora.
quero ser criança
e fazer lambança
tapa na orelha
pra me curar balanço.
solitário errante
passeio pela serra
pedalada na lagoa
sem olhar magoa.
pego na estante
deito no seu prado
sufocante aldeia
saio pois venci.
minha dor volteia
faz mirabolante
parte desiludida
escrevo o que perdi.
terça-feira, 28 de abril de 2009
descolorido esperando a lua
por cima ou debaixo da coberta não encontro tanto sossego,
coberto estou de sonhos.
acordado.
sem acordo vi olhos e chinelos indo e deixando tudo sem saída,
eterno, estrada comprida, fila sem fim.
desalento. preguiça.
aceite por ódio, matança, desfiliação,
mas sem compreensão, sem entendimento, sem trocados de palavras,
sem discusão, nem dircurso curto,
sobreviver apenas por bobo.
aliás por enganar o ser,
escrevendo,
lendo, comentando as mesmas dores,
do pisão no rabo sem ponta.
exterminar o sentimento, sentindo tudo,
caroço na mão,
dor no cotovelo,
apoio de cabeça pesada e mais motivos.
ai! não querer dor é fácil.
tê-la mais ainda.
sempre tem alguém que me dá uma dica!
segunda-feira, 27 de abril de 2009
domingo, 26 de abril de 2009
sábado, 25 de abril de 2009
certeza, apenas hoje
sexta-feira, 24 de abril de 2009
terça-feira, 21 de abril de 2009
brincando
se o olhar estivesse tão perto
teus dedos estão no meu espaço
toque-me
com palavras surreais
rápido que esta fase passa.
nem eu
é muito barulho, vozes iguais, roucas, agudas, enlouquecidas palavras.
ritmo igual para todos os saídos de universidades, internatos rurais, escolas dominicais.
onde dividir a escolha, o caminho, as pessoas, diferenciar o que é meu ou do outro.
oração, reza, zen, medito, penso, filosofo.
filósofos, pastores, padres, mestres, quem são os indicadores perguntam todos.
onde? qual o caminho seguir? qual sacrifício? nenhum? por quem?
a face dos irmãos são parecidas demais. tornam-se mais comuns que os outros.
esta pele nórdica, estes olhos, céus!
este texto perdido, lembrando-me, por onde fui?
domingo, 19 de abril de 2009
ainda
levaram-me a escrever trezentas cartas, duas poesias, quatro contos curtos.
onde conto o gasto do tempo; dezesseis horas no máximo e no mínimo,
o choro compulsivo e obsessivo por alguém que queria a mão na nuca,
o agachado ao lado.
era pouco.
mas era o muito que queria,
fazia o sentido parecer ser todo o sentido da vida, naquele momento.
era.
pelos olhos, pela vontade, que pensava ser igual,
que foram vistos juntos em bares, em vales, serras, cachoeiras. em camas nunca.
não houve tempo, o chão via as roupas e as paredes e móveis receberiam os corpos.
e as janelas? fechadas, cortinas abertas; para o ar não entrar,
os cheiros não saírem e os olhos, de alguns, verem:
o único momento que eram tudo, todos, o mundo, a vida.
sair e ter uma vida normal, depois de serem o mesmo ser, parece simples demais. mundano demais. tem que ser diferente.
então abro os olhos.
imaginar-te é ainda uma vergonha, uma tristeza de amanhã, já hoje.
desde ontem.
deve-se ao sofrido, meu sofrimento?
devo render-me silencioso ao que chamo de "não sei"?
conhecida por muitos, quase trezentos e cinqüenta, não a conheci, nem reconheci quando disse nada.
nada.
algo que precisamos, alguém que queira dá-lo.
alguém que queiramos dar-nos.
não sei. ainda não sei.
certezas de dúvidas que depois, de anos, se esquece, se desdenha.
arrumas outras. outra.
ou a mesma.
delícia de texto
http://perdendo-o-medo.blogspot.com/2011/07/dueto-virtual-de-um-romance-astral.html
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O Que Será (À Flor da Pele) Milton Nascimento Composição: Chico Buarque O que será que me dá Que me bole por dentro, será que me dá Qu...
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não tem coca não tem torta não tem diamante negro não tem luz não tem paz não tem raiz não tem leite não tem café sem açúcar não tem velocid...
