você é apenas uma vara na cerca que olho ao longe.
você pertence ao dono das terras que olho do lado de cá.
não me importo de ser passante.
o saber que você é eternamente parte do que sou,
basta.
nada mais.
apenas a pureza que está no ar.
simples.
assim.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
de quinze, ou mais
Você é única.
Que me vem de quinze em quinze minutos me perturbar a guerra de ser só.
De ser somente aqui e lá.
De ser somente lá que me vejo, aqui.
Você não me troca, já que não me tem,
como queira.
Mesmo com tantas,
palavras e tantas vezes que vi seu nome escondido atrás de tudo que você é para mim.
Quando o arco de cores me permitir lembrar de mais cedo,
vou testemunhar o olhar que dei ao que não é meu.
Que me vem de quinze em quinze minutos me perturbar a guerra de ser só.
De ser somente aqui e lá.
De ser somente lá que me vejo, aqui.
Você não me troca, já que não me tem,
como queira.
Mesmo com tantas,
palavras e tantas vezes que vi seu nome escondido atrás de tudo que você é para mim.
Quando o arco de cores me permitir lembrar de mais cedo,
vou testemunhar o olhar que dei ao que não é meu.
quem vai aí?
Não sou sombra que te vai na sola,
do sapato.
Não sou o quarto que te espera,
do trabalho.
Não sou o guarda que te aguarda,
no sobrado.
Quem vai por ti olhar,
com amor?
Quem vai te ver partir,
com imensa dor?
Quem vai te acordar,
ao amanhecer?
Quem vai te fitar nos olhos,
sem piscar?
O que eu queria era te ter,
Um instante só,
somente nós.
O que eu queria era poder ter o poder,
de aparecer aí.
do sapato.
Não sou o quarto que te espera,
do trabalho.
Não sou o guarda que te aguarda,
no sobrado.
Quem vai por ti olhar,
com amor?
Quem vai te ver partir,
com imensa dor?
Quem vai te acordar,
ao amanhecer?
Quem vai te fitar nos olhos,
sem piscar?
O que eu queria era te ter,
Um instante só,
somente nós.
O que eu queria era poder ter o poder,
de aparecer aí.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
nada no Natal
Olhei da cadeira onde estava. Meu ponto de vista era único.
Único.
Não via mais além daquilo que me chamava pelo gesto de sempre.
Igual.
Quem era eu para eles? Para mim, eles não saberiam dizer quem eu era.
Para eles.
Uma desordem de corpos em abertura errada da câmera fotográfica.
Velocidade também errada.
O som captado por aquela porcaria de microfone interno.
Não tem compensação.
Somente no ano que vem. No Natal do outro ano.
E então eu não sentarei nesta cadeira, e sim, no sofá perto da janela.
Lá o vento me é a fuga.
E as crianças não repararam no meu bigode e barba sem fazer.
Eu não me lembrei do ano passado.
Por isto estou sentado nesta cadeira.
O que está acontecendo com os doces?
As crianças levaram.
Do ponto de vista, daqui de onde estou, é o mesmo farfalhar de roupas e gostos mal cuidados, mal pensados.
Não friamente calculados.
Finamente eu como com as pontas dos dedos encharcados de óleo.
E a boca repleta de guaraná.
Vou estalar meus dedos e chamar para irmos embora.
Único.
Não via mais além daquilo que me chamava pelo gesto de sempre.
Igual.
Quem era eu para eles? Para mim, eles não saberiam dizer quem eu era.
Para eles.
Uma desordem de corpos em abertura errada da câmera fotográfica.
Velocidade também errada.
O som captado por aquela porcaria de microfone interno.
Não tem compensação.
Somente no ano que vem. No Natal do outro ano.
E então eu não sentarei nesta cadeira, e sim, no sofá perto da janela.
Lá o vento me é a fuga.
E as crianças não repararam no meu bigode e barba sem fazer.
Eu não me lembrei do ano passado.
Por isto estou sentado nesta cadeira.
O que está acontecendo com os doces?
As crianças levaram.
Do ponto de vista, daqui de onde estou, é o mesmo farfalhar de roupas e gostos mal cuidados, mal pensados.
Não friamente calculados.
Finamente eu como com as pontas dos dedos encharcados de óleo.
E a boca repleta de guaraná.
Vou estalar meus dedos e chamar para irmos embora.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Ny em NY
Saber que meus membros doem ao crescer, não é nada.
Comparado ao sentir minha alma presa em meus sentimentos.
Quero asa grande,
de anja,
de harpia.
Pra olhar de cima e me ver sentada esperando que meu pouso não demore.
Sou franca comigo e não me peço licença quando vou cair de cima,
do alto de minhaas convicções de beira de abismo.
Sou moça de cabelo a marcar na testa.
Sou a festa comemorativa da vida.
Todo dia é meu.
Sou efêmera em tudo, inclusive em ser efêmera.
Sou a mesma que não diz Ny.
Comparado ao sentir minha alma presa em meus sentimentos.
Quero asa grande,
de anja,
de harpia.
Pra olhar de cima e me ver sentada esperando que meu pouso não demore.
Sou franca comigo e não me peço licença quando vou cair de cima,
do alto de minhaas convicções de beira de abismo.
Sou moça de cabelo a marcar na testa.
Sou a festa comemorativa da vida.
Todo dia é meu.
Sou efêmera em tudo, inclusive em ser efêmera.
Sou a mesma que não diz Ny.
sábado, 24 de janeiro de 2009
esquecerei
Não tenho uma escolha que me acolha depois de fazê-la.
Tenho uma coberta fina com a qual eu cubro a cabeça,
com medo que ao fechar os olhos eu encontre com ela.
Fecho os olhos para sonhar acordado até quando amanhece o dia de entardecer minha vida.
Dobro o corpo com esta dificuldade que vem da preguiça de ter novamente a posição de encarar frente a frente a ausência.
Caminho com passos medrosos de não ser o que penso,
de não ser o que simplesmente quero,
de não ser eterno o desejo que acaba sempre no dia anterior.
Desejo o encontro com a paisagem que vi da janela aberta sem querer,
sem pensar,
sem dúvida.
Esquadrinhando o coração, procuro mais que os motivos,
pois a letra que eu não entendo, eu não posso repetir enquanto tento ler.
Agora, que seria o encontro das pernas dobradas, do assento frente ao outro,
eu não encontro a forma de parar.
De cessar o engolir o que eu não tenho,
o que me deste da razão de viver.
É seu, meu momento desde aqui, lugar de consolo no pai,
quando nem mesmo a ordem dada é o bastante para crer que é melhor assim.
Não há o que esquecer daquilo que já é de mim.
Tenho uma coberta fina com a qual eu cubro a cabeça,
com medo que ao fechar os olhos eu encontre com ela.
Fecho os olhos para sonhar acordado até quando amanhece o dia de entardecer minha vida.
Dobro o corpo com esta dificuldade que vem da preguiça de ter novamente a posição de encarar frente a frente a ausência.
Caminho com passos medrosos de não ser o que penso,
de não ser o que simplesmente quero,
de não ser eterno o desejo que acaba sempre no dia anterior.
Desejo o encontro com a paisagem que vi da janela aberta sem querer,
sem pensar,
sem dúvida.
Esquadrinhando o coração, procuro mais que os motivos,
pois a letra que eu não entendo, eu não posso repetir enquanto tento ler.
Agora, que seria o encontro das pernas dobradas, do assento frente ao outro,
eu não encontro a forma de parar.
De cessar o engolir o que eu não tenho,
o que me deste da razão de viver.
É seu, meu momento desde aqui, lugar de consolo no pai,
quando nem mesmo a ordem dada é o bastante para crer que é melhor assim.
Não há o que esquecer daquilo que já é de mim.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
marca
Vejo as marcas do tempo nas pedras.
Longas, finas ou largas marcas.
Sou delas.
Estão compactas, tomaram outras cores,
de outros tempos que passaram por elas.
Eras.
Longas, finas ou largas marcas.
Sou delas.
Estão compactas, tomaram outras cores,
de outros tempos que passaram por elas.
Eras.
sábado, 20 de dezembro de 2008
tão
De tão poucas roupas,
De tão pouquíssimas palavras,
De tão grande sorriso,
De tão olhar,
De tão voz, doçura loquaz,
De tão cor,
De tão tão,
De tão,
De tanto...
Paixão!
De tão pouquíssimas palavras,
De tão grande sorriso,
De tão olhar,
De tão voz, doçura loquaz,
De tão cor,
De tão tão,
De tão,
De tanto...
Paixão!
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
ao seu toque
Teu toque de me recolher ao teu castelo,
encolho-me à tua escolha,
embora que me olhes como se não fosse todo teu,
furto-me de achar-me em outro local que não seja
onde sinto um afago grande em todo corpo,
ato de espera por me fazer respirar tão rápido,
como foi também depender tanto assim de ti.
Se de tua boca, atrás desta cortina,
sair meu nome,
desfaleço em pétalas como se rosa eu fosse,
Transformas-me sem querer, sem cessar,
sem ao menos me tocar,
e, se me tocares, amoleço,
e sem rígido pudor,
enrubesço,
e intumescido meu membro,
acolhe-te em ato de amor único,
belo,
e minha alma é tua,
minha vida.
encolho-me à tua escolha,
embora que me olhes como se não fosse todo teu,
furto-me de achar-me em outro local que não seja
onde sinto um afago grande em todo corpo,
ato de espera por me fazer respirar tão rápido,
como foi também depender tanto assim de ti.
Se de tua boca, atrás desta cortina,
sair meu nome,
desfaleço em pétalas como se rosa eu fosse,
Transformas-me sem querer, sem cessar,
sem ao menos me tocar,
e, se me tocares, amoleço,
e sem rígido pudor,
enrubesço,
e intumescido meu membro,
acolhe-te em ato de amor único,
belo,
e minha alma é tua,
minha vida.
palavras
Talvez eu faça uma promessa que não possa cumprir;
eu nunca vou te esquecer,
por isto quando lhe falo que vou partir,
minha mente não me deixa fugir.
Somente as ruas,
luas e estradas vão me acompanhar nisto que chamo de volta,
toda hora.
Sozinho, aqui sorrindo ao te dizer olá,
é sua luz que está acesa?
É sua voz que ouço cantar James Blunt?
É ela que sai pela janela.
Por um segundo seu mistério é o bastante pra me levantar a alma,
me levar a refletir o que fui até aqui.
Eu não sei o que minha palavra é para você.
São letras apenas, eu sei.
Não terei uma segunda chance de amar alguém como você.
Por isto me olhe com atenção.
Estou indo embora,
queria te deixar aqui embaixo um pedaço do que você me deu sem querer.
letrinha para musicar...
eu nunca vou te esquecer,
por isto quando lhe falo que vou partir,
minha mente não me deixa fugir.
Somente as ruas,
luas e estradas vão me acompanhar nisto que chamo de volta,
toda hora.
Sozinho, aqui sorrindo ao te dizer olá,
é sua luz que está acesa?
É sua voz que ouço cantar James Blunt?
É ela que sai pela janela.
Por um segundo seu mistério é o bastante pra me levantar a alma,
me levar a refletir o que fui até aqui.
Eu não sei o que minha palavra é para você.
São letras apenas, eu sei.
Não terei uma segunda chance de amar alguém como você.
Por isto me olhe com atenção.
Estou indo embora,
queria te deixar aqui embaixo um pedaço do que você me deu sem querer.
letrinha para musicar...
modos
Tenho dois modos sobre o suportar o que é evidentemente real.
Uma hora que o tempo seja já,
ligeiro, urgentemente desgrudado de hoje,
amanha rápido e inesperado,
uma paisagem distante e clara de tão pura.
As coisas de ontem estão desconectadas com esta rapidez,
já vão dois dias desde então.
O outro é mais intenso e todo meu, tudo depende de mim,
de pensar e ser pesar de não ter,
de não ter havido,
de não ser possível amanhã.
O hoje é pesado.
É todo voltado para ontem.
Quando olho assim, vem tristeza, mas assim não esqueço,
perco o pudor, a estribeira.
Ponho viseira e não tiro olhos de lá, onde reencontro,
sonho, planos de virgem, desconhecido e louco: o depois de amanhã.
Assento deste modo no banco de madeira e não vejo nada à frente,
tudo é vida,
tudo é ontem e você.
Uma hora que o tempo seja já,
ligeiro, urgentemente desgrudado de hoje,
amanha rápido e inesperado,
uma paisagem distante e clara de tão pura.
As coisas de ontem estão desconectadas com esta rapidez,
já vão dois dias desde então.
O outro é mais intenso e todo meu, tudo depende de mim,
de pensar e ser pesar de não ter,
de não ter havido,
de não ser possível amanhã.
O hoje é pesado.
É todo voltado para ontem.
Quando olho assim, vem tristeza, mas assim não esqueço,
perco o pudor, a estribeira.
Ponho viseira e não tiro olhos de lá, onde reencontro,
sonho, planos de virgem, desconhecido e louco: o depois de amanhã.
Assento deste modo no banco de madeira e não vejo nada à frente,
tudo é vida,
tudo é ontem e você.
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