meu ponto de fuga são seus olhos. sua voz. seus sonhos. sua lógica que não quero entender./
meu sonho que sei passageiro. minha vigília. meu sono, sonho e despertar. minha refeição.
minha amante. meu sexo indisponível. meu toque suave na pele. /
minha volta ao caminho. minha vitória. minha musa. você é o que não sei. desconheço./
minha distância. meu ponto de chegada em todos os dias. minha bandeira. meu alcance./
meu ânimo vem de algo seu. indiscutível. inegociável. intransponível. /
flor, flores, água, de fora, aqui dentro. você me lembra, hoje, meu ontem. /
você é meu livro, minha poesia e meu porto./
seu futuro é seu. e desejo que seja o seu.
domingo, 20 de julho de 2008
sábado, 19 de julho de 2008
sorriu?
Sou homem. Cobiço seu corpo como sexo, remediável apesar. Desejo conhecer sua mente de mulher, seu sentimento profundo, medos, sonhos perdidos, adiados e transponíveis logo ali. Abraço seu abraço não como fazem outros, e sim como outro faria se minha fosse. Seu sorriso é boca para meu beijo, meu gosto e o seu hálito. Quero seu cabelo dividindo meus dedos e na palma da minha mão. O que digo, diria em qualquer outro momento, pessoa. Mas não estou em outro lugar do mundo e sim aqui. Pode acontecer somente para um e o outro a inspirar para o próximo. Quem estará com você no seu momento, jamais serei eu. Mas não haverá perda enquanto não houver seu ganho. Tenho a impressão, espero que falsa, que não existe nenhum tipo de perda para você. Inspirar a amar e ser amado toca a fila a andar. Gostar penso ser temporário. Por isto o tempo que fosse para mim seria o que me bastou. A outra preocupação é mais de ego, de estudioso, de filosofo; você em algum momento sorriu?
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Bastião
Comunicado estou. Ela já partiu. Está em outro. Eu é que continuo a tentar pensar como poeta. Profundo no sublime momento de falar, dizer-me, contar e vomitar. É meu. Tudo. Subir ao monte e deitar. Mergulhar, era. Deitar e sentir que, acima, virá algo pesado a sobrepujar, compactar ao solo, ao real, irreal, passagens e passagens. Gosto de mim e me preciso vivo, por isto estou presentindo, que, vivo valho o valor do daqui a pouco, logo ali, na segunda em diante. Pedir ao poço que repita a operação, será pedir demais? Olhar o deserto sem saber se falta pouco, me falta muito. Ainda. Mas a faina, entediada, me chama de volta. Cheio estou no vão entre as pernas e basta-me que me sente e descanse de todo, de tolos, de ouros e brincos que não serão meus. Basta. Basta isto e serei. Eu, meu último bastião.
Acena
Como miragem,
apagando
ao ser concreta.
Como quem chega,
inesperada
surpresa.
Necessidade criança,
desligada,
sem vida.
Amores vistos
desentendidos
inexplicáveis.
Agora partida,
adeus,
aceno de mão, não.
Mas a vida,
mais a vida,
mais da vida.
apagando
ao ser concreta.
Como quem chega,
inesperada
surpresa.
Necessidade criança,
desligada,
sem vida.
Amores vistos
desentendidos
inexplicáveis.
Agora partida,
adeus,
aceno de mão, não.
Mas a vida,
mais a vida,
mais da vida.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
trocada
Onze da noite e alguém me chama lá fora. Vejo rosa vermelha no meu jardim. Na manhã que chegou aqui ela plantou algo. Não sei o que foi. Mas nasceu. Meu coração ficou igual boca de peixe procurando ar do lado de fora d'água. Abertinho da silva. Quando encostei em sua cintura a primeira vez achei que ia me chamar pra dançar. E não parei até agora. Uma hora é tango outra música brasileira mesmo. Pra prestar atenção na letra. Nas coisas que dizem os poetas, trovadores. Enxergo você com um olho só. O outro fica saindo pra passear. De soslaio. O tempo todo eu busco uma imagem, uma escultura. Só tem a sua nas lojas da internet. Criei um tal de blog pra colocar as rosas que achei no meu jardim quando fui lá fora com você.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Grata esperança
não tem a graça se a esperança é fraca,
se memória quase apaga sua imagem. olho idealiza e já nao é o bastante.
perfumes marcando seu cheiro qualquer,
não sei qual é.
leio textos diversos achando seu entendimento,
eu não compreendo.
navego os lagos próximos e na terra me perco.
você me vê?
esperar escrever é da graça.
se memória quase apaga sua imagem. olho idealiza e já nao é o bastante.
perfumes marcando seu cheiro qualquer,
não sei qual é.
leio textos diversos achando seu entendimento,
eu não compreendo.
navego os lagos próximos e na terra me perco.
você me vê?
esperar escrever é da graça.
terça-feira, 15 de julho de 2008
sem
amigo chamou-me hoje pra sair.
cheguei até o portão e já meu deu vontade de ficar em casa.
quis ficar pra sentir saudade de você. do cheiro do seu corpo no meu quarto de cérebro.
é aqui que está tudo que tenho de você;
essse cheiro que imagino e aspiro profundamente, sua roupa de trabalho e seu suor nela, os fios de seus cabelos no banheiro,
- toquei-os esta noite? - , seu sorriso enviezado, engraçado e natural.
lá está sua presença, inerte como na foto, pintada, eterna.
até eu me lembrar novamente e perceber que nunca esteve fora deste quarto.
apenas aqui.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
ainda não?
não estou onde você está provavelmente. onde imagino e sonho que esteja./ eu sei que é onde eu estava antes, não sei se você sabe disto. mas você sabe que eu te encontrei do lado de fora./ frio, é este o mundo, as pessoas não tem cores, nem nomes, nem formas./ não esquecí outro. a água que bebi, a canção que ouvi, tudo em mim. sendo tão pequeno./ de uma vez só aconteceu comigo, não sei se com você foi assim./ quando coloquei o pé na trilha eu não olhei para trás, mas o que vinha comigo me pegou quando eu menos esperava. e então veio o tropeço. / escapei de me machucar mais, de outras vezes, de outras formas. não sei se com você foi diferente./ talvez você entenda o que te faz estar assim calada e distante./ e assim será minha vida. entregue a quem é realmente importante, que me dará verdadeiramente a vida./ meu lado carne e paixão não me escapa. não sei se com você é assim./ minha pergunta deveria ser feito de forma direta, sem intermediários. a resposta não é sua.
sábado, 12 de julho de 2008
eu te asseguro que sua dúvida é a mesma que a minha,
se você também não se sente forte,
se você também se encontra perto de mim,
se você se sente pequena perto do seu problema,
eu te asseguro que eu também sou assim./
se sua a dor aumenta e não diminui,
se paixão se parece cada vez mais com um vazio,
se você não encontra chave pra sair daí,
se você se parece uma criança sem mãe,
eu te asseguro que minha dor se parece com a sua./
se você não sabe de onde vem nem para onde vai,
se seus dedos escrevem sempre a primeira letra na janela,
se a segurança da certeza já não existe,
se teu irmão não tem mais respostas,
eu te asseguro, meu futuro está parecido com o seu./
se soldados te cercam,
se você verá a glória,
se a salvação chegará a tempo,
se você será carregada,
te asseguro que sim./
se acha que não me pareço com você,
se acha que o que sinto é pouco,
se acha que eu te esqueço,
eu te asseguro que não./
se quer ter seguranca eu te seguro,
eu sou como você.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
tanque
tateando...
olho semi-fechado...
atento ao som...
seu som...
gravando...
você é no momento meu único momento
você é meu momento único
você me movimenta meu dom
você me condiciona.
é agora...
e agora...
será seu...
meu olor, meu tom, minhas cores...
queres me ouvir falando isto ao seus olhos?
não precisa tatear.
me grita.
eu estou quase pronto.
olho semi-fechado...
atento ao som...
seu som...
gravando...
você é no momento meu único momento
você é meu momento único
você me movimenta meu dom
você me condiciona.
é agora...
e agora...
será seu...
meu olor, meu tom, minhas cores...
queres me ouvir falando isto ao seus olhos?
não precisa tatear.
me grita.
eu estou quase pronto.
linda
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delícia de texto
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