domingo, 20 de março de 2011
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
preguiça
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
desenrole
não é "grande de enorme", é extensa....
toma a forma de espiral e me enrola todo...
e enquanto faz isto vai me alisando a pele,
coroando o dia,
lavando a aura,
completando o sal,
empolgando o amanhã.
suplicando beijo,
pedindo colo,
lembrando cheiro,
olhando vazio,
dando arrepio,
copiando as falas,
relendo alegria,
surrupiando as horas,
pra que chegue logo o momento
de você me desenrolar...
domingo, 16 de agosto de 2009
de ondas e futuro
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
feliz em te ver feliz
quanto mais
Quanto mais próximo do impossível, mais invade-me o desejo de ser tudo.
Assim tenho inteiro, o sentido das coisas que me fazem ser completo,
a esperança de viver totalmente daquilo que me sempre moveu.
É esta paixão,
esta coisa absoluta, absurdamente viva, que quando permitida,
vorazmente nos engole.
E em troca de ser alimentada,
suspende no ar os que vivem poucos anos.
Mas tanto vivem,
que os anos não existem.
Quero-a, desejo-a, amo-a,
e ser tanto assim,
por tão pouco tempo e há tão curto tempo,
que minhas vontades, minhas vidas, junto-as e entrego, me dou para conhecer as suas.
Acompanho-a,
minha,
por estar em tão grande vontade de viver e de ser este ser que cria, pensa, vive e observa.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
posso?
Durmo sonhando para acordar suspirando enquanto tento calar.
Calo enquanto tento falar o quanto te amo.
Te amo para falar o tanto que não posso.
Não posso te amar calada enquanto tento falar que não posso...
Posso não falar o quanto te amo enquanto tento pensar.
Penso em calar enquanto... sei que não deixo de te amar.
Mas enquanto te amo te falo, o tanto.
(de uma mulher, para um homem - lógico!)
domingo, 14 de junho de 2009
j.b. de oliveira
justiça, equilíbrio, silêncio, saber escutar, liderança. não apreendi tudo, mas aprendi com meu avô. andávamos juntos pelas ruas do centro, já apinhadas de gente, ainda no fim da década de 70, eu menino, ele me "guiando" com sua mão em minha nuca. sentia-me protegido, amado. meu avô era cheiroso. tinha um perfume, nunca soube qual, que era suave, doce. cheiro de avô. em sua grande varanda, de seu apartamento, havia duas gaiolas com canários belgas que eram durante um bom tempo, seus xódos. eu menino achava bonito. depois é que me veio um não suportar bicho preso. aqueles foram os únicos. quando ligaram e me disseram que era morto meu avô, não me assustei. ele tinha vivido 91 anos. e me dado os que tenho até hoje.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
valentine
(latim futuo, -ere, ter relações sexuais com uma mulher)
Sinónimo Geral: fornicar
segunda-feira, 8 de junho de 2009
falei
Quanto tempo eu tenho antes que descubra o quanto terei de você em mim?
Isto!
É isto que me faz suspirar mais alto, me faz sorrir sozinho, me dá vontade chegar mais tarde (o mais tarde).
Engulo o dia pra sentir-me sentado, com os dedos postados em direção à você.
Como é ter alguém tão distante, tão presente, tão ausente e tão dentro de mim?
Quero já.
Não o ainda não, não o não vou ou não vou voar.
Não precisa de me tira, não precisa de mentira para me agarrar, não precisa precisar de mim.
O tanto que quero deverá bastar.
Quero a estória da história escrita sem ter que ser amanhã. Tenho ar somente para hoje.
E quero respirar com você; à beira, sob, sobre, dentro, em, na, no, com.
(esta é daquelas!)
sábado, 6 de junho de 2009
poliédrica
pra ver até onde estica.
pra ver se você complica
pra ver sua cinta liga.
estou me inventando
pra você ficar tentando me achar.
estou aqui parado
pra me sentir tentado com seu olhar.
quero ficar também desconfiado
encostado na parede com você por fora.
escuto sua voz nestas musiquinhas que te mando
me dizendo quase rouca "você...eu, eu, sou louca".
estou me esquivando e pouco me lixando
se ficar lógico pra você.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
com fitar
ancorou-me na verdade na qual sempre estou.
apenas imagino se sua pouquíssima permissão por mim imaginada,
seria toda assim mesmo ou parte da verdade desejada por mim.
não poderia ser a verdade absoluta,
escondida em sua vastíssima estória de fugas planejadas.
contemplando as vestimentas preferidas pela estrela de toda minha vida,
como diria o poeta itabirano, que também imaginou a pedra no caminho,
pois é que,
quando meus olhos fitam novamente sua beleza de cores iguais as escolhidas,
refaço-me semipoeta,
e encolhido dentro de uma paixão desmedida,
como deve ser o reflexo de minha vontade de tê-la como a escolhida,
tenho-me refeito da falsa vontade de que tudo por você sentido já tenha passado.
e passado e pasmado,
olho a mesma lua não mudada.
e é como se uma semana apenas tivesse ultrapassado o peito.
o coração,
a fácil explicação e força de expressão de quem deseja o amor inteiro,
por inteiramente entregue a alguém que tornará e tornará e tornará.
como uma força necessária para que as fantasias alimentem o homem,
o espaço,
a vida.
o meu viver.
sábado, 2 de maio de 2009
mulheres
Amo o fato de não viver sem elas
Amo-as por parecerem bonitas
E por quererem parecer
Amo as mulheres pois seu toque
Tem-me feito arrepiar
Amo as mulheres e seus medos
Sem razão
Amo suas certezas e sua coragem
Com emoção.
Amo seus olhares pedintes
Amo seu aceite com dor
Amo a forma de dizer não agora
Amo a espera por mim depois
Amo as mulheres por usarem saias
Amo seus vestidos
E suas camisetas brancas.
Amo!
Amo apaixonadamente
E me entrego totalmente a elas
Meu ser, minhas fraquezas
Amo seus penteados por elas
Amo seus cabelos por mim.
Amo suas perguntas
Amo suas poucas respostas.
Amo a jovialidade somente nelas
Amo a destreza de andar
Em sapatos inclinados.
Amo seus espelhos mulher
Amo seus filhos
Amos como ama seus pais
Amo você mulher que me toca
Move-me, me incita
Amo que me chame de amor.
domingo, 19 de abril de 2009
dez
e paletós à frente.
em papéis grandes e grossos.
depois virá a grossura das respostas à perguntas imbecis.
muchochos de semanas.
trepadeira arrancada e perna cruzada.
reservas de mercado enquanto compra mercado.
plantas desaparecidas para sempre pela sequidão afora.
peso ao carregar pequenas e pequenos mineradores.
vida passando, idiotamente levada por ela.
estalo. barulho. nada.
doer é sina para o levantar lá na frente.
adquirido tempo para quem não tiver tempo.
domingo, 29 de março de 2009
primeira carta
e entenda a aspereza de quem quer servir-te
Quando acordo, não é em você que penso logo, nem durante o dia ao menos,
mas perto do meio dia, sim, eu me lembro de sua claridade.
Diferentemente de outros dias, quando lembro de você, algo seu me anima.
Sei que seus pensamentos são muitos, e, não quero ser confusão no meu modo de falar.
Quem está mais próximo, à sua volta, pode abraçá-la, tocá-la e beijar suas mãozinhas,
que imagino, sejam pequenas.
Eu não.
Isto me faz ficar mais próximo de você do que se realmente estivesse.
É esta uma das emoções que tenho hoje.
Não ter o que é de outros, de outras, de épocas ou de anos mais recentes que os meus,
tem sido a rotina.
Sei que sua sede de viver ainda será muita e esta sede não lhe faltará na vida, às vezes.
A vida é assim mesmo,
depois de vários outonos febris, verões esperançosos, primaveras e invernos tristes ou sombrios, ficamos menos dependentes da vida que esperamos ter.
Peço que tenha calma e espere que o tempo faça parte de você,
já que ele é nosso aliado, não inimigo.
Se minha admiração por sua fala, suas imagens trocadas, for maior que o desejo de tê-la distante e desconhecida, a verei no espelho d'água.
Se seus olhos forem como seus olhares, terei certeza que tenho em você, uma mestra e discípula eficiente e eficaz.
Tudo numa só pessoa, assim, surreal e imaginativa.
Sua beleza, quando olha para cima, me coloca em fase de lua cheia.
sábado, 28 de março de 2009
reveja, julho de 2008
linda
não é de modo nenhum/não se pode/
serei completo /o momento exige/
a forma e conteúdo permitem/
o silêncio não é a solução/
conter o turbilhão será insuportável/
portanto digo/
linda!
reveja, junho de 2008
Mais além
Conscientemente eu almejo ter seu corpo,
esquio,
escalo,
domino.
Finco minha bandeira ao alto do monte e acaricio seu manto,
e sinto o vento de seu suspiro aumentando meu contentamento em estar colado,
calado,
corpos respirando juntos,
sucessivos e conjuntos na respiração vagarosa,
prazerosa,
momentânea e completa,
já que a vida podia terminar agora.
O que seria pra manchete que ninguém entenderia,
o porque de tanta paixão,
corpos nus encontrados no ato final.
Eu te desejo como mulher que és,
como senhorinha,
como suco,
tomo-o, sorvo-o,
e para te enaltecer,
digo que és uma delícia,
carne viva e branca,
leitosa,
longa,
sem fim.
e acima e abaixo eu acaricio esta pele,
estes poros.
domingo, 22 de março de 2009
assim, sim.
amo não para sempre,
há tanto amor assim...
amo suas idas e vindas por aquele espaço seu,
amo a saudade de você me mostrando como,
amo suas curvas curtas,
amo seus seios pequenos,
suas pernas brancas,
seus detalhes intocados.
Amo como se foi,
como se fosse ficado,
amo a palavra dita,
a mal dita,
a nunca proferida,
por nunca ter me amado.
Amo sua mente desconhecida,
seu estado de estudo,
sua prancha de salvação,
sua felicidade independente de mim,
seus gostos opostos aos meus.
E amo amar assim,
amo amar sozinho,
aqui no meu cantim...
terça-feira, 17 de março de 2009
nem um pio
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Chegou
delícia de texto
http://perdendo-o-medo.blogspot.com/2011/07/dueto-virtual-de-um-romance-astral.html
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O Que Será (À Flor da Pele) Milton Nascimento Composição: Chico Buarque O que será que me dá Que me bole por dentro, será que me dá Qu...
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não tem coca não tem torta não tem diamante negro não tem luz não tem paz não tem raiz não tem leite não tem café sem açúcar não tem velocid...