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segunda-feira, 27 de junho de 2011

quatriste

tenho agora tantas dúvidas de mim mesmo que já não me animo.
pergunta-me.
pois se a resposta é vaga, a vaga vem e quebra a resistência.
se a resposta é triste e sem esperança, é um vão a busca.
e vão-se em volta os que não me escutam dizer; "vão embora!", "vão-se daqui de perto!".
e soslaio o olhar para ver se aquele alguém não me ouviu, pensando ser com ela.
tenho sorte de ser tão tímido, tão curta minha vista e tão distante meu horizonte, vertical curto.
jaz feita a sorte. rarefeito por defeito de criagem.
vão-se os dedos entre os dedos. sei que dedos são. sei!
mas e as mãos? de quem são?
me explico, quando mostro por dentro, por dentro, por dentro...
não entendo. me sou só.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

forma de (se) viver-se

sempre achei que triste era a forma de viver e de sentir-se, tão.
e, hoje, morro.
nela.

à tristeza.
tchin, tchin! (antiga expressão chinesa que quer dizer: saúde!)

domingo, 20 de março de 2011

poesia

o que era poesia?/poesia era o que eu queria
o que é querer?/querer é hoje o meu viver

domingo, 28 de março de 2010

diferente

Já não poderia contar com a difernça para saber qual era a diferença que fazia-o sentir-se diferente ou diferenciado, já que agora não fazia diferença. Apesar que nele, a diferença era sentida sempre como sendo algo que fazia-o se sentir-se caminhando para algo que fazia sentido. Diferentemente de quase todo o resto das pessoas que caminhavam como ele mas não pensavam tal e qual. Estranho que não fazer diferença o perturbasse - pois que era diferente - então, que diferença fazia?

terça-feira, 23 de março de 2010

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

se

se
tudo
se tudo fosse...se...
se...tudo fosse se
se tudo...fosse...se
se tudo fosse...se
se tudo...fosse se
se tudo fosse se
se
fosse

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

trator

para mexer terra,
trator,

tratamento no meu coração,
é seu amor.

quando sulco minha terra em busca de vida,
vejo você;

arando minha mente, plantando semente,
botando o sol pra quarar,
jorrando água de lágrima,
olhando crescer a calma.

fazendo da minha vida,
amor.

domingo, 16 de agosto de 2009

de ondas e futuro

Ontem querida, quando estivemos à beira mar, esperava dizer-lhe apenas que Vinicius estivera deitado na areia, isto há muito tempo, e que ele ainda se lembrava do que sentira. Mas quando abri o livro para ler para você o que ele rememorava, quando olhei para seus olhos e todo restante de seu corpo, eu me senti como se já estivesse relembrando algo que ainda não havia vivido. Aquelas ondas que ontem nos trouxeram tanto de tudo, aquelas das quais falávamos de serem diferentes, mas parte de um todo, sabe bem quais não e? Pois elas e você estavam comigo quando fui levado à frente , em uma viagem do tempo. E estive lá de onde olhei e vi que estava vivendo, ao lado de uma mulher, um momento que poderia já ser lindo em si mesmo (afinal amo você), mas, minha querida, eu percebi que aquilo que sentia não seria só meu. Eu iria compartilhar ali naquele instante (e eu ali no futuro saboreava o passado) uma das maiores emoções que um homem pode querer viver. A emoção de amar alguém na memória eternamente. Sim eternamente amarei você por ter me dado este momento de rememorar sem ainda ter estado lá. Ao lado da mulher que estava comigo à beira da praia, falando de ondas e poesias, eu vivi no futuro por instantes, e de lá eu vi um amor poético, uma paixão, um carinho por você, uma companhia de aventuras românticas. Amo você e seus momentos íntimos que você me dá em nossa intimidade. Vamos a praia hoje de novo?

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

beneficiária de mim

sem vergonha de ser poeta, poetisa, exprimista, esgrimista,

sei lá o que é você.

sentir o começo, um suspiro profundo,

a dor do mundo,

do

menino perdido, da saudade descrita.

o despiste, do maldito tempo, do bendito agora

a razão solapante, a versão da aldeia, a veracidade

metropolitana.

Soltar o corpo nu, sexo na liteira,

maremotos trazendo bobagens,

loucuras,

santas mulheres imaginadas.

Perfeitas medusas, tranças nas pernas,

gulosas peruas, olhares seus.

Meus! Meus! Meus!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

quanto mais

Quanto mais próximo do impossível, mais invade-me o desejo de ser tudo.

Assim tenho inteiro, o sentido das coisas que me fazem ser completo,

a esperança de viver totalmente daquilo que me sempre moveu.

É esta paixão,

esta coisa absoluta, absurdamente viva, que quando permitida,

vorazmente nos engole.

E em troca de ser alimentada,

suspende no ar os que vivem poucos anos.

Mas tanto vivem,

que os anos não existem.

Quero-a, desejo-a, amo-a,

e ser tanto assim,

por tão pouco tempo e há tão curto tempo,

que minhas vontades, minhas vidas, junto-as e entrego, me dou para conhecer as suas.

Acompanho-a,

minha,

por estar em tão grande vontade de viver e de ser este ser que cria, pensa, vive e observa.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

valentine

e para os namorados neste dia?
fodam-se!






foder -
(latim futuo, -ere, ter relações sexuais com uma mulher)
v. tr. e intr.
1. Cal. Ter relações sexuais.
v. tr. e pron.
2. Cal. Deixar ou ficar em mau estado, destruído ou prejudicado.
Cal. foda-se: expressão designativa de admiração, surpresa, espanto, indignação, etc.

Sinónimo Geral: fornicar


quarta-feira, 3 de junho de 2009

não era para ser agora

só é ruim quando paro de fazer...e então tenho que pensar...
o acordar, pra vida desacelerada, me dói...
me coloca extenuado ao lado dela...
a vida...
e o corpo diz..."a alma não suporta, descrê, enredada fica".

quinta-feira, 12 de março de 2009

segunda-feira, 7 de julho de 2008


Perdemos tempo sendo.Presos no mundo de outros, enquanto tudo acontece ao nosso redor.
Dentro de mim há algo que não me pertence e eu quero dá-lo à você.
Estou angustiado pois eu não sei quanto tempo vou agüentar na superfície.
Pegue umas tesouras na mesa, pegue-as. Venha recortar minha revista. Tenho tudo pra te dar e me reconhecer em você.
Minha vida não me presta se estou sozinho em mim mesmo.
Ah! quanto tempo não sinto-me tão em mim.
Suave tristeza é quanto sai daqui, mas o muito ainda está lá dentro.
Venho me aproximar de outros para que me veja neles, para ter certeza que tambem sou tolo o bastante pra crer.
Não quero brigas, ciúmes, muito menos lisonja, quero apenas um pouco de você em mim. Ou um pouco de mim andando com você.
Chega de andar pelas ruas ou voar de avião pensando que algo vai acontecer.
Se não quiser fazer comigo vou entrar de volta e ficar quieto até o vulcão explodir.
Pena que a vida seja exatamente assim, "uns vão, uns são".
Esta é a copia de tudo, esta é a vida que não deixamos de viver, mesmo quando saimos dela.
As palavras saem, mas dentro de nós elas não se acabam.

domingo, 22 de junho de 2008

Duro é saber que uma hora páro de sentir

Os cachos de banana estão quase maduros e talvez Paulinho venha buscar o seu que lhe prometi. Quando saí para procurar a lua, lembrei que prometi a ele, já vão quase dois meses.
Sempre aspiro alua pra dentro de mim quando preciso de ar. Falta oxigênio no cérebro destes loucos que não param de pensar.
Fiz bacalhau hoje. Não paro de pensar um minuto em escrever. Já vão seis dias que as palavras saem de dentro de mim.
Li certa vez que escrever doia. Nunca entendi assim, pois pouquissímas vezes me doeu tanto escrever quanto tem sido. Meu filho disse que o bacalhau ficou um pouco salgado. Também com tanto sal no mar, eu lhe disse. Li também que escrever era como ter um filho, um parto.
Algo que sai de dentro de mim meio arrancado, já não quero muitas vezes que nem exista alguns sentimentos. Negação. Sobrevivemos como podemos.
Que saudade do quê não sei.
Talvez seja saudade da incerteza. Da certeza do nada, da feliz coincidência em tudo. Em todos que encontrei e que me diziam algo novo como por exemplo: olha o céu que lindo com a lua clareando.
Meu peito dói. Acho que é solidão de mim mesmo.
Vontade de voltar a pular a linha de trem em Santa Tereza, chupar bala de um centavo vendida na venda de Dona sei lá, não me lembro. Comer frango chupando os dedos na casa da Tia Maria e vendo a Mercês sorrindo com os olhos. Acho que não tinha os dentes.
Ai meu Deus, que dor gostosa.
E aquela moça bonita toda airosa que meu cachorro assustou quando ela passou? Eu sei que ela vai passar pela minha rua e me dizer bom dia. Mas nem vai olhar pra dentro do meu jardim. Poesia na varanda da minha casa ela nem quer ouvir falar.
O bacalhau não tava salgado. Faltava tempero. A vida tem que ir sendo temperada, para parecer palatável. Tem que também pintar e enfeitar para parecer bonita.
Aparência é tudo, seja qual for sua preferência. Vai escrevendo que uma hora sai o filho, uma hora pára de doer. Ou então eu paro de sair de dentro de mim e me mostrar no meu jardim.
E as bananas? não estão ainda verdes no meu quintal? será que Paulinho vai ficar feliz quando ver que eu lembro?

delícia de texto

http://perdendo-o-medo.blogspot.com/2011/07/dueto-virtual-de-um-romance-astral.html