quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

quem diria?

o que é isto? você me explica? ou me complica?
não se justifique. apenas fique. e click!
acendeu? então deixa aceso e olhe o que há.
pra gostar basta gostar.
bicho comeu? algo morreu?
planta e espera nascer.

lógico pô

Esta convicção, que é certa,
não te acerta o fígado vez por outra?
Ou este seu jeito de apertar o olhar quando quer ao longe ver,
nunca lhe causou excesso de amores?
Esta sua desmedida beleza que está entornando nas bicas,
faz a alegria da multidão.
Pelo menos da que está olhando para o mesmo lugar que o meu olhar.
Prometo, sem obrigação de cumprir,
que me apaixonarei pela segunda que encontrar,
apenas para assim dizer que assim eu esqueço de você.
E este seu corpo suave,
imagino que seja leve,
e talvez ele leve um pouco de solidão,
um tanto de amor sem tocar.
Bendito Quem te criou!
Bendita as aureolas e mamas que tu manos e lábios tocaram.
Que leite e que madre que abrigou a mais bela imperatriz do meu coração.
Sim!
Tu és mui rica também.
Pois pões seus castelos nas nuvens mais altas
e suas terras vão de horizonte a horizonte.
E eu estou na fronteira mais longínqua.
Na distância mais distante do seu coração
e ainda assim sou de um reino inimaginável que é seu,
sendo meu.
Reina.
Reina em mim mesmo sem saber,
sem notar.
Afinal são muitos súditos.
E, embora, que nunca partiste,
pois nunca viestes,
eu, sem cessar de caminhar,
eu ando, ando e ando por todas estas terras a perguntar:
a convicção dela,
tem fim?

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

ter

Eu nunca saberei se as paredes brancas poderiam ser limpas por estarem cheias de dedos pequenos.
Eu não abrirei a porta sabendo de que é chegada a hora de me convencer que tudo estaria em torno.
Suspender os braços para esperar a chegada dos braços em abraços que se tornam poros trocados.
Nunca isto não.
Se lidas as lidas, com fortuitas lidas de minhas lida de descrever a sua vontade que vem de mim.
Não, eu não me caibo, não sou casto e não estarei compartilhando a palma da minha mão com ninguém.
Perfume de noites claras, escuras que quando me deito no quarto, me vem espiar o sofrer por não ter.
Eu tenho o tempo, não queria tê-lo por tantos anos me fazendo companhia, tão certo, tão bem contado.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

yes!

não tenho freio.
mas não saia da frente.
sou leve.
e páro se subir em você.
se me segurar.
mas só páro se estiver em movimento.
certo?
é física.
não físico.
não sou tísico.
e você?
é tudo bobagem.
de ser gente.
não bicho.
não mexo, apenas respiro.
fazer o quê?
de quê?
de conta.
agora me conta.
me conta.
um.
não dois.

tolinho no tijolinho

vou colocar no mp3 minhas músicas que ouço e tu ainda não conheces. vou levar-te na estrada de terra, e espero que anote em cada passo, o que eu te falarei direto do meu coração. minha vida. árvores que estavam aqui da outra vez, menores, participando de minha vida, agora ao teu lado. mal posso esperar para saber se te sou importante. é que quando a lua chegar, será o dia mais lindo e completo. hoje, comigo, aqui e agora. pois te terei toda minha, toda pura e pronta para gravar-me para sempre em ti. não sou teu e nem quero ser nada. apenas um pedaço de lembrança. o que sou para os outros todos?

sábado, 7 de fevereiro de 2009

a cerca

às vezes eu percebo que Deus me cerca,
me gera nos outros,
me toca com os outros,
me acorrenta o pé com elos de dedos.
De dedos de Santo.
E eu me sinto guardado,
grudado em santidade,
separado por amor.

a vara

você é apenas uma vara na cerca que olho ao longe.
você pertence ao dono das terras que olho do lado de cá.
não me importo de ser passante.
o saber que você é eternamente parte do que sou,
basta.
nada mais.
apenas a pureza que está no ar.
simples.
assim.

de quinze, ou mais

Você é única.
Que me vem de quinze em quinze minutos me perturbar a guerra de ser só.
De ser somente aqui e lá.
De ser somente lá que me vejo, aqui.
Você não me troca, já que não me tem,
como queira.
Mesmo com tantas,
palavras e tantas vezes que vi seu nome escondido atrás de tudo que você é para mim.
Quando o arco de cores me permitir lembrar de mais cedo,
vou testemunhar o olhar que dei ao que não é meu.

quem vai aí?

Não sou sombra que te vai na sola,
do sapato.
Não sou o quarto que te espera,
do trabalho.
Não sou o guarda que te aguarda,
no sobrado.
Quem vai por ti olhar,
com amor?
Quem vai te ver partir,
com imensa dor?
Quem vai te acordar,
ao amanhecer?
Quem vai te fitar nos olhos,
sem piscar?
O que eu queria era te ter,
Um instante só,
somente nós.
O que eu queria era poder ter o poder,
de aparecer aí.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

nada no Natal

Olhei da cadeira onde estava. Meu ponto de vista era único.
Único.
Não via mais além daquilo que me chamava pelo gesto de sempre.
Igual.
Quem era eu para eles? Para mim, eles não saberiam dizer quem eu era.
Para eles.
Uma desordem de corpos em abertura errada da câmera fotográfica.
Velocidade também errada.
O som captado por aquela porcaria de microfone interno.
Não tem compensação.
Somente no ano que vem. No Natal do outro ano.
E então eu não sentarei nesta cadeira, e sim, no sofá perto da janela.
Lá o vento me é a fuga.
E as crianças não repararam no meu bigode e barba sem fazer.
Eu não me lembrei do ano passado.
Por isto estou sentado nesta cadeira.
O que está acontecendo com os doces?
As crianças levaram.
Do ponto de vista, daqui de onde estou, é o mesmo farfalhar de roupas e gostos mal cuidados, mal pensados.
Não friamente calculados.
Finamente eu como com as pontas dos dedos encharcados de óleo.
E a boca repleta de guaraná.
Vou estalar meus dedos e chamar para irmos embora.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Ny em NY

Saber que meus membros doem ao crescer, não é nada.
Comparado ao sentir minha alma presa em meus sentimentos.
Quero asa grande,
de anja,
de harpia.
Pra olhar de cima e me ver sentada esperando que meu pouso não demore.
Sou franca comigo e não me peço licença quando vou cair de cima,
do alto de minhaas convicções de beira de abismo.
Sou moça de cabelo a marcar na testa.
Sou a festa comemorativa da vida.
Todo dia é meu.
Sou efêmera em tudo, inclusive em ser efêmera.
Sou a mesma que não diz Ny.

delícia de texto

http://perdendo-o-medo.blogspot.com/2011/07/dueto-virtual-de-um-romance-astral.html