Sem o tom não há dom que resista.
Sem o som não há esperança.
Sem a certeza não há.
Sem paz não estar.
Sem amor,
sem alento,
sem cor,
sem ter.
Sem você.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Estou mais sério hoje, apesar de ultimamente rir à toa. Meus pensamentos continuam os mesmos. Ou o mesmo. Acho que de tanto imaginar cenas, fins, viagens e momentos, eu não consigo criar mais quase nada que seja ilusório ou fantasioso. Estou triste comigo mesmo por insistir em imaginar algo que não me dá sinal de existir. É como ter fé, a emoção de crer é maior que o fato ocorrido. Gostar de algo é assim; temos e nem notamos sempre que temos, até vivê-los mais intensamente. Se eu fosse um pouco mais adulto ou se outras pessoas fossem, teríamos crescido, ou iríamos crescer, com qualquer coisa que vivessemos. Estou desacreditando em algo que eu creio a muito tempo. Em mim mesmo. É incrível que ainda me venha uma crise de identidade, de saber se tenho um valor, se tenho um destino, se devo mudá-lo etc. Sempre estive assim, apenas adormeci durante um tempo. Tenho tentado ser alguém que seja importante para alguém, em algum momento apenas, mas as horas passam e ninguém tem observado muito isto. Quero que tenham a coragem que tenho, o jeito que penso ou como reajo. Não sou X corajoso ou inteligente Y. Sou apenas eu. Sem me preocupar em exatamente agradar. E isto é um problema. Me explico assim; sem pé nem cabeça, pra atiçar a curiosidade. Te interessa? Tá aqui? Ti toquei? Na mosca!
secreto
Nada mudou na criação desde que foi criada. É o princípio, a base, a inspiração. Todas as letras, os sentimentos nelas, vieram de mim, por princípio em mim. E você usa, livre arbítrio, para lê-las, sentí-las, tocar-se. E nada muda, todas foram feitas para a Glória. Seu outro nome.
Sem nada
Eu tenho uma nota de 200. E é só o que tenho. Todos falam que é falsa. Sem valor. Se fosse ao menos antiga, mas não, é falsa. Dizem que tem algum valor como papel. Só como um pedaço de papel. Vou escrever nela seu nome e mandar tirar uma cópia. Uma vou carregar na carteira, e a outra depositar no cofre que tenho aqui. Só eu sei o valor.
solamente
Sei que posso estar enfermo
Mas sei que esta dor passará.
Ao andar, andar e ver tanta coisa que falei neste tempo que era só meu.
Eu não posso imaginar de outra forma pois eu sei que o que bate e faz doer meu coração é o saber que jamais terei você em meus braços.
O silêncio que você faz, para mim o mesmo tipo de silêncio que os amantes fazem após se amarem, não me torna menos leigo, me faz acreditar que te terei daqui a pouco.
Se a lua que lhe ofereci para ver não lhe atraiu o olhar, talvez se lhe cozinhar algo quente e docemente temperado lhe faça retornar agora.
Costelinha com mel.
Come e baila seu bailar. Não me interessa o seu ritmo, se não posso acompanhar, ajudar na construção ou lhe trazer uma margarida. Minhas flores de maio agora que estão desabrochando. Interessa vê-las?
Eu tenho uma nota de 200. E é só o que tenho. Todos falam que é falsa. Sem valor. Se fosse ao menos antiga, mas não, é falsa. Dizem que tem algum valor como papel. Só como um pedaço de papel. Vou escrever nela seu nome e mandar tirar uma cópia. Uma vou carregar na carteira, e a outra depositar no cofre que tenho aqui. Só eu sei o valor.
solamente
Sei que posso estar enfermo
Mas sei que esta dor passará.
Ao andar, andar e ver tanta coisa que falei neste tempo que era só meu.
Eu não posso imaginar de outra forma pois eu sei que o que bate e faz doer meu coração é o saber que jamais terei você em meus braços.
O silêncio que você faz, para mim o mesmo tipo de silêncio que os amantes fazem após se amarem, não me torna menos leigo, me faz acreditar que te terei daqui a pouco.
Se a lua que lhe ofereci para ver não lhe atraiu o olhar, talvez se lhe cozinhar algo quente e docemente temperado lhe faça retornar agora.
Costelinha com mel.
Come e baila seu bailar. Não me interessa o seu ritmo, se não posso acompanhar, ajudar na construção ou lhe trazer uma margarida. Minhas flores de maio agora que estão desabrochando. Interessa vê-las?
Eu sei que não é nada disso, meu amor. A ausência de sua cor em minha lente me deixa tonto, triste, desamparado. Você já notou que a cada momento ficamos mais lúcidos? Há, há! Quem dera. Sério agora, já notou que eu nada sei? E você não me enxerga, não me ouve e nem fala nada? Lembrei dos 3 macaquinhos... Há, há, há. Queria muito que fosse oficial esta forma de falar; falo, falo e falo pelos cotovelos, pela net etc. A força acaba. É isto que queres? Qualquer pessoa pode ser assim, acredite. Estou cansado de tudo. Não é somente cansado de te falar sem saber se você escuta. Meu bem dos outros, foi um acidente como aconteceu. Mas o quê aconteceu não foi acidente. A necessidade era minha. E continua sendo.
me canso
Duro o colchão que me deu pra deitar. Para sempre na memória. Você é viva e eficaz. Até no que não faz. Me fere antes de ferí-la? Se fosse esgrima a espada seria real. Ó drama, ó drama. Quem me chamará para fora, me levará ao repouso enfim?Achas engraçado a falta me faz? Se risse com você eu teria a graça.
Cristina Mel - Flores Do Amor
As folhas secas do outono/Dizem que o inverno vai chegar/Um sonho de verão a chuva vai levar/Se a primavera não voltar/Um coração amargurado/Diz que pro amor não há lugar/No porto solidão logo ele vai ficar/Se o farol divino desprezar/Vou deixar a chuva de inverno me molhar/Pra fazer na primavera despontar/As flores do amor, do Senhor/Em meu coração/Se uma estrela brilha lá no céu/Vejo refletir o olhar de Deus/Que uma aliança pintou na luz do sol/Colorindo o céu de norte a sul/Vou deixar a chuva de inverno me molhar/Pra fazer na primavera despontar/As flores do amor, do Senhor/Em meu coração/Um coração amargurado/Diz que pro amor não há lugar/No porto solidão logo ele vai ficar/Se o farol divino desprezar/Vou deixar a chuva de inverno me molhar/Pra fazer na primavera despontar/As flores do amor, do Senhor/Em meu coração/Vou deixar a chuva de inverno me molhar/Pra fazer na primavera despontar/As flores do amor, do Senhor/Em meu coração/Em meu coração.
As folhas secas do outono/Dizem que o inverno vai chegar/Um sonho de verão a chuva vai levar/Se a primavera não voltar/Um coração amargurado/Diz que pro amor não há lugar/No porto solidão logo ele vai ficar/Se o farol divino desprezar/Vou deixar a chuva de inverno me molhar/Pra fazer na primavera despontar/As flores do amor, do Senhor/Em meu coração/Se uma estrela brilha lá no céu/Vejo refletir o olhar de Deus/Que uma aliança pintou na luz do sol/Colorindo o céu de norte a sul/Vou deixar a chuva de inverno me molhar/Pra fazer na primavera despontar/As flores do amor, do Senhor/Em meu coração/Um coração amargurado/Diz que pro amor não há lugar/No porto solidão logo ele vai ficar/Se o farol divino desprezar/Vou deixar a chuva de inverno me molhar/Pra fazer na primavera despontar/As flores do amor, do Senhor/Em meu coração/Vou deixar a chuva de inverno me molhar/Pra fazer na primavera despontar/As flores do amor, do Senhor/Em meu coração/Em meu coração.
triste
me mostre onde paramos/para não amar/para não sorrir/para não não vermos.
triste por não ter voz/nem ter minha vez/porque?
pasmo/espasmo/parado em quase tudo/devagar/perdido/sem lastro
junte/e/veja/como/estou
sem/entender/você/
preciso/saber/se/toquei
você.
triste por não ter voz/nem ter minha vez/porque?
pasmo/espasmo/parado em quase tudo/devagar/perdido/sem lastro
junte/e/veja/como/estou
sem/entender/você/
preciso/saber/se/toquei
você.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
gata
ah gatinha! nem sei se mias assim pra todos, mas sei que meu ouvido é do teu partido, do seu sexo, entonado com sua escala, no gamut, na sua linha, percebido e arquivado. os teus pelos, todos naturalmente coloridos, encurvados, penteados, eriçados, compridos são o tom que reflete no sol. e se põe-os ao por do sol, fica a cor mais bela que uma gatinha quer ter. e tuas dianteiras ferramentas, que fininhas, canetinhas, pintadinhas chegam primeiro que você e bem antes das traseiras que já vi saltar, dançar e correr. seus olhar de gata, é claro que não eres de outra coisa, confunde sua presa, grato, estendido, acoado, maravihado e perdido, encostado, encurralado e dominado. olha para o olhar, olha para os olhos, capturado. e agora? seu nariz é gelado?
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