Esta tua certeza me provoca um sentimento de querer te dominar.
Prender-te em meus braços até confessares que me desejas peito a peito.
Presos em teus olhos, meus olhos vão para onde me levares também.
Se for ali que poderei te ter como doce na ponta da língua, deliciosamente saborosa, eu estarei.
Conquista-me de forma calma, passo a passo, como andasse em tuas terras.
Como se eu fosse onde deves plantar suas plantas de sabores que preferes.
E quando quiseres colher, de acordo com a estação, me pegue pela mão, me leve junto a ti para provar seus sabores.
Cante-me sua canção preferida, ensina-me teu tom, faça tua melodia em minha vida.
Constranjo-me dizer-te teu, apressado em querer ter-me conquistado por ti.
Faça-me, toma-me.
Quero-te, enquanto sou teu.
sábado, 8 de novembro de 2008
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
é melhor
Posso entregar-te para sua vida
Devolve-la ao caminho
Fechar meus olhos ao te ver dançando
Cobrir minha cabeça a luz da lua
Fechar a boca ao cantor
Contar pra quem quer o que quero
Sumir no trãnsito quando te ultrapassar
Orar ao Santo pra te dar seu tanto
Escrever no canto do seu aroma
Escolher calado, por você.
Devolve-la ao caminho
Fechar meus olhos ao te ver dançando
Cobrir minha cabeça a luz da lua
Fechar a boca ao cantor
Contar pra quem quer o que quero
Sumir no trãnsito quando te ultrapassar
Orar ao Santo pra te dar seu tanto
Escrever no canto do seu aroma
Escolher calado, por você.
suas coisas
seu cabelo preso
seus olhos semi fechados
seu fluxo
seu refluxo
sua cor
sua dança aos treze
seus cadeados
seus cds estragados
sua crença
seus músculos
suas pintas
seus relógios variados
seus ouvidos
seus gritos
seus suaves exercícios
seus alongamentos
sua bronca
sua sandália branca
suas camisetas
suas poucas palavras
suas aulas
seus pulos
seu cabelo solto
sua roupa rosa
sua roupa verde
sua boca
seus olhos
sua voz
suas abelhas
nossa bicicleta pra ir embora
seus olhos semi fechados
seu fluxo
seu refluxo
sua cor
sua dança aos treze
seus cadeados
seus cds estragados
sua crença
seus músculos
suas pintas
seus relógios variados
seus ouvidos
seus gritos
seus suaves exercícios
seus alongamentos
sua bronca
sua sandália branca
suas camisetas
suas poucas palavras
suas aulas
seus pulos
seu cabelo solto
sua roupa rosa
sua roupa verde
sua boca
seus olhos
sua voz
suas abelhas
nossa bicicleta pra ir embora
loucura
ao te causar um algo, isto me dará cinco minutos de prorrogação no meu tempo ao teu lado.
ao teu olhar no meu, me ligarei a ele com a liga da cumplicidade implicita e querida por ambos.
ao teu desejo de amar, me estabilizarei no tempo para que se decida antes de se entregar um ao outro.
às tuas festas, eu me juntarei com total alegria em saber que anos virão com a alegria de ser querida por muitos.
ao teu tempo, eu estarei distante em algum momento provável e desejo que ainda distante.
ao teu desejo por mim, darei um passo em direção ao seu um passo.
ao meu sonho este, me tenha como louco.
à minha loucura, me tenha são de desejo de ser tua toda minha loucura por te ter.
ao teu olhar no meu, me ligarei a ele com a liga da cumplicidade implicita e querida por ambos.
ao teu desejo de amar, me estabilizarei no tempo para que se decida antes de se entregar um ao outro.
às tuas festas, eu me juntarei com total alegria em saber que anos virão com a alegria de ser querida por muitos.
ao teu tempo, eu estarei distante em algum momento provável e desejo que ainda distante.
ao teu desejo por mim, darei um passo em direção ao seu um passo.
ao meu sonho este, me tenha como louco.
à minha loucura, me tenha são de desejo de ser tua toda minha loucura por te ter.
sábado, 1 de novembro de 2008
algo
Teu algo me faz.
Algo teu me fez.
Sou algo teu.
Algo sou
Com teu algo.
Sou teu
Meu algo.
Algo meu,
Sou teu,
Todo teu.
Algo teu me fez.
Sou algo teu.
Algo sou
Com teu algo.
Sou teu
Meu algo.
Algo meu,
Sou teu,
Todo teu.
tentativa
Onde eu busco o remédio para o passo certo,
Onde dou ao destino a chance de não me achar,
Onde a censura passará sem me marcar,
Onde está o amor que me cercará de concreto?
Isto tudo me tranca onde quer que eu esteja,
Já voei por causa disto mas agora estou parado,
Sentindo-me por dentro como quebrado,
Meus olhos estão fechados e o coração lateja.
A vida não contará o que não vivi,
A quem minha alma se apegou,
Nada colherá a lágrima que verti,
Estou olhando a porta que se fechou.
Não havia quem entendesse as palavras,
Quem quisesse apenas senti-las,
Para guardar um alimento que cresceu por muitos anos,
Esperando quem colhesse os ramos.
Caiu a semente na areia,
A ave que a come, voa,
E eu olho, asas abertas dela,
Escreve o nome que não é meu.
Onde dou ao destino a chance de não me achar,
Onde a censura passará sem me marcar,
Onde está o amor que me cercará de concreto?
Isto tudo me tranca onde quer que eu esteja,
Já voei por causa disto mas agora estou parado,
Sentindo-me por dentro como quebrado,
Meus olhos estão fechados e o coração lateja.
A vida não contará o que não vivi,
A quem minha alma se apegou,
Nada colherá a lágrima que verti,
Estou olhando a porta que se fechou.
Não havia quem entendesse as palavras,
Quem quisesse apenas senti-las,
Para guardar um alimento que cresceu por muitos anos,
Esperando quem colhesse os ramos.
Caiu a semente na areia,
A ave que a come, voa,
E eu olho, asas abertas dela,
Escreve o nome que não é meu.
caminho
Cheguei em um lugar que não sei qual é.
Num momento estava caminhando sob o sol,
Mas agora olho pra cima e somente vejo planetas.
Todos são distantes e não consigo tocá-los.
Já tive estrelas nas mãos,
Toquei cordas que soaram em ouvidos brancos,
Voei com o vento no alto das montanhas,
Já vi a terra se abrir para a planta nascer.
O que me trouxe até aqui,
Como construí esta parede tão alta,
Qual a cor do ultimo olho que vi,
Qual era o tom daquela voz?
Desenhei contorno em dedos longos,
Envolvi meus braços em corpos amáveis,
Amei momentos eternamente,
E passei horas esperando um retorno.
Agora, neste exato agora,
Eu tenho a companhia do ausente,
Eu tenho a memória do sonho,
Passado enclausurado dentro de mim.
A chave,
Não é a mesma.
Não sou mais eu
Não ando mais só.
Num momento estava caminhando sob o sol,
Mas agora olho pra cima e somente vejo planetas.
Todos são distantes e não consigo tocá-los.
Já tive estrelas nas mãos,
Toquei cordas que soaram em ouvidos brancos,
Voei com o vento no alto das montanhas,
Já vi a terra se abrir para a planta nascer.
O que me trouxe até aqui,
Como construí esta parede tão alta,
Qual a cor do ultimo olho que vi,
Qual era o tom daquela voz?
Desenhei contorno em dedos longos,
Envolvi meus braços em corpos amáveis,
Amei momentos eternamente,
E passei horas esperando um retorno.
Agora, neste exato agora,
Eu tenho a companhia do ausente,
Eu tenho a memória do sonho,
Passado enclausurado dentro de mim.
A chave,
Não é a mesma.
Não sou mais eu
Não ando mais só.
boca
Me beija!
Sua boca pede.
Beijo!
Quero um beijo!
Ela suplica.
Atender a este pedido é quase um pecado,
pois tampa-los à visão parece errado.
Sentir tão saborosos lábios,
tão macios lábios encostar os meus,
é ir e voltar,
ir e voltar,
ir e voltar.
Pede de novo belos lábios:
Me beija!
Sua boca pede.
Beijo!
Quero um beijo!
Ela suplica.
Atender a este pedido é quase um pecado,
pois tampa-los à visão parece errado.
Sentir tão saborosos lábios,
tão macios lábios encostar os meus,
é ir e voltar,
ir e voltar,
ir e voltar.
Pede de novo belos lábios:
Me beija!
esquecera
Esquecer me parece uma prece de quem prefere não sentir ao ver a outra parte de quem nos vê como uma chama.
Um pedaço da alma minha,
sei não qual, une-se ao que a toca e aquela muda de cor, se transforma em algo alongado, esticado, impossível de se manter normal em forma reconhecível.
Acho que é como a alma fica dentro de mim que me incomoda o corpo.
Os poros do meu braço não sudoram normalmente,
sinto o vento sair com força por eles,
parece asa pedindo para crescer e se aventurar por onde não tem chão por perto,
onde só tem o cheiro do ar, nuvem branca e arco-íris cor de rosa.
Não dá pra ver o verde lá em baixo,
mas gosto de saber que ele está ali.
Completamente e repleto de esperança por uma segunda ou quarta chance,
eu pulo o terço pois eu sei que a terça parte é sua pra descansar e guardar o dia que é santo.
Sei salteado quais são os dias.
De trás pra frente eu lembro e de frente pra trás eu sonho.
Então eu não esqueço, não apago, apenas escrevo sem parar.
Esquecer é a fórmula que eu fiz pra lembrar sempre de tentar não esquecer.
Um pedaço da alma minha,
sei não qual, une-se ao que a toca e aquela muda de cor, se transforma em algo alongado, esticado, impossível de se manter normal em forma reconhecível.
Acho que é como a alma fica dentro de mim que me incomoda o corpo.
Os poros do meu braço não sudoram normalmente,
sinto o vento sair com força por eles,
parece asa pedindo para crescer e se aventurar por onde não tem chão por perto,
onde só tem o cheiro do ar, nuvem branca e arco-íris cor de rosa.
Não dá pra ver o verde lá em baixo,
mas gosto de saber que ele está ali.
Completamente e repleto de esperança por uma segunda ou quarta chance,
eu pulo o terço pois eu sei que a terça parte é sua pra descansar e guardar o dia que é santo.
Sei salteado quais são os dias.
De trás pra frente eu lembro e de frente pra trás eu sonho.
Então eu não esqueço, não apago, apenas escrevo sem parar.
Esquecer é a fórmula que eu fiz pra lembrar sempre de tentar não esquecer.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
pasta
solução encontrada em tempo hábil é aquela que chega quando vc não aguenta,
vc já está pra lá de quebrado, cansado, desistindo, sufocado.
qualquer oba! me serve quando estou acabando.
escolho o mergulho,
tem a hora pra pular do alto sem conhecer o fundo.
de coral? de muitas águas? são profundas?
escovo meu cabelo pra vc me ver e eu ver vc sorrindo ao me ver.
vc já está pra lá de quebrado, cansado, desistindo, sufocado.
qualquer oba! me serve quando estou acabando.
escolho o mergulho,
tem a hora pra pular do alto sem conhecer o fundo.
de coral? de muitas águas? são profundas?
escovo meu cabelo pra vc me ver e eu ver vc sorrindo ao me ver.
sábado, 25 de outubro de 2008
descanso
estas marcas ficarão na areia e eu não olharei para trás.
elas que se apaguem com o tempo, que se cubram a si mesmas com areia fina que está a sua volta.
minhas coxas estão cansadas e queimadas pelo sol e meus braços ficam agora estendidos ao longo do corpo.
olho ao longe e vejo que a distância não acaba e o som é apenas acompanhante e paisagem passageira.
sinto que chegar não me fará estar e mudar de direção e retornar é impossível.
meus calcanhares não aguentam o giro veloz que precisaria.
caminho porque preciso andar para alguma direção.
qualquer uma me satisfará.
enquanto caminho, faço.
passei de onde iria descansar pois o descanso e água nova estavam não ao alcance. vi, estiquei-me o mais que pude mas não alcancei.
não era meu.
nem a flor.
elas que se apaguem com o tempo, que se cubram a si mesmas com areia fina que está a sua volta.
minhas coxas estão cansadas e queimadas pelo sol e meus braços ficam agora estendidos ao longo do corpo.
olho ao longe e vejo que a distância não acaba e o som é apenas acompanhante e paisagem passageira.
sinto que chegar não me fará estar e mudar de direção e retornar é impossível.
meus calcanhares não aguentam o giro veloz que precisaria.
caminho porque preciso andar para alguma direção.
qualquer uma me satisfará.
enquanto caminho, faço.
passei de onde iria descansar pois o descanso e água nova estavam não ao alcance. vi, estiquei-me o mais que pude mas não alcancei.
não era meu.
nem a flor.
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