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quarta-feira, 19 de maio de 2010

domingo, 28 de março de 2010

basta

Basta! Basta apenas que tudo seja do amor.
A procura,
o achar e perder.
E me perdendo,
me achar todo,
completo, como se cheio.
Me basta?

sábado, 27 de março de 2010

parece prece

o amor parece que tira a gente da guerra
o amor parece que quer nos cercar
o amor parece nos trazer palavras guardadas
parece que aparece quando as coisas são más
parece coisa de outro mundo que queremos estar
parece lembrar sonhos que nunca acabaram
parece nos fazer lembrar criancices
o amor aparece e tudo é sim
o amor aparece vindo de fora
o amor aparece aqui dentro
o amor parece que apareceu pra mim

quinta-feira, 18 de março de 2010

vales!

vales...
vales pelo que tu andas ou pelo o que vais andar?
vales...
vás à andar pelos vales ou vais à vau me passar?
vales...
tanto vales que tu não vais de mim.
vales, tu vales.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

eu não sei.

eu não sei se posso supor. mas suponho.
eu não sei se vê. mas eu vi...
eu não sei se. mas se sei...
eu não sei onde. mas sei que...
eu não sei aí. mas sei que aqui...
eu não sei de nós. mas sei que eu...
eu não sei do amor. mas sei que amar...
eu sei que tudo aqui é cada vez mais daí.

domingo, 14 de junho de 2009

algo de bom

quero algo de você em mim,
talvez sua calma, sua voz calma,
seu jeito de tocar minh'alma.

quero seu azul do mar,
o verde do campo de seu olhar,
suas cores de todas as roupas.

quero algo de mim em você,
minha completa entrega,
meus planos mirabolantes,
meus amanheceres desde a noite.

queria algo do amor em nós,
algo de amar nas palavras,
algo de completa ilusão.

domingo, 26 de abril de 2009

sexta-feira, 3 de abril de 2009

ô trem!

sonho, aliás penso, que,
desde fora,
tens ficado por dentro
de como estou.
depois de ter-me lançado pra fora de seu carrinho.
dê mãos aqui e alongue o seu tempo,
encurtando o meu de espera.

segunda-feira, 30 de março de 2009

julho de 2008, revendo

Terça-feira, 1 de Julho de 2008

Leite
Preciso deixar-me sair de dentro de mim.
Já.
Preciso ir a algum lugar para me observar,
de fora para dentro.
Preciso descansar de mim,
de você que está tão aqui dentro.
Solidão de dor,
de consciência,
de esperança,
de certezas tristes,
de coisas tangíveis e eternas.
Quero a companhia do passageiro,
da passageira,
do que vai morrer logo ali.
A companhia das coisas que a gente vê,
rapidamente,
e guarda na memória pra lembrar depois,
se precisar.
Desespero total a curto prazo,
melhor que pensar em tê-la sem tê-la,
de tê-la a pensar sem pensar...
Quero me aninhar em mim mesmo,
mesmo sabendo que daqui não sai leite morno,
colostro.
Nem carinho de pai.
Sinto não poder ter-me em ti.

delícia de texto

http://perdendo-o-medo.blogspot.com/2011/07/dueto-virtual-de-um-romance-astral.html